Quarta-feira, 25 de Junho, 2014


OK Go, This Too Shall Pass

Chamaram-me a atenção, e com toda a razão, para o facto da pergunta 1 do grupo III estar formulada de modo inadequado em relação à resposta pretendida.

A indicação para os alunos se basearem no documento 2 só os induz em erro, pois o que os critérios pedem são aspectos que estão completamente ausentes do dito cujo.

Confirmem lá (quem for de História) se a referência ao documento não é perfeitamente disparatada em relação ao que se pretende que os alunos expliquem… e que são as razões para a ascensão do regime e não para a sua consolidação e manutenção (tema do manifesto).

Quando um tipo se interroga sobre o sentido disto, há sempre o gosto de se estar acima dos blogues oficiosos do regime que está. Não é sempre, mas acontece com mais regularidade do que seria de esperar…

Os dados são de hoje… dia sem especiais polémicas por aqui…

Umb25Jun14

 

A quem interessar: Aviso_bolsas IAVEFCT.

Já agora… o ano passado, quando divulgaram os resultados das provas finais do 4º e 6º ano, se bem me lembro, publicitaram mais do que médias e deram logo os números nacionais por níveis de desempenho e domínios.

Este ano, nem por isso.

… por vezes é apenas o possível.

A Aventura de Fazer o Jornal na Escola é um livro para miúdos e graúdos. Fala de uma “empreitada fascinante”, explica os passos a dar, sublinha a importância dessa ferramenta para as aprendizagens dentro da sala de aula. Um jornal escolar é muito mais do que um pedaço de papel. É um meio que faz mexer a comunidade.

Comissão de Educação, Ciência e Cultura
Audiência Parlamentar Nº 174-CECC-XII

Assunto: Apresentação do estudo sobre a inflação de notas no ensino secundário e o seu impacto no acesso ao ensino superior

Data da Audiência: 2014-06-19
Entidades recebidas
Professor Doutor Tiago Neves e Prof. Doutor Gil Nata

O problema destes dados é que se baseiam apenas em “registos” ou testemunhos dos órgãos de gestão que, como sabemos, “vareiam” muito daqui para ali e então de país para país…

De qualquer das maneiras, mais vale ir sabendo alguma coisa do que não sabendo…

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Olhem lá se não somos uns autênticos tigres asiáticos na dimensão média das escolas, que é mais do dobro da média?

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TALIS2013

É tudo igualinho, igualinho…

Teachers love their job but feel undervalued, unsupported and unrecognised, says OECD

Download

Click here to browse or purchase “TALIS 2013 Results: An International Perspective on Teaching and Learning”

Nove em cada dez professores do 3.º ciclo sente que profissão é desvalorizada pela sociedade

(…)

Os professores também são, em média, mais velhos (44,7 anos) do que nos outros países (42,9) e passam mais anos a ensinar – 19,4 anos para uma média de 16,2. Em Portugal, 82,1% dos docentes completaram estudos ou formação na área da educação, quando a média é 89,8%.

Sobre a gestão das aulas, 75,8% do tempo é gasto de facto a ensinar (a média é 78,7%), o que significa que os restantes 24% são gastos em tarefas administrativas (8%) e a manter a ordem na sala de aula (15,7% contra uma média de 12,7%).

Estes professores portugueses têm uma componente lectiva que ronda as 21 horas por semana, acima da média que é 19 horas, e também passam mais tempo a preparar e planear aulas (nove horas por semana, duas acima da média), e dez horas semanais a marcar e corrigir trabalhos, o dobro da média. Portugal é ainda um dos cinco países em que os docentes que dizem ter mais horas de trabalho são também aqueles que tendem a ter níveis mais baixos de satisfação. Segundo o relatório, a média de alunos em Portugal por escola ronda os mil e é quase o dobro da média.

OECD International teacher and school leader survey to be published Wednesday 25 June

Pelo pouco que sei, fico sempre sem perceber como é que certos conceitos são aplicáveis a Portugal e como é que ainda se conseguem calcular médias acerca de práticas pouco aplicáveis ou aplicadas entre nós.

Mas há algumas muito, muito interessantes pois contradizem frontalmente o que se tenta transmitir para a opinião pública por alguma propaganda divulgada na forma de opinião publicada.

Há uma escola – pelo menos – que conseguiu pelar dois coelhos com uma bordoada. Criou uma fórmula para calcular a qualidade científica e pedagógica dos professores e, indirectamente, um método para incentivar um sucesso a rodos – deve atingir rapidamente os 100% em quase todas as disciplinas – que é para não existirem desvios.

Uma coisa “curiosa” é que na fórmula não entram os resultados da avaliação externa (exames, provas finais), com os respectivos desvios, nem sequer no Ensino Secundário. Porque devem ser bonitos, esses desvios depois da inflação das notas internas…

E ase os alunos tiverem percepção disto, vai ser “interessante” perceber como será a reacção perante a quase certeza de terem boas notas internas, no matter what.

ADDAlgoritmo

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Público, 24 de Junho de 2014

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