Segunda-feira, 21 de Abril, 2014


Gabrielle, Rise

… que alguém trava o está tudo-tudo-tudo-tudo-tudo mal na Educação do Medina Carreira.

O Carlos Fiolhais, reconhecendo os males, também soube destacar as coisas positivas e meteu-lhe ali um travão a quem sabe as coisas porque “fala com umas pessoas amigas”.

25 de Abril, 40 anos depois…

Ao assinalarem-se os 40 anos da Revolução de 25 de Abril de 1974, e aproveitando a amável cedência de espaço neste blogue, por parte do Paulo Guinote, que desde já agradeço, propus-me partilhar, ao longo dos próximos dias, com os leitores habituais e ocasionais, algumas reflexões que fui fazendo ao longo dos anos sobre a Revolução dos Cravos, um momento singular na história portuguesa que me tem interessado especialmente.

1. As Forças Armadas e o Movimento dos Capitães

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Como se explica que o mesmo exército que em 1926 abriu caminho à ditadura militar e ao Estado Novo tenha, em 1974, restaurado a liberdade e a democracia?

Não foi exactamente o mesmo exército que fez uma coisa e outra. Embora tanto em 1926 como em 1974 existissem em Portugal regimes políticos desgastados e impopulares, presos aos seus próprios bloqueios e contradições, a verdade é que em 1926 a iniciativa surge de um conjunto de generais conservadores que partem para a capital com as suas tropas para tomar o poder político, impondo a “ordem” através da ditadura militar. Em 1974 são oficiais subalternos ou intermédios, dissociados ou à revelia dos comandos superiores, que desencadeiam o movimento, destinado, desde a primeira hora, a restituir ao povo as liberdades cívicas e políticas.
E há outra diferença importante, relacionada com a origem social dos oficiais. Tradicionalmente, a “carreira das armas” era procurada por jovens provenientes da aristocracia tradicional ou da média e alta burguesia, muitos deles filhos de militares, o que ajudava a reforçar o elitismo e um certo espírito de casta entre a oficialidade. Contudo, a partir da 1961, o estado de guerra permanente, e sem fim à vista, nas colónias africanas, fez diminuir bastante as “vocações” militares entre os grupos sociais onde estas habitualmente surgiam. As vagas na Academia Militar ficam assim mais acessíveis a jovens de origens sociais mais modestas que trazem consigo o viver e o sentir das classes trabalhadoras e dos meios populares e estudantis de onde provêm.

Finalmente, o serviço militar obrigatório e prolongado imposto a todos os jovens do sexo masculino considerados fisicamente aptos contribuiu também para fazer com que, no final da ditadura, o exército português fosse, mais do que em qualquer outra época da nossa história, uma organização interclassista e uma verdadeira expressão do “povo em armas”. Faltava apenas criar as condições adequadas para que no momento certo essas armas se virassem, não para os povos africanos que os militares eram exortados a combater, mas antes para a ditadura opressiva e colonialista.

O 25 de Abril resultou, como por vezes se afirma, de uma “questão corporativa” dos capitães?

Havia de facto uma “questão corporativa” na génese do “movimento dos capitães”: a dificuldade de recrutamento de oficiais tinha levado o governo a facilitar o acesso à carreira militar aos oficiais milicianos que tinham cumprido o serviço militar obrigatório e, frequentando um curso acelerado, podiam aceder aos quadros, ultrapassando oficiais de carreira com o mesmo tempo de serviço. Mas, perante a contestação, o governo rapidamente corrigiu a injustiça, pelo que, se fosse apenas esta a motivação dos militares descontentes, o movimento ter-se-ia desfeito nesse momento. Muito mais importante do que a questão de carreiras e promoções, foi a vivência da guerra colonial, a percepção tanto da inutilidade e do absurdo de um conflito que nunca poderia ser ganho militarmente como da flagrante ausência de uma solução política.

Chegou o primeiro caixote deles. Onde antes caberiam uns 4 ou 5 vinham apenas 2 carregados de apêndices.

E depois lá vamos ter de preencher as grelhas de avaliação, para poupar trabalho a outros…

… antes do sprint final, cheio de obstáculos.

Ainda se adivinham algumas quedas pelo caminho.

Interview with António Câmara – Knowledge vs. Wealth (part 6)

O FMI considera que os salários continuam altos em Portugal. Numa crítica à «rigidez do mercado de trabalho», o fundo escreve que uma flexibilização salarial ajudaria a combater o desemprego.

 

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