Quinta-feira, 24 de Abril, 2014


Arcade Fire, Wake Up

Tanta gente vai publicar o obviamente óbvio que… fico apenas pelo quase óbvio.

… para escrever algo muito criativo, profundo ou militante acerca do 25 de Abril, pelo que vou agir mais como voyeur.

Desde 1984 (quando o fiz para um dos meus primeiros trabalhos do curso de História) que compro a imprensa do dia 25 de Abril, com especial sublinhado nos aniversários quinquenais e decenais. Desde os anos 90, em especial de 1994, que passei a gravar a generalidade dos debates televisivos sobre o tema.

Para além do interesse histórico, são o material para um estudo que ainda não consegui ter condições para fazer sobre a construção da memória do que se passou em 1974. Não é um estudo sobre o que se passou, mas sobre o que foram dizendo aqueles que foram chamados a recriar a memória colectiva para consumo de massas.

Como sou teimoso, devo acabar por fazer a coisa, nem que seja com duas bengalas e uma lupa para ver as letras.

Este ano, não passarei de uma análise superficial sobre os jornais do dia, sendo que até agora só comprei o Sol, que de tão discreto parece assinalar a data por necessária formalidade. Se bem que boa parte dos actuais accionistas só o sejam graças a uma independência nascida de Abril.

Entretanto, fui ouvindo as reportagens da TSF, os debates televisivos e há bocado a reportagem da TVI… poucas coisas novas e muito do costume: auto-legitimações.

Sugestão da A. C.

Teachers, Doctors, Lawyers Vie for Unhappiest Profession

A SALA DE AULA

Com base em 8 diários de 8 professoras sem qualquer esforço de representatividade (aliás impossível) escritos no 3º período de 2012, de depoimentos de 4 alunos de elite, de uma encarregada de educação, de uma  visita relâmpago a 3 escolas, Maria Filomena Mónica apresenta o que diz ser uma “investigação” sobre o que se passa nas salas de aulas portuguesas.

Deve dizer-se que o livro é um logro cheio de preconceitos que não resiste à prova das realidades. Contém numerosos erros factuais, procede a generalizações impossíveis, ajuíza sustentada em dados insuficientes ou distorcidos.

A incapacidade do MEC para defender o sector de uma total demolição continua a ser o traço dominante de todo um mandato.

Em nome de qualquer coisa.

Agricultura e Educação entre os ministérios que sofrem mais cortes em 2015

Quanto à Agricultura, espera-se o manso protesto do PR.

Gente com rosto, mas desprovida de alma que toma estas decisões olhando para tabelas numéricas.

É um erro fazer acusações abstractas, quando há pessoas que são responsáveis por decisões de vida e morte. Não é apenas quando conhecemos pessoalmente os casos, que o assunto se torna relevante.

A vida passou a ter um preço variável, conforme as circunstâncias. Eu conheço um caso tão ou mais dramático do que este e enojam-me os artifícios dos burocratas que se encobrem em decisões políticas e nos políticos que se encobrem atrás das decisões administrativas.

Conheço um condenado à morte pelo Estado

 

Durão Barroso não admite “ir de cavalo para burro”

Depois de 10 anos à frente da Comissão Europeia, e prestes a concluir esta etapa do seu percurso, muito se tem especulado sobre o futuro de Durão Barroso. O seu nome tem sido apontado para a corrida a Belém, todavia, essa hipótese estará completamente posta de parte, adianta o semanário Sol. Para onde irá, então? Ainda não resultou claro, mas fonte próxima garante que Barroso não admite “ir de cavalo para burro”.

Página seguinte »