Quarta-feira, 23 de Abril, 2014


Muse, Uprising

Polícias vão avisar turistas nos aeroportos que políticas do Governo colocam em causa segurança do país

Agentes vão distribuir milhares de panfletos por todos os aeroportos do continente e ilhas. Querem alertar os turistas sobre a forma como estão a ser afectados pelos cortes nos salários e outras medidas e quais as consequências disso no serviço que prestam.

Sempre me preocupou a referência íntima das coisas, ser estudante da escola tal , ser estudante da universidade coiso. Pensava que deveria ser do assunto, a não ser que o assunto seja a referência.

Queda de muro mata três estudantes na Universidade do Minho

(…)

O acidente registado na Rua do Vilar, do lado oposto aos dos prédios de residências e bares onde se concentram dezenas de curiosos, está a mobilizar vários meios de socorro. As circunstâncias em que ocorreu ainda não estão cabalmente esclarecidas, mas algumas fontes referem que os jovens estariam numa brincadeira, um desafio entre cursos, que implicaria a subida ao muro, com cerca de dois metros de altura, pelos vencedores. Todas as vítimas terão cerca de vinte anos.

O acidente, para o qual o INEM foi alertado às 19h42, ocorreu numa zona onde habitualmente decorrem actividades relacionadas com a praxe universitária. O terreno que o muro vedava é um descampado, também vizinho do campus e de um antigo hospital psiquiátrico, que tem sido utilizado como local de estacionamento. Fonte académica disse ao PÚBLICO que as vítimas mortais são todas alunos do curso de Informática da Universidade do Minho, instituição em cujas instalações as praxes estão interditas.

… as regras para a vigilância do teste/exame made in Cambridge.

Por isso, vou apenas dizer que são um monumento enorme – mais um – de desconfiança em relação ao trabalho dos professores. Da autoria do IAVÉ-autónomo ou emprestado algures. Não sei. Apenas que não há finitude para a idiotice.

Por muito que eu admita que há gente que deveria estar em casa, sem discussões e sem reduções salariais, que só ganharíamos com isso, continuo maravilhado com a enorme capacidade de qualquer burrocrata produzir guiões acerca da forma como os professores se devem comportar e, inclusivamente, mover durante a realização do raio da prova.

Mas desde que houve alguém que numa escola proibiu os saltos altos em dias de exame, já estou preparado para tudo…

DN - 23 de Abril de 2014

Diário de Notícias, 23 de Abril de 2014

“OS PROFESSORES CONTRATADOS FARÃO HISTÓRIA E MUDARÃO O PARADIGMA DA PRECARIEDADE LABORAL PROMOVIDA PELO ESTADO PORTUGUÊS”

Sugestões do Luís Braga:

Warning of “crisis of school leadership” over unsustainable cutbacks

Rise in school indiscipline blamed on staff cuts

Teachers also concerned at apparent lack of will to deal with issue.

O que se passa por cá não é especialmente singular. Sempre que se exerce uma pressão fortíssima sobre a sociedade, há consequ~encias. E as escolas só conseguem ser parcialmente os oásis que a maioria pretende que sejam. E que muitos alunos precisam que sejam.

25 de Abril, 40 anos depois…

3. Da Primavera marcelista ao Inverno do descontentamento

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Poderia o “marcelismo” ter feito a transição para a democracia, evitando a revolução?

A subida ao poder de Marcelo Caetano em 1968, quando Salazar ficou incapacitado de continuar a governar, trouxe de facto uma esperança da mudança que se traduziu na expressão “evolução na continuidade”: sem renegar a herança salazarista, modernizar o regime, adaptando-o aos novos tempos e resolver os grandes problemas que, já na altura eram os que se enunciarão após o 25 de Abril: desenvolver a economia, democratizar a vida política, encontrar uma solução para a questão colonial.

Mas a verdade é que Caetano, mudando embora os nomes às instituições, manteve intacto o aparelho repressivo herdado do salazarismo: censura, polícia e prisões políticas, regime de partido único, eleições fraudulentas. E apesar das “janelas de oportunidade” abertas por exemplo com o regresso de Mário Soares da deportação em S. Tomé a que tinha sido condenado por Salazar, com a formação da “Ala Liberal” na Assembleia Nacional ou com os esforços do general Spínola, na Guiné, em busca de uma solução negociada e honrosa para a independência, Marcelo não quis ou não foi capaz de resistir às forças imobilistas e conservadoras que dominavam o regime, congelando a prometida abertura política e obstinando-se na política colonialista de sempre e no prosseguimento da guerra colonial com base no estafado não-argumento salazarista segundo o qual “a Pátria não se discute”.

Percebe-se hoje que Marcelo Caetano não governava sozinho e nunca teve a autonomia de acção de que Salazar desfrutou nem o apoio incondicional de todos os sectores que apoiavam o regime. Refém da lealdade institucional e pessoal em relação ao Presidente Américo Tomás, que o nomeara para a chefia do Governo, faltou-lhe a coragem ou o “golpe de asa” necessários para, em 1972, dispensar o velho almirante e se candidatar ele próprio à Presidência da República, acabando por ficar até ao fim prisioneiro dos “ultras” do regime, representados ao mais alto nível pelo próprio Presidente em funções desde 1958.

O regime caminhou assim para o estertor final, bloqueado pelas suas próprias contradições: não se democratizava porque qualquer abertura política desencadearia de imediato a discussão do problema colonial, comprometendo todo o esforço de guerra que ia sendo feito; não descolonizava porque a ditadura impedia todo e qualquer debate político que permitisse fazer novas abordagens à questão colonial de forma a gerar o diálogo e construir os consensos necessários à sua resolução.

Foi, acima de tudo, a incapacidade de o regime se auto-reformar que tornou a revolução inevitável.

Marcelo Caetano em Luanda

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Não uso o tempo para replicar a todos os idiotas, a vida não se resume a ilustrar mortes de nunca nados (m/f/g).

Ou seja, tem dias, noites e outros estudos. E há quem, ainda assim, decrete uma ou outra piada passageira que é assinada.

 

 

Nenhum permaneceu capitão, cada um se moveu no movimento. É o devir permanecido, pá!