Não vi ainda a do 4º ano (o IAVE demora cada vez mais a disponibilizá-las no site…), mas disseram-me que era acessível e nada comparável com a do ano passado, em que alguém perdeu claramente a noção do ciclo que estava a avaliar.

No caso da prova do 6º ano, que vi meio de passagem, pareceu-me mais ou menos adequada, embora a parte da gramática me pareça ter sido feita por alguém que eu caracterizaria como “picuínhas” ou então que, se fosse a avaliar um arquitecto, em vez de avaliar se ele sabe alguma coisa sobre a resistência dos materiais, sobre o enquadramento legal das edificações, sobre as regras das instalações eléctricas, sobre integração paisagística, etc, preferisse avaliar o gosto estético na escolha dos ladrilhos da arrecadação ou as preferências em termos de altura dos rodapés.

Só assim se entende que das funções sintáticas apenas tenha aparecido o nóvel complemento oblíquo, das classes de palavras nada de nada e dos verbos o modo condicional. É como aquelas pessoas que, estando a sala por limpar, se preocupam apenas com em espanejar a teia no cantinho do lado nascente.

Vá lá que, na última aula de revisões, eu decidi revisitar aquilo que achava menos natural surgir numa prova que, de ano para ano, deveria ter alguma coerência nas prioridades do que avalia. E claro que me disseram… “então, professor, aquilo tinha apenas 10% de hipóteses de aparecer?”

Quanto ao texto literário, foi interessante a escolha de Urbano Tavares Rodrigues.