São óbvios nos efeitos no aumento das clivagens entre espaço urbano e rural, interior e litoral, mais tudo o resto que se tenta ocultar com as enormes vantagens de andar numa escola com 300 alunos em vez de numa escola com 20 ou 30.

Fala-se na necessidade de atenuar putativos traumas na transição do 4º para 5º ano quando se arranca a petizada ao seu ambiente logo para fazer o 1º.

Mas a confraria dos ex-ME corre em tropel a reclamar a prioridade ou o maior número de fechos de escolas do 1º ciclo pelo país, aquelas escolas que ajudaram durante tanto tempo foram um dos orgulhos das comunidades que as reclamavam para as suas crianças.

Não se trata de poupanças, de racionalidade económica, de vantagens pedagógicas.

Trata-se de uma visão dual do país.

O mais estranho é que tanto autarca – os tais líderes de proximidade – alinhe nisto de forma mais activa ou por inacção, apesar de eventuais coreografias contestatárias. Se o 1º ciclo é responsabilidade municipal… as escolas só fecham porque as autarquias o permitem.

MEC volta a fechar escolas do 1º ciclo no próximo ano lectivo

No ano passado não houve qualquer encerramento mas este ano ministério está a negociar com as autarquias nova vaga de estabelecimentos de ensino que deixam de funcionar. Número final não deverá chegar às 200 escolas fechadas nos anos anteriores.