Fica aqui: Anexo 3 – Modelo Financeiro CEFM Matosinhos.
Não invalidando uma análise mais detalhada, fica já aqui a fórmula da “eficiência”:
Julho 6, 2014
Fica aqui: Anexo 3 – Modelo Financeiro CEFM Matosinhos.
Não invalidando uma análise mais detalhada, fica já aqui a fórmula da “eficiência”:
Julho 6, 2014 at 9:46 am
A educação vista como uma linha de montagem por mangas de alpaca ignorantes e incompetentes ou o Taylorismo na educação.
Julho 6, 2014 at 10:11 am
E quando alguns dos municípios na calha estão completamente falidos, imagina-se no que vai dar!
Julho 6, 2014 at 12:11 pm
Mas afinal o que significa “Nº de docentes necessários ao sistema”? Não quer dizer que são necessários? Então se são necessários, por que razão falar em mais ou menos e consequentemente falar-se em bónus e penalização? E como é possível que os professores deixem passar mais uma situação tão grave como esta? Então se uma escola precisa de 10 docentes e tem nove atribui-se um bónus? não deveria ser ao contrário?
Espero bem que os professores, que manifestamente têm estado numa dormência inexplicável, assumam uma postura ativa – JÁ. Não se pode deixar que se avancem com estes estudos que todos nós sabemos como vão terminar: a avaliação será extremamente positiva e será, como eles dirão, um benefício para a educação a municipalização da educação.
Deixo aqui um repto ao Paulo Guinote, ao Arlindo, entre outros:
– Vamos pensar em como agir para poder travar mais esta barbaridade. A educação precisa de pessoas que saibam confrontar este MEC de forma a que a opinião pública entenda o que se está a passar em torno das pretensões para o futuro da educação, não esquecendo que o presente já é muito mau.
Julho 6, 2014 at 12:19 pm
Educação a metro?
Pedagodia será substituida pela Finança!?
Quanto vale um aluno?
Quanto custa menos um professor no sistema? Poupa-se em dinheiro. Certo? E o que se perde a médio prazo?
Julho 6, 2014 at 12:21 pm
Não acredito nem no PSD/CDS, nem no PS, considero o PCP(este com interesse locais e sindicais por vezes contraditórios) e o Bloco uma esquerda que só sabe contestar e dividir.
Se quisermos saber o que Costa ou Seguro pensam em termos de educação, mostram programas vagos que dão para tudo quando chegarem ao poder e não apresentam cartas de intenções do que vão fazer em matéria de educação.
Costa o provável vencedor fala de uma espécie de regionalização para atrair os políticos locais de profissão e reinventa outras formas ganhar o duelo com Seguro que a nós professores desenquadrados da ação partidária não diz nada.
As câmaras em termos de Educação especializaram-se na sua maioria em conseguir (professores) mão de obra barata e a ajudar os amigos a criar empresas para colmatar as necessidades que o MEC não cumpre, como por exemplo as AEC em algumas escolas.
Entretanto o que Passos/Crato pretendem para a municipalização da educação é inaceitável!
Julho 6, 2014 at 12:47 pm
Eu chamar-lhe-ia antes a “fórmula da ineficiência”, aquela que nos trouxe ao ponto em que nos encontramos: reduzir custos com profissionais que prestam serviços directos às pessoas – neste caso professores – para gastar com estruturas intermédias que alimentam e se alimentam do próprio sistema – como é o caso da “comissão de acompanhamento”.
E depois tudo isto assenta num pressuposto errado, o de que o “sistema” tem professores a mais. Estamos a falar de municipalização da educação, portanto o “sistema” restringe-se aqui aos professores de um concelho. Ora a educação será talvez o sector da administração pública onde mais rigorosa e regularmente são aferidas as necessidades de pessoal: todos os anos escolares se faz uma redistribuição de serviço, que leva à contratação de professores quando necessário e à dispensa dos considerados desnecessários, que são pura e simplesmente despedidos, se contratados, ou obrigados a concorrer a outras escolas, se pertencentes aos quadros.
A verdade é que os “professores a mais” que possam existir numa escola não resultam normalmente da má gestão de recursos humanos que possa estar a ser feita, mas sim de o MEC não lhes ter proporcionado outra colocação. Além de que professores “que não são necessários” são todos os anos colocados nas escolas, pelo MEC, por exemplo em destacamentos por motivos de saúde. Um direito que assiste a estes professores e que é reconhecido pelo MEC, mas pelo qual não faz sentido penalizar as escolas.
Julho 6, 2014 at 1:24 pm
David Justino já tinha elogiado a gestão cretina, digo, cratina, pelos “ganhos de eficiência registados”.
E, realmente, para aquilo que esta gente pensa da educação, para aquilo que eles querem que ela sirva, há ainda bastantes professores a mais no sistema, que impedem ganhos acrescidos de eficiência. Para produzir analfabetos funcionais às catadupas (em modo vocacional ou examocrático acelerado) para alimentar a precariedade geral, não são precisos muitos professores.
Julho 6, 2014 at 1:51 pm
[…] da nossa realidade, lá chegaremos em breve. Pelo caminho, suspira-se para a comunicação social um esquema para autarcas e governo se financiarem pelo fornecimento de escolas com menos professores do que os […]
Julho 6, 2014 at 1:59 pm
O “engraçado” desta coisa é que quem define o número de professores “necessários no sistema” é o MEC. Ou seja, os mesmos energúmenos que decidem que o sistema precisa de x professores (quando, na maior parte dos casos, esse número é manifestamente reduzido) promove a redução do número de professores (mantendo o mesmo número de alunos por turma). Se fosse preciso mais alguma prova de que Crato e os seus compinchas navegam sem direção esta seria uma delas. Mas é o que dá ter rapazolas com um único neurónio que funciona intermitentemente duas vezes por ano a gerir coisas sérias.
Julho 6, 2014 at 2:06 pm
Mas, quem irá determinar o nº de docentes necessários ao sistema, os tais 350, neste exemplo ?
Estou a imaginar num Agrupamento de escolas com 10.500 alunos. Aplique-se a fórmula: 10.500/ 30 = 350 docentes.
Horário letivo? esquece!
Dar-se-á os tempos letivos necessários para que todos os alunos tenham professores.
Como? Alarga-se o grau de afinidade entre as disciplinas
Julho 6, 2014 at 2:21 pm
Os professores mais uma vez, nada irão fazer.
Resignaram-se de tal forma que deixaram de ver sentido em qualquer protesto.
O 1º ciclo este ano, foi o único ciclo que trabalhou mais 2h 30 minutos por semana, à conta do desconto para intervalos, que acabam por não se verificar em termos de alívio, pois há que fazer na mesma intervalos, pois cada vez os recursos são menos para vigiar.
Depois há o grupo dos professores que lecionam AECS.
Alguém já viu este grupo manifestar-se pelo que ganham? Será que 3 Euros e tal à hora é o preço justo para um professor licenciado? Ao que parece, há docentes a ganharem esta importância.
Se o sistema precisa deles, porque não estão integrados nos quadros de escola?
É normal andarem anos seguidos a ganharem o que ganham?…
Não se ouvem vozes de revolta. Também aqui as Câmaras recebem uma pipa de massa por cabeça de cada aluno do 1º ciclo que tem sobre a sua tutela no enriquecimento curricular.
Assim, logo à partida retira uma parte do que o estado lhe dá para pagar aos professores, e acaba por dar umas míseras migalhas aos ditos professores. Estes vão-se entretendo anos a fio sem qualquer lamúria numa aceitação que jamais será posta em causa, não vá a entidade empregadora saber que andam a queixar-se e não os contrate no ano a seguir.
A escola pública está assim, muito por culpa dos professores.
Há poucos dias comentou-se que o governo vai apresentar aos sindicatos a proposta para que os professores com mais de 50 anos passem a trabalhar as mesmas horas. Isto por exemplo ao 1º ciclo nem se coloca. Pois apenas a partir dos 60 podem ver reduzida sua carga horária semanal.
De qualquer forma, penso que se esta situação se verificar, será recebida com o mesmo carinho do que as anteriores por todos os docentes, o que é lamentável e não deixa de apelar a uma reflexão séria sobre este fenómeno da aceitação/resignação por estes profissionais…
Julho 6, 2014 at 2:30 pm
#3
Pois. Se são necessários é porque são necessários. No entanto, mais vale uma rotunda ajardinada com repuxo que uma dúzia de “docentes”.
Julho 6, 2014 at 2:36 pm
#11
O que fazer? Mais greves, manifestações, abaixo-assinados, insultar governantes?
Julho 6, 2014 at 6:26 pm
Bes muda a sua cor..
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Julho 6, 2014 at 6:30 pm
Reecaminho post do Paulo Guinote sobre a situacao da municipalizacao da educacao em Matosinhos.Para + info podes comecar por “ir” ao blog “A educacao do meu umbigo”… Beijinho Pauloj
Julho 6, 2014 at 7:29 pm
#11
Luana, tem toda a razão. Constato o mesmo no meu agrupamento: os professores, aceitam e resignam-se, quando vêem no dia a dia tudo a degradar-se. Os professores das AEC tb nada fazem, relativamente a lutarem e tb, nas escoas fazem um serviço pelos mínimos… Aliás as AEC são uma “brincadeira” …
Julho 6, 2014 at 9:54 pm
#16
Se acontecer no seu agrupamento o que acontece no meu, tudo não passa de uma treta para passar o tempo, o que não deixa de ser lamentável.
Chegam atrasados porque veem de outras escolas, desmotivados também possivelmente, o tempo que dão aulas é pouquíssimo.
No entanto continuam a chamar-lhe Enriquecimento Curricular…
As Câmaras descobriram uma mina com tudo isto…
Alguém fala em fazer uma avaliação ?…
Julho 7, 2014 at 10:37 am
Continua a saga da renovação linguística neste governo; depois de “irrevogável”, agora “necessário”, novo sinónimo de “dispensável”…