Terça-feira, 8 de Abril, 2014


The Temper Trap, Fader

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Este mail é proveniente do IAVE, tendo-lhe sido retirados (por razões óbvias) todos os elementos potencialmente identificativos.

Os classificadores (examiners em inglês) devem preencher a ficha em inglês, conforme instruções no anexo. Divirtam-se a ver que dados devem ser traduzidos.

Eu garanto que não inventei nada.

Exmo./a. Dr./a.

Visando a sua participação na ação de formação para Examiner, no âmbito do projeto KFS Portugal, que irá decorrer em 11/04, solicitamos o preenchimento, em inglês, da ficha em anexo. A mesma deve ser remetida, em formato Excel, para este mail, o mais breve possível.

Melhores cumprimentos,

Anexo: KFS.

 

 

Chegou-me a informação de que numa escola em que ninguém se voluntariou para a classificação dos exames/testes made in Cambridge não foi possível nomear fosse quem fosse, foram recebidas indicações do IAVE para que TODOS os professores de inglês apresentassem um documento por escrito, alegando os motivos pelos quais não se VOLUNTARIAM para a tarefa. Inacreditável!!!!

Revoltada com esta situação, uma colega preparou o seguinte documento para servir de minuta a quem quiser usá-lo.

…. cumpre-me informar-vos da minha indisponibilidade total e irrevogável para participar do……….. pelos motivos que passarei a enumerar:

1º. A função de classificadora do Key For Schools não está prevista pelo Estatuto da Carreira Docente, nem no âmbito das tarefas previstas para a componente letiva, nem no âmbito da componente não letiva (ECD, artºs 77, 78 e 82). Assim sendo estou convicta que o trabalho que me é pedido que realize não está contemplado pelo ECD pelo que, a ser efetivamente aceite, teria que ser considerado como trabalho extraordinário (ECD, artº 83, ponto 1 e 6) e ser remunerado como tal;

2ª. As funções que participar no …………….. compreendem a deslocação para fora do meu local de trabalho, quer para participar na formação específica da Cambrigde English Language Assessment, quer para como professor classificador participar na avaliação do Speaking Assessment por várias escolas em localidades que desconheço. Daqui decorrem dois aspetos importantes:

2.1. Presumindo que o Estado não me facultará um motorista que me transporte do local onde exerço funções até aos locais onde o IAVE considere que eu tenha que me apresentar, manifesto a minha discordância em que o mesmo faço uso da minha capacidade e certificação para conduzir. Não foi o estado que custeou a minha carta de condução, nem ser detentor da mesma alguma vez foi pré-requisito para acesso à carreira;

2.2. Não dispondo, previsivelmente, de meios de transporte que me permitam efetuar deslocações utilizando os transportes públicos, exercer estas funções obrigar-me-ia a utilizar viatura própria para o efeito. Como a minha viatura está em final de vida útil e necessito de a preservar o máximo possível, não estou disponível para colocar a minha viatura ao serviço do estado, independentemente do valor por quilómetro que me pudesse vir a ser proposto;

3ª Finalmente e mais importante, até porque este argumento seria só por si suficiente, o Despacho nº 4168-B/2014 refere de forma clara e inequívoca no seu preâmbulo que “Para a constituição de uma bolsa de professores classificadores, do Instituto de Avaliação Educativa, I.P. (IAVE, I.P.) convidou professores com habilitação profissional para a docência da disciplina de Inglês em exercício, que, voluntariamente, procederam ao seu registo em formulário disponibilizado para o efeito.”. Não tendo demonstrado em qualquer ocasião disponibilidade para ser voluntária e muito menos tendo procedido a qualquer registo em qualquer formulário para esse efeito, manifesto mais uma vez a minha total indisponibilidade para participar neste processo.

Mais informo que, caso os meus dados sejam utilizados indevidamente para me inscreverem como classificadora, tenciono apresentar queixa não apenas à Inspeção-Geral de Educação e Ciência, mas também à Provedoria da Justiça e à Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Com os melhores cumprimentos

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The state must cede power the right way

The latest row over free schools demonstrates the pitfalls of indiscriminate decentralisation. Now it’s time to focus on the needs of those who use public services.

A desigualdade de oportunidades na Educação

Há equipamentos essenciais para combater as desigualdades no acesso à Cultura. As Bibliotecas Municipais estão na primeira linha dessa luta… que não pode passar apenas por cálculos de mangas de alpaca.

O meu nome é Jorge Gustavo de Albuquerque Furtado Lopes e, na qualidade de ex-diretor da Biblioteca Municipal da Nazaré procedo ao envio desta mensagem juntamente com um documento em anexo explicativo da grave atentado ao futuro da Biblioteca Municipal da Nazaré, pela elevada consideração que tenho por si na preocupação que sempre manifestou em prol do livro e da leitura, e pelo indiscutível apreço que sempre demonstrou pelas bibliotecas,

Esta denúncia tem a ver com a aniquilação completa de uma equipa de quatro funcionários altamente qualificados que asseguravam, desde a abertura da biblioteca em 22/11/2008, o seu funcionamento e a possível transformação deste espaço numa espécie de “Pavilhão Multiusos Cultural” num evidente atropelo à utilização de dinheiros públicos e fundos comunitários e numa lógica de destruição de um espaço cultural moderno e de serviço público.

A razão evocada para a extinção (económica) esbarra no valor total de ordenados da equipa de 4 pessoas (3700 €) brutos/mês que asseguravam um serviço público à comunidade local, regional e nacional e a todos os turistas que anualmente visitam esta bela vila portuguesa. E este assunto já está a ser devidamente tratado ao nível da DGLAB (Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas) desde o passado dia 12/02 mas não queria, por um imperativo de cidadania e de respeito por todos aqueles que, no nosso país, desenvolvem a sua atividade profissional na área cultural, deixar de lhe dar conhecimento pessoal desta situação gravíssima.

Está activa uma petição on-line relacionada com esta causa que já conta com mais de 800 assinaturas de um leque variado de
agentes culturais nacionais e com o apoio dos ex-Secretários de Estado da Cultura Francisco José Viegas (PSD). Mário Vieira de Carvalho ,  Rui  Vieira  Nery e e Elísio Sumavielle (PS) e do ex-Ministro da Cultura socialista Manuel Maria Carrilho.

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT72756

Este assunto foi abordado nestes dois blogues :

http://ler.blogs.sapo.pt/as-bibliotecas-abatem-se-devagar-ou-941379

http://dererummundi.blogspot.pt/2014/03/as-bibliotecas-tambem-se-abatem.html

De um bibliotecário e sua equipa tristes mas determinados

Jorge Gustavo Lopes

Biblioteca Municipal da Nazaré

http://nazare.dns1net.com/bmn/

Anexo: As Bibliotecas também se abatem – DGLB

As opiniões do membro do CNE – Ramiro Marques

A lógica ramirília é – sempre foi, apenas parecia outra coisa para os distraídos – a da precarização dos postos de trabalho como estratégia para obter a obediência.

Complementarmente, o elogio às escolas privadas onde a domesticação foi conseguida há muito.

Há pessoas que envelhecem mal…

Parece que entrou na fase do telefonema directo do IAVE para as escolas a exigir a nomeação de 2 “voluntários”, sejam quem forem, não interessa se leccionam ou leccionaram 9º ano, se são dos quadros…  o que interessa é que o exame/teste é obrigatório pelo que precisa ser classificado.

Mas parece que não querem passar a coisa a escrito, que é por causa do rasto documental…

Eu lá queria despertar a fúria das elites que vivem em aquários académicos? É três quartos de caminho andado para a assinatura da minha desgraça… 🙂 Sei do que falo, não é a primeira vez que irrito a coutada da geração político-intelectual urbana e burguesa de esquerda dos anos 60.

E quem se mete com el@s, leva na certa um anátema dos grandes.

Mas ao menos um tipo diverte-se no trajecto.

Num debate, prefiro as ideias aos adjectivos

.

Já pedi para corrigirem a gralha de minha responsabilidade lá perto do final do texto.

Foi do cansaço pós-reuniões de 2ª feira.

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… que mandou pensar que estamos em campanha eleitoral.

Ainda há muita gordura a cortar?

Temos de continuar a aumentar a eficiência da máquina do Estado. Já cortámos em despesas intermédias, mas quanto mais tornarmos eficiente a administração, mais podemos reduzir o seu custo. Não podemos é criar a ficção de que é possível terminar o processo de consolidação orçamental sem tocar nas grandes áreas de despesa do Estado, que são salários e prestações sociais.