Concordo, há uns bons anos, com uma parte razoável do diagnóstico do Gabriel, mas discordo de diversas das suas soluções e acho que ele começa a ter um discurso muito teórico…

Indisciplina nas escolas: os sete pecados mortais

Eu depois desenvolvo, mas gostaria desde já de deixar referidas as três instâncias fundamentais para que a questão da indisciplina não se torne inultrapassável e nem sequer vou falar da “sociedade” e dos factores económicos.

Em primeiro lugar, o MEC deve fazer um enquadramento jurídico global e não atrapalhar. Dispenso, enquanto professor, declarações retóricas que depois são desmentidas por regulamentações hiper-burocratizadas para lidar com a indisciplina.

Em segundo, ao nível das direcções, deve existir a sensibilidade e o bom senso para não se retirar o tapete aos professores que estão no terreno, nas salas e nos corredores, quando se trata de dar despacho e andamento aos processos disciplinares.

Em terceiro, é fundamental que os Conselhos de Turma se tornem coerentes (não quer dizer que todos os elementos façam o mesmo) e solidários, em vez de se assistir ao desenvolvimento de estratégias atomizadas de sobrevivência.