O que Passos Coelho afirma é uma enorme barbaridade e o maior ataque alguma vez desferido em Portugal nos últimos 40 anos contra o Estado de Direito, liberal e baseado na separação de poderes, em que o poder jurídico é independente e não uma emanação simples dos jogos partidários (mesmo se o próprio TC em parte o é… e com o PSD como grande actor nessa matéria…).

Houvesse alguém em Belém com noção das suas responsabilidades e este “rapazola”, testa de ferro de uma facção pseudo-liberal mas efectivamente profundamente anti-democrática,  já teria sido demitido.

Só que em Belém está o percursor deste tipo de atitude com teorias das “forças de bloqueio”, portanto… a autoridade moral é escassa.

Primeiro-ministro diz que juízes têm de ser mais bem escolhidos e alvo de “um escrutínio muito maior”.

Em tempos, parecia normal mas o tempo revelou-o um candidato da manchúria.

Agora, beneficiando de fraquezas alheias, engrossa a voz e diz barbaridades que o mais certo era não ter coragem para dizer na cara daqueles que acusa.

Aliás, gostaria de o ver dizer isto na cara de Assunção Esteves, que foi juíza do TC com idade ainda para andar a fazer 1ªs instâncias, acabadinha de fazer um mero mestrado.