Sábado, 14 de Junho, 2014


Blood Orange, I’m Sorry We Lied

… que estava a jogar no campeonato português.

Poiares Maduro: Governo tem sido irrepreensível com o TC

Claro, claro… mandaram os cães de fila, sem desprimor para as variedades de género.

Ando mesmo, mesmo, farto desta malta que se dizia muito inteligente e depois se revela mais do mesmo.

Irrepreensível, irrevogável…  tudo a mesma treta.

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Atenção… reparem no sinal do travão de mão, porque isto só se faz em segurança… 🙂

Vou periodicamente à secção de Ciências Sociais ou de Educação de umas quantas livrarias menos mainstream e com uma oferta para além do que vende em 15 dias.

E o que lá encontro em matérias tão caras para os críticos do poder que está e tem estado na área da Educação?

Uma produção muito substancial – a quase totalidade sobre tais temáticas – sobre avaliação do desempenho, sucesso escolar, novas lideranças educativas, supervisão pedagógica, etc, etc, de investigadores e especialistas claramente posicionados no que consideramos ser a Esquerda (a filiação ou simpatia partidária de muit@s nem sequer é especial segredo) que, em centros de investigação até muito recentemente tiveram os mais diversos apoios institucionais para as suas investigações e consequentes publicações, têm ocupado a maior parte do seu tempo a explicar como se operacionalizam práticas que eu pensava que eles não consideravam adequadas.

Dificilmente se encontra um investigador/teorizador “de Direita” a dinamizar aquelas conferências e debates, com muitas comunicações que depois são vertidas para volumes em que aparecem muito palavras como “liderança”, “sucesso” ou “desigualdade(s)”.

Há ali gente para todas as estações, para todos os grupos de trabalho, para todas as estruturas de missão, para todos os observatórios.

E percebo que o actual MEC apenas é um desastrado aplicador de teses que outros conhecem muito melhor, sabem explicar e fundamentar muito melhor e que, à primeira esquina eleitoral, lá estarão – alguns deles de novo na mó de cima – a aprofundar ainda melhor o aprofundamento que temos vivido daquelas políticas que todos os políticos “responsáveis” – ou os que tanto anseiam por assim virem a ser vistos – estão “obrigados” a desenvolver.

Se alguém acredita que há esperança na alteração da maioria das políticas nucleares actualmente em decurso na área da Educação, é melhor não exibir a ingenuidade que tanto gostaram de criticar a outros há bem pouco tempo.

uroboros

Antero143

(c) Antero Valério