Sábado, 5 de Abril, 2014


Professores de Inglês “voluntários à força” para a correcção da prova

a) Em Portugal, governa-se a Educação em ziguezague.

b) Em Portugal, as políticas educativas nunca são verdadeiramente avaliadas, antes de serem enxertadas, reformadas, amputadas ou desvirtuadas.

c) Em Portugal, nunca seria popular entre a classe mista de políticos e especialistas concluir que o trabalho de professores em sala de aula com os seus alunos melhorou por competência daqueles. O que há de bom foram eles a fazer ou sugerir e, por isso mesmo, não dá para distinguir, pois todos acabam, deste modo, por ser responsáveis.

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Expresso, 5 de Abril de 2014

O estilo de Mário Crespo é muito próprio, nem sempre concordo com as suas posições, mas é um estilo de jornalismo incómodo, mesmo se selectivamente incómodo, como muitos outros. Uma pessoa gosta de quem gosta e desgosta de quem desgosta.

Como em outras alturas, reagiu mal quando se sentiu afastado ou limitado no seu programa na SICN.

Mas, analisando a publicidade esplendorosa ao BIC (o comprador do que resta do BPN por tuta e meia, com o Miga Amagal como esta de fego) no Expresso, talvez reconsidere… é bem verdade que quase toda a banca”de referência” está lá em peso com mensagens de esperança na retoma (até o Santander-Totta, aparentemente o menos alinhado com este desgoverno), mas há ali um destaque que vai da primeira página até à página 3.

E olhem que não é nada que, mesmo de forma ténue, há uns tempos, não chegue aos próprios blogues com o recado de “vê lá se não acabas por parecer racista, que eles são muito sensíveis a isso”.

O Expresso acompanhou Pires de Lima por aí. Na primeira página mostra como ele, humilde, viajou em classe económica, e laborioso, trabalhou enquanto outros dormiam.

Normalmente, isto seria trabalho de um hagiógrafo, desculpem, biógrafo oficial.

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Expresso, 5 de Abril de 2014

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