Quinta-feira, 5 de Junho, 2014


Chvrches, Lies

Exmos. Senhores Diretores de Escola/Agrupamento de Escolas

Exmos. Senhores Presidentes de CAP

Por solicitação do Senhor Presidente do Conselho Diretivo do IAVE, cumpre-me transmitir a informação infra:

“Caro(a) Diretor(a)

Estando a decorrer o processo de classificação da componente escrita do teste Key for Schools, processo que deverá estar terminado impreterivelmente até ao dia 15 de junho, constata-se que a participação dos professores certificados para o efeito e que integram o grupo de professores classificadores é profundamente desigual. Dos cerca de 1100 professores envolvidos no processo apenas cerca de 400 têm cumprido com regularidade e elevado sentido de responsabilidade as funções de classificação. Aliás, acresce, também com elevadíssima qualidade técnica, situação que cumpre enaltecer.

Num quadro de participação equitativa, estima-se que a classificação fique concluída na data indicada se diariamente cada professor dedicar apenas cerca de 20 minutos às tarefas de classificação. Porém, no contexto atual, a sobrecarga de trabalho que recai sobre os que têm assegurado a classificação será da ordem de 1 hora diária, situação que traduz uma evidente falta de equidade e que deixa transparecer falta de responsabilidade por parte dos classificadores que se têm mantido ausentes do processo, ou cuja participação tem sido pontual e sem expressão quantitativa, tendo em conta o número total e itens a classificar.

Por essa razão foi ontem enviado a todos os classificadores uma mensagem, diferenciada conforme o nível de participação, apelando, nuns casos à manutenção da sua colaboração e, noutros casos, a uma participação ativa no processo, também pelo respeito e essencial princípio de dever de solidariedade profissional dos ausentes face aos colegas que integram o grupo dos cerca de 400 classificadores acima referido.

Damos por este meio conhecimento da situação a todos os diretores, apelando para o seu envolvimento ativo na mobilização dos docentes das suas escolas certificados para a classificação (General Marking – GM) nesta ponta final do processo de classificação.

Relembramos que os professores classificadores tem acesso a formação gratuita e de elevada valia técnica pelo facto de terem aceite participar neste projeto, o que para as escolas onde lecionam, pela sua valorização profissional específica e pelos benefícios que daí poderão advir para as alunos, num futuro próximo, constitui também uma mais-valia que deve ser acarinhada.

No entanto, como não podemos pactuar com a situação de desigual envolvimento atrás referida, não sendo justificável premiá-la igual modo, este Instituto irá avaliar no final do processo o nível de participação dos classificadores, pelo que o acesso ao programa de formação atrás referido será concedido desde que cumpridos critérios mínimos de participação no processo de classificação, os quais terão como referência períodos de classificação concordantes com as dispensas previstas na alínea a) do n.º 2 do art.º 2.º do Despacho n.º 4168-B/2014, de 19 de março.

O Conselho Diretivo do IAVE”

Com os melhores cumprimentos,

José Alberto Moreira Duarte

Diretor-Geral dos Estabelecimentos Escolares

Exemplo de mensagem diferenciada de ontem:

Verificámos que ainda não deu início ao trabalho de classificação de itens (General Marking), na plataforma BIM.

Considerando que o processo de classificação deverá decorrer com a maior brevidade, dado que terá de ficar concluído até dia 15 de junho, contamos com a sua participação. Recordamos que, de acordo com o Artigo n.º 3 do Despacho n.º 4168-B/2014, de 19 de março, a classificação de itens é um dos deveres dos professores classificadores e que as tarefas a desenvolver correspondem às vinte horas a que respeita a dispensa da componente não letiva prevista na alínea a) do ponto 2 do Artigo 2.º desse Despacho.

Relembramos que ao garantir a tarefa de classificação, assegura o direito de usufruir do previsto no Art.º 4.º do Despacho referido, nomeadamente «acesso gratuito ao programa de formação a distância promovido pela Cambridge English Language Assessment, da Universidade de Cambridge, que inclui a frequência dos módulos 1, 2 e 3 que conferem a possibilidade de realização do Teaching Knowledge Test», que se traduzirá numa mais-valia para os docentes, para os alunos e, claro, para todo o sistema educativo.

Certos da sua colaboração, agradecemos, desde já, a sua disponibilidade para a tarefa de GM.

Com os melhores cumprimentos,

 

A Marta já resolveu aquele problema de um seguro que deu à costa?

 

 

O outro já está arrumadinho. Para onde irá depois a Maria Luís? Porque estas coisas merecem recompensa…

Depois das pensões, os diplomas relacionados com os salários serão aprovados “nos próximos dias”. O Governo quer que as peças-chave do Orçamento de 2015 sejam o quanto antes escrutinadas pelo Tribunal Constitucional para, em Setembro, saber com o que conta.

Se o TC aprovar, o recrutamento já foi bem feito, senhor presidente do PSD, por vezes PM?

 

Iavé estava pior do que estragado: “Um gajo a criar a cadeira e aqueles traidores a adorarem pufes? Qualquer dia dou-lhes com a matéria da Tábua da Norma Dois e ainda os apanho com anti-matéria na casa de banho!”

E gerou Lucicrat. Lá por detrás dos quintais – para ninguém ver.

“Irão ver!”

 

DGPGF

O pessoal do PSD alinhado com o actual desgoverno anda em roda livre no que diz respeito ao tom com que devem falar sobre o TC, pois deve ter faltado um memorando-à-relvas para meter a malta na ordem.

De dentro do desgoverno, Poiares Maduro ensaia uma abordagem semi-civilizada e adequada à sua imagem mais cosmopolita.

Das cercanias opinativas, Morais Sarmento destaca-se na RTP ao tentar dar alguma densidade à argumentação jurídica do PM (???), usando exemplos como o grego… o que é divertido.

Já na RTP Informação, um Hugo Soares a querer ganhar créditos para a progressão ba carreira foi sendo cilindrado por António Filipe à medida que ziguezagueava (afinal, Passos Coelho falou como presidente do PSD e não como PM) e tropeçava nos próprios argumentos (foi especialmente cruel o momento em que lhe foi lembrado que foi o PSD a acabar com o tal princípio da “aclaração” a que agora se pretende agarrar).

Aguardam-se desenvolvimentos e teorizações n’O Observador, a a face tida por informatival do Blasfémias e Insurgente.

Eu gosto muito dos clássicos elevados pelos liberais de aviário aos píncaros. Porque os li e gostei. E penso ter compreendido o que escreveram. E sei que foi num dado contexto e tudo.

Mas os nossos liberais tertulianos acham que as coisas são muito mais relativas e que a palavra sagrada dos seus mestres só deve ser sagrada às vezes, quando dá jeito sacar uma citação mesmo à maneira. Mas quando eles disseram e escreveram algo que contradiz claramente os seus interesses, nesse caso, vai de esquecer e seguir em frente.

Ora… eu gosto do Tocqueville e fui buscar uma edição coeva d’A Democracia na América, disponível online, que é para facilitar a vida aos maçães&lombas ou outros sobredotados juristas nas fileiras liberais do nosso actual desgoverno,

Tocqueville

Vejamos lá como ele descreve (vol. 1, pp. 103-104)as funções e independência do poder judicial face aos poderes legislativo e judicial, assim como o papel da Constituição (que precede a njossa em exactamente 200 anos nas versões originais… mas que por lá é venerada e ninguém considera “datada”):

Tocqueville103

(…)

Tocqueville104

Agora temos o papel do Supreme Court, garante supremo (passe a redundância) do cumprimento da dita Constituição, sem interferências externas (pp. 147-148):

Tocqueville147Tocqueville148

Esta parte final, aqui mesmo em cima, é especialmente divertida…

Mas continuemos (p. 151):

Tocqueville151

Curioso, não é? Que a “mãe de todas as Democracias” atribua a um órgão como o nosso Tribunal Constitucional um tal poder, sem que isso seja considerado mais do que o cumprimento do seu papel como garante da Constituição?

Podem(os) não gostar, mas então gostaria eu de saber que sistema alternativo defendem…

 

 

Ao cuidado do nosso PM, que sabemos tão ocupado em salvar o país dos portugueses e de todos os que não pensam como os que o mandam pensar assim, que não tem tempo para ler muito e assim as coisas ficam resumidas.

É verdade que é em estrangeiro, embora não Inglês Técnico, mas com o Key for Schools o senhor Iavé pode fazer-lhe uma tradução rapidinha.

checks_and_balances

Eu destaco ali aquela parte no canto inferior esquerdo…

O equivalente ao Tribunal Constitucional interpreta a Lei feita pelo poder legislativo. Não é o Governo (nos EUA chefiado pelo presidente) que o faz.

Pode declarar inconstitucionais as leis do Congresso, cambada! É avisar os montenegros e aquele jovem magalhães, o do CDS, que o mais antigo era do PCP e depois passou a ser do PS.

O Governo EXECUTA a Lei, não se pronuncia sobre a sua bondade ou inconveniência, ouviu, meu caro PM de passagem?

Mas eu sei que os nossos liberais só gostam dos exemplos lá de fora de forma muito, muitíssimo selectiva. mesmo que seja da mãe de todas as democracias.

Dizem que leram muito Tocqueville, mas deve ter sido no equivalente aos velhos apontamentos dos livrinhos amarelos e pretos da Europa-América e mesmo assim com algumas páginas por descolar.

 

O que Passos Coelho afirma é uma enorme barbaridade e o maior ataque alguma vez desferido em Portugal nos últimos 40 anos contra o Estado de Direito, liberal e baseado na separação de poderes, em que o poder jurídico é independente e não uma emanação simples dos jogos partidários (mesmo se o próprio TC em parte o é… e com o PSD como grande actor nessa matéria…).

Houvesse alguém em Belém com noção das suas responsabilidades e este “rapazola”, testa de ferro de uma facção pseudo-liberal mas efectivamente profundamente anti-democrática,  já teria sido demitido.

Só que em Belém está o percursor deste tipo de atitude com teorias das “forças de bloqueio”, portanto… a autoridade moral é escassa.

Primeiro-ministro diz que juízes têm de ser mais bem escolhidos e alvo de “um escrutínio muito maior”.

Em tempos, parecia normal mas o tempo revelou-o um candidato da manchúria.

Agora, beneficiando de fraquezas alheias, engrossa a voz e diz barbaridades que o mais certo era não ter coragem para dizer na cara daqueles que acusa.

Aliás, gostaria de o ver dizer isto na cara de Assunção Esteves, que foi juíza do TC com idade ainda para andar a fazer 1ªs instâncias, acabadinha de fazer um mero mestrado.

Portas

«Temos que pensar no que realmente é importante para o futebol português. Na gíria popular, porque sabemos que o futebol português está bipolarizado, isto funciona como o ânus onde temos duas nádegas que se enfrentam uma à outra dizendo “estou aqui e sou melhor do que tu”. Entre algo fisiológico como o ânus, ou sai vento mal cheiroso ou trampa. E é disto que o futebol português está cheio por dentro e por fora: trampa. O candidato que vamos apoiar tem que ter rigor e transparência mas também um autoclismo muito grande para limpar um futebol que está conspurcado», atirou.

Bruno de Carvalho foi cáustico quando questionado sobre o candidato à presidência da Liga que vai merecer o apoio do Sporting.

«Quem tiver o autoclismo maior será aquele que o Sporting apoiará. Este novo Sporting ainda não tem um autoclismo suficiente para fazer esse trabalho. Não vamos longe com este conjunto de cata-ventos a que o futebol está entregue», vincou.

te

te1

Nem sei o que…

Desemprego diminuiu? Formadora fala em dados viciados

O Fafe já me contou como, em tempos, já era assim.

12 Choices to Help You Step Back from Burnout

Há coisa úteis e óbvias e algumas que comigo não funcionam, mas… podem ajudar outr@s.

Get a Start On Ending Your Year Right

IMG_4772