De que servem um despacho de organização do ano lectivo e um calendário das actividades lectivas se uma comunicação do JNE altera tudo em duas penadas?

Quando se critica a burrocracia do MEC é disto que se trata… uma máquina técnico-administrativa à Sir Humphrey que demonstra ao ministro e sua equipa que de nada percebem e que eles fazem o que bem entendem.

Em boa verdade, a máquina que ia ser implodida apenas tenta acomodar as coisas ás suas conveniências, lixando-separa o facto de se estarem a dar notas antes de terminarem as aulas, de se ter feito a (cada vez mais explicitamente teórica) auto-avaliação e tudo o resto.

Se o senhor IAVÉ já se tinha excceido largamente nas diatribes anti-profes, agora é o JNÉ que atropela sem dó as escolas e as orientações originais para a planificação do ano lectivo do MDEC.

Perante isso, o ministro boceja de tédio (quando é que há uma nova visita ao estrangeiro para ver telescópios ou laboratórios?) e os secretários de Estado fingem que nada é com eles.