… mas é bom sabermos no que nos metemos com a sua substituição. Porque bem sabemos que a ideia é reforçar o poder dos municípios na gestão das escolas.

E aquilo não é um Parlamento, é uma Câmara Corporativa com uma distribuição muito desproporcionada da participação e dos poderes.

Estive dois anos em um e fiquei sem vontade de sequer me recandidatar, mesmo se foram feitas algumas coisas. Microscópicas.

O ex-ministro da Educação David Justino disse ontem que a legislação que regula os Conselhos Municipais de Educação “está ultrapassada” e que este órgão devia ser de planeamento e não um parlamento que “não funciona”.

E depois há uma coisa chamada Carta Educativa a que não adianta mudar o nome para os Governos a respeitarem, se os autarcas sistematicamente acabaram por se acagachar sempre que lhe acenam com mais poder sobre mais gente e um eventual envelope financeiro.

Na mesma sessão, o também presidente do Conselho Nacional de Educação defendeu a promoção de Planos Diretores Educativos Municipais, que comparou aos Planos Diretores Municipais (PDM) das autarquias, mas aplicados ao setor da Educação.