Eu percebo o pluralismo de opiniões, mas… não escreveram um livro em conjunto? Afinal partilham visões diferentes da mesma realidade?

Ou, se calhar, cada um dispara conforme a situação, de acordo com o que acha fazer mais mossa no vosso ódio de estimação?

É que, para o caso do que fazem os professores nas escolas, cada tiro, cada melro. Nem me interessa quem tem razão… apenas assinalar a “coerência” do pensamento económico insurgente:

Miguel Botelho Moniz, 17 de Junho:

O principal problema na distribuição de alunos por turma não é o número absoluto em si, mas o facto de existir uma diferença tão grande no rácio entre professores “praticantes” e alunos versos professores totais e alunos. Isto é, o erário público paga a milhares de professores para não dar aulas, estando estes com horários zero, em funções administrativas ou sindicais.

Carlos Guimarães Pinto, 19 de Agosto:

2. “Portugal tem mais professores do que outros países, porque os professores em Portugal cumprem mais funções para além de ensinar”

Falso. Portugal é um dos países onde os professores passam uma maior parte do seu tempo a ensinar.

Já sei… as ideias “evoluem”… ou… queriam dizer ambos o mesmo, mas de formas diferentes.

Enfim… o costume.

Gosto em especial daquela em que os professores com horário-zero assumem funções sindicais aos milhares. Um muuuussssst ao nível de quem “não abdica de pensar” como faz o CGP (eu prometo que não faço mais chalaças com o nome… nem aprecio isso… mas como “vítima” habitual… desforro-me de quando em vez).

Ou não era bem isso que queria dizer, até porque a meio de Setembro do ano passado o MEC dizia que os horários-zero eram pouco acima dos 1200 e ainda iam diminuir.

Mas ninguém informou a tertúlia económica insurgente.

Mas é mesmo giro um a dizer que os professores dão imensas aulas, por isso é que os rácios não se explicam por terem outras funções e o outro a dizer que essas funções são aos milhares.

A realidade é plural.

É pós-moderna.

Estilhaça-se e fragmenta-se perante o pensamento em movimento.

devil