Sábado, 12 de Abril, 2014


Hamilton Leithauser, 11 O’Clock Friday Night

Durão lembra “cultura de excelência” promovida nas escolas antes do 25 de Abril

(…)

Durão Barroso, que falava na cerimónia de entrega do donativo do prémio europeu Carlos V à CAIS e à Escola Secundária de Camões, em Lisboa, recuou ao tempo em que ele próprio estudava no então chamado Liceu Camões, onde beneficiou de “uma educação de exigência” numa “boa escola”.

“Estamos a falar de antes do 25 de Abril, de uma sociedade portuguesa que não conhecia ainda a liberdade, estamos a falar de uma escola pública (…) num período em que ainda não havia democracia e, no entanto, estou a dizer que foi uma boa escola”, frisou. Pois, continuou, embora algumas liberdades estivessem “cortadas” e se vivesse num regime ditatorial, “havia na escola uma cultura de mérito, de dedicação, de trabalho”.

“Penso que foi uma pena na evolução posterior não ter sido sempre possível conciliar a indispensável democratização do ensino com o mesmo nível de exigência”, acrescentou, considerando que apesar do nível de educação mais elevado que existe hoje e das “possibilidades imensas” que são oferecidas aos jovens perdeu-se alguma coisa em termos de “exigência, do rigor, da disciplina, do trabalho”.

O meu comentário é o seguinte:

… andarem a fechar escolas às centenas anos a fio.

Fechar escolas com menos alunos «é normal»

Ministro da Educação, Nuno Crato, de visita à China diz que o encerramento de escolas com menos de 21 alunos «não é assunto novo».

After six Woodson High suicides, a search for solace and answers

Education “reformers” resort to Fox News-style scaremongering

Like global warming deniers, “education reformers” have nothing to lose and everything to gain by sowing confusion.

O mesmo se passa por cá… e ainda há quem não perceba que o discurso do cataclismo e do alarmismo é extremamente favorável a quem quer “reformar” o sistema no sentido de o demolir.

Não quer dizer que se deve ocultar o que é verdadeiro, apenas que não se deve apresentar apenas a parte dramática…

The Credibility Gap

A partir deste post de Diane Ravitch.

E se as teorias que se apresentam como óbvias – afastar os professores “velhos”, para trazer “sangue novo” e um melhor desempenho – estiverem profundamente erradas?

Algumas notas acerca de um modelo que eu vou começando a encarar com mais reservas do que antes

ASA Statement on Using Value-Added Models for Educational Assessment

Carlos Fiolhais. “Se há governantes que não querem cidadãos, era melhor irem eles embora”

Exp12Abr14c

Expresso, 12 de Abril de 2014

Acho uma vergonha que a escola pública cobre aos seus alunos por um certificado com origem privada, para mais um certificado de nível bem fraquinho, depois de dizer que a produção destes testes/exames não trazia custos ao erário público.

Uma autêntica vergonha e uma barrete enorme que dois terços das famílias dos alunos deixaram que lhes enfiassem.

… as declarações do director do “autónomo” IAVE. Porque é mais um daqueles que atira a bomba para o ar e espera que rebente longe dele, que – como tantos outros – é daqueles que ocupa cargos de grande responsabilidade mas nunca se sente(m) responsáveis por nada.

Não é apenas o conteúdo, mas a própria forma como se expressa, sendo apenas mais uma fazer comparações estapafúrdias (para não dizer pior) entre a Educação e a Saúde, faltando saber a partir de que percentagem de desempenho do organismo alguém morre.

Isto é parvo.

Quanto ao resto ainda há dois anos declarava a impossibilidade de fazer verdadeiras comparações sobre o desempenho dos alunos, mas agora já está em condições para as fazer.

Deve ser da “autonomia”.

Exp12Abr14b

Expresso, 12 de Abril de 2014

O estado da maioria e o sucesso do chico-espertismo.

Exp12Abr14

Expresso, 12 de Abril de 2014

Foto2242