Domingo, 13 de Abril, 2014


Prince, Kiss

Para quem acusava o engenheiro de não ter palavra, que belo gémeo homozigótico nos saiu.

Passos desmente “fonte oficial” do Ministério das Finanças

Esta quinta-feira de manhã [27 de Março] a imprensa faz eco de ‘briefing’ informal das Finanças sobre cortes definitivos nas pensões. Em Moçambique, primeiro-ministro diz que não leu e recusa “fazer especulação”.

Pelos vistos, o documento já era conhecido há uma semana, quando foi desmentido pelo PM, pelo que agora é batota dizer que na altura era apenas especulação.

E agora, se lhe disserem de novo no Parlamento que a palavra dele não vale pevas, vai amuar de novo?

 

Teachers ‘denied pay rises for not volunteering to do school clubs’

Union says heads are basing salaries on willingness to dig the school garden- or run activities after lessons

… como por cá em muitas escolas, incluindo caixotes escolares, do 1º ciclo.

Schools asking parents to pay for basic supplies, survey finds

Parents are being asked to make voluntary contributions for items once covered by school budgets, say teachers.

goulaodpascoa20141

(c) Francisco Goulão

Troika diz que valor das pensões vai ficar ligado a factores económicos e demográficos

Documento da Comissão Europeia que fecha oficialmente a 11.ª avaliação ao programa português diz que a reforma das pensões deve incluir medidas a curto prazo. Passos Coelho garante que medidas para 2015 não incidem em matéria de impostos, salários e pensões.

… se fazem campanhas eleitorais.

“Se for para tirar ainda mais, prefiro que não me aumentem”

Deolinda vai a pé para a fábrica, porque não tem para o autocarro. Na confecção de Adelaide, há operárias que “fogem” ao almoço para esconder o facto de não terem para comer. Aumentar o salário mínimo vai ajudá-las? Sim, desde que não seja moeda de troca para mais precarização, respondem Farinha Rodrigues, Carvalho da Silva e Pedro Adão e Silva.
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E olhem que – mea culpa – sei do que escrevo, pois ainda acreditei que existisse um pinguinho de vergonha no Pedro.

Não havia.

Seis mil crianças em risco de mudar de escola em setembro

Uma classe política que usa as crianças e os idosos e doentes como moeda de troca na chantagem emocional sobre a sociedade é uma classe política podre.

 

… os alegados “naturais excessos da juventude” de uma geração que viveu o 25 de Abril já na fase final da adolescência e que agora andará acima dos 55 anos e está instalada no poder político e económico como se fossem lapas das mais agarradas à rocha que imaginar se consiga.

A geração do Zé Cherne, para resumir.

Distingue-se da anterior (agora a rondar 0s 70 anos ou um pouco para cima), a dos auto-exilados em belas cidades da Europa para estudar em boas Universidades, porque estes só foram lá para fora já nos anos 70 ou 80 para desencardir a ideologia, lavar mais cinzento a muita shit/merde/scheisse (não há termo mais adequado, desculpem, mas em estrangeiro soa menos mal) que fizeram por cá, regressar com as conexões certas e uma crença inabalável no liberalismo e na liberdade individual que negavam um punhado de anos antes. ou mesmo menos do que isso.

Não quer isto dizer que eu tenha algo contra a mudança de ideias e posicionamentos, mas… raios… são muitos os nossos políticos “de sucesso” que andaram nas extremas quando estava a dar e depois fizer uma inversão das boas, em passo rápido, em direcção ao centrão pastoso, paredes meias com outro tipo de extremas.

E mesmo estando em agremiações diferentes (ok, ok, estão praticamente todos no PS e PSD) são profundamente cúmplices entre si, quantas vezes cruzaram a descendência e/ou os negócios e, apesar de quase todos com origens burguesa confortáveis com o anterior regime (não vos deixais enganar por certas prosas autobiográficas), transmitem para fora a ideia de que subiram a pulso na vida.

Como o Zé Cherne.

Que agora elogia muito a excelência da educação anterior ao 25 de Abril, a dos grandes liceus urbanos, apenas para dizer indirectamente o quão excelentemente ele foi educado, só lhe falhando aquela coisa da formação de um carácter.

Que depois de desencardir a ideologia veio encostar-se ao PSD e à sua ala mais aguerrida e liberal (a Nova Esperança que tantos políticos de sucesso deu infelizmente ao nosso país), apresentando-se como especialista em coisas internacionais e acelerando depois para uma carreira meteórica (com os seus pontos mais duvidosos em Bicesse e nos Açores) que consegue juntar tudo aquilo que mais me desgosta num político e que é viver da política, recebendo dela tudo o que tem e nada de relevante dando em troca, nem sequer nas suas numerosas intervenções públicas em qualquer valor acrescentado.

Mas como ele, tantos em menor escala andam por aí.

Ele terá sido apenas um dos mais habilidosos.

Se isto é ciúme social?

Não. É a minha opinião e não é de agora.

É que eu não gosto mesmo do perfil destes zés.

 

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