O Expresso traz hoje uma peça sobre o insucesso no Ensino Básico e a sua evolução desde a introdução das provas finais.

Mais logo, publico as minhas declarações completas às perguntas que me foram colocadas, sendo que uma parte delas serve mesmo para encerrar a dita peça.

Os dados não são nada óbvios de interpretar, não seguem uma lógica “mecanicista” ou adequada aos clichés em vigor, dos dois lados da barricada.

Mas o que eu acho espantoso é que a representante de uma associação de professores e logo de Matemática onde o insucesso continua muito elevado, apesar de planos disto e daquilo, de metas e objectivos, opte por culpar directamente as escolas e os professores por esse insucesso, aderindo à teoria da “cultura de retenção”.

O que se impõe, neste momento, é saber o que fez e faz pelo sucesso dos alunos, que tipo de turmas tem e que resultados consegue com esta sua forma de atirar culpas para quem está ao lado.

Eu sei que a APM não anda feliz, mas… que raios… andamos a brincar? Há um ano, a culpa dos males era da mudança dos programas

Agora, há um “encostanço” ao presidente do CNE, no que se percebe ser uma luta sem tréguas contra o MEC, patrono da SPM.

Mas, no meio desta guerra, já nem importa quem se atinge colateralmente?

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Exp15Ago4bExpresso, 15 de Agosto de 2014