Sexta-feira, 11 de Abril, 2014


Burt Bacharach e Elvis Costello, Toledo

Três escolas podem fechar em Ferreira do Alentejo

Autarcas transmontanos contra encerramento de mais escolas

As nove autarquias da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Trás-os-Montes divulgaram hoje uma posição conjunta em que se opõem ao encerramento de mais escolas numa região onde nos últimos anos fecharam mais de 300 estabelecimentos de ensino.

Aquela coisa, hoje, na Gulbenkian, em que até o tão pretensamente neutral PR colaborou na pré-campanha eleitoral para as europeias do PSD.

Até ao dia das eleições até o Divino (por influência do Paulo P.) é capaz de descer à terra para ajudar a descer os juros da dívida e fazer aparecer o crescimento económico.

Governo encerra cirurgia cardiotorácica nos hospitais de Sta. Cruz e Vila Nova de Gaia

 

Vou deixar de alinhar naquela treta do eufemismo de chamar a estes dias “pausa lectiva”. Contra mim, o digo… a certa altura interiorizamos mesmo o lixo propagandístico desta gentinha que se entreteve tempo demais a acusar-nos de privilegiados quando eles, quantas vezes, muito menos fazem e merecem.

Estou, pois, de férias e acho que isso deve ser assumido, mesmo que algum imprevisto me possa fazer ir à escola resolver isto ou aquilo. Mas este período que durante tanto tempo foi chamado de “férias” assim deve continuar a sê-lo e a ser praticado, como direito pelo trabalho desenvolvido e se me apanharem outra vez a dizer “pausa lectiva”, armado em parvo, martelem-me o cocuruto sem parcimónia ou cerimónia.

A comida é sulista, pouco elitista e foi servida e consumida  com a devida liberalidade, enquanto não decretarem que professor nem salário deve receber.

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Nova licenciatura suspeita envolve adjunto de Sócrates

Para quando investigações mais a sério sobre coisas como esta que vem na Visão desta semana?

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Por exemplo, hoje chamaram-me a atenção para o sucesso galopante de certos escritórios de advogados ligados ao poder do centralão dos negócios em matéria de outsourcing jurídico do Governo.

São óbvios nos efeitos no aumento das clivagens entre espaço urbano e rural, interior e litoral, mais tudo o resto que se tenta ocultar com as enormes vantagens de andar numa escola com 300 alunos em vez de numa escola com 20 ou 30.

Fala-se na necessidade de atenuar putativos traumas na transição do 4º para 5º ano quando se arranca a petizada ao seu ambiente logo para fazer o 1º.

Mas a confraria dos ex-ME corre em tropel a reclamar a prioridade ou o maior número de fechos de escolas do 1º ciclo pelo país, aquelas escolas que ajudaram durante tanto tempo foram um dos orgulhos das comunidades que as reclamavam para as suas crianças.

Não se trata de poupanças, de racionalidade económica, de vantagens pedagógicas.

Trata-se de uma visão dual do país.

O mais estranho é que tanto autarca – os tais líderes de proximidade – alinhe nisto de forma mais activa ou por inacção, apesar de eventuais coreografias contestatárias. Se o 1º ciclo é responsabilidade municipal… as escolas só fecham porque as autarquias o permitem.

MEC volta a fechar escolas do 1º ciclo no próximo ano lectivo

No ano passado não houve qualquer encerramento mas este ano ministério está a negociar com as autarquias nova vaga de estabelecimentos de ensino que deixam de funcionar. Número final não deverá chegar às 200 escolas fechadas nos anos anteriores.

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