As rescisões sempre foram apresentadas como representando “poupança” e assim se explica a pressão pública para que elas surgissem e, de forma “oficiosa”, se ouvisse falar numa meta de 5000.

O facto de em finais de 2013, os números estarem muito abaixo do esperado, explica o prolongamento do prazo para os pedidos durante mais alguns meses.

A lógica, sublinho, era a de que esta seria uma medida que potenciaria as “poupanças”, pois cada professor que rescindisse levaria uma compensação em torno dos 35% do que ganharia até ao final da sua carreira.

Por isso, é esquisito que agora se apresente um nível (provisório?) de não deferimentos de quase metade dos pedidos, alegando-se a inexistência de verba disponível para mais.

As velhas mercearias – pré-gourmet – que tanto agora consideram sinónimo de um país atrasado, tinham contas muito mais bem feitas.

Ou, pelo menos, o rol de fiado era mais rigoroso do que as contas dos moedas, comissários ou não.