Domingo, 15 de Junho, 2014


The Farm, Groovy Train

 

Liberdade de escolha? Ou tudo depende de Iavé?

 

 

Iavé estava pior do que estragado com a Criação, pelo que decidiu desentropiar a cena. Vai daí, fez um «puff».

“Vai o Tanas!”, resmungou Janasiu, acabadinho de chegar com um camelo novo.

“Sobra sempre p’ra mim!”, esganifou o Tanas, “mais um camelo para tosquiar? Peçam ao Lucicrato, já que lhe deram asas!”.

Lá em baixo, mais abaixo ainda, os Farinientes do Templo concordaram e atribuíram essa culpa a um certo Fafe que ainda não estava escrito que não era dos Fafes de Alpiarça.

“Calou, pessoal!”, pufou Iavé, “determinei que será Lucicrato a apresentar-vos as Tábuas da Ordem, todas impressas em 3D!”.

E ele veio, pairou como naqueles filmes em que a malta  se diverte com os efeitos especiais, com molas chinesas nas narinas – por causa dos pufes –  e chiou: “Eis as tábuas!”.

Fartote de rir, as tábuas eram rasas!

E mais uma vez Iavé foi grande. Grande e único.

Deu resultado com o Brasil, a Costa do Marfim, a Costa Rica, a Suíça e a Holanda, que me lembre assim de repente.

Bem.. marcar primeiro e não sofrer golos também costuma dar resultado…

Por cá a coerência na defesa dos 2contribuintes” costuma esbarrar nestas coisas… mesmo quando não são explícitas.

Taxpayers’ cash should not be used to fund faith schools, say voters

Labour wants talks on teaching of religion as poll shows 58% of the public urge abolition or axing of state funds.

… mesmo se, de todas, esta seria a intervenção mais aceitável. MAs que só existe depois do descalabro da última…

Tony Blair: west must intervene in Iraq.

Ex-PM says allies should consider military options short of sending troops after denying 2003 invasion led to Isis crisis.

E não é só Costa… é toda a multidão – a ganga – atrás dele, prontinha para recuperar o controlo da cozinha.

E o que se teria a dizer dos silêncios e omissões de Seguro durante o consulado socrático?

Pub15Jun14

Público, 15 de Junho de 2014

… e que precise de um estudo bué especializado do Banco de Portugal.

DN15Jun14

Diário de Notícias, 15 de Junho de 2014

… do que a boa imprensa nos quer fazer crer. Dos que são nomeados, apenas Mexia vai para além do que qualquer tatcherinho de há 30 anos iria.

Talvez porque seja o único que não pensa por uma cartilha única. Agora o Lomba, o Pereira Coutinho, o Raposo, o Tavares,  (por ordem decrescente de relevância) apenas repetem o que já lemos em tantos sítios há tantas décadas que um tipo fica entediado ao fim de dois parágrafos. Dos curtos.

Bem podem fazer retrospectivas históricas a legitimar-se que um tipo ainda ronca mais facilmente quando entram pelo território do liberalismo oitocentista, que aprenderam em segunda mão do Pulido Valente, do Rui Ramos, da Filomena Mónica e, nos dias bons, da Fátima Bonifácio.

Mas são óptimos a vitimizar-se como se fossem proscritos da comunicação social quando estão por todo o lado. Raposo diz que é por ser bom. Até posso concordar. Mas está longe de ser muito bom.

Muito bom é Mexia.

E mesmo muito bom é estar abaixo de um Miguel Esteves Cardoso em dia mediano.

Os intelectuais de direita estão a sair do armário

Quanto ao resto… têm razão numa coisa… a imprensa também está cheia de “intelectuais de esquerda” da geração deles que não valem um feijão bichado.

Mas têm todos ainda outra coisa em comum… mal chegam lá, tornam-se primadonas e nem se pense que se pode aplicar a eles o que eles aplicavam a outros.

Passam a sentir-se acima de…

E por muito que exibam indumentária informal e se afirmem meritocratas, a verdade é que raramente fizeram mais do que dizer como se faz. Fazer, nunca fizeram.

Mas são óptimos a aconselhar, a ser consultados ou assessorar.

 

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