Quarta-feira, 2 de Abril, 2014


Japan, Gentlemen Take Polaroids

E não é com “amanhos” que a coisa vai lá… esperando que sejam os professores regulares a fazer a maior parte do trabalho para o qual não estão devidamente qualificados, mesmo que tenham “jeito”.

Já disse porque assim é. Por miopia de muitos políticos que acham que pedir meios humanos especializados é querer que se lance dinheiro no sistema, que é para arranjar mais lugares, sempre com atitudes de desconfiança.

A verdade é que a prevenção necessita de algo mais do que há na maioria dos agrupamentos e falar em equipas multidisciplinares não é juntar um professor da Educação Especial, um professor do 1º ciclo, outros de Português do 2º e um de Matemática ou outra disciplina qualquer, só porque parece que até lida bem com os miúdos. É muito mais do que isso.

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Não me parecem de pouca monta, os avanços.

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Fonte:

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Mota Soares: «O risco de pobreza nos mais idosos é menor»

Tenho hesitado – assim no vai-não-vai – em escrever mais sobre este tema, pois não queria entrar por territórios mais complicados para as versões oficiais – centrais e/ou locais – acerca deste assunto.

Mas, como já li algumas observações despropositadas sobre a falta de controle que os professores teriam sobre os alunos nas aulas ao ponto de andar tudo a feicebucar, decidi que há coisas que devem ser minimamente esclarecidas.

Vamos lá esclarecer uma coisinha… numa escola normal (desconheço os recursos das XPTO nesta área) há uma ou duas salas equipadas com computadores por forma a ser possível dar aulas com uns 2 alunos por equipamento (isto para além dos que existem nas bibliotecas escolares e para uso dos serviços administrativos ou dos professores nas salas). O acréscimo de ocupação de rede de 12-15 computadores não me parece passível de entupir a banda larga das escolas como querem fazer crer.

Qual é o maior problema?

É que há muitas escolas em que existem redes sem fios (não estou a falar das redes por cabo), a que os alunos podem aceder com os seus gadgets da moda. E usando os seus códigos pessoais de acesso à rede da escola para trabalharem nas aulas, em muitos casos conseguem aceder a essas redes e não são apenas 12 ou 15 de cada vez.

E, isso sim, é coisa para entupir a banda larga até porque os alunos info-incluídos já sabem como contornar rapidamente os bloqueios locais ou centrais às redes sociais e sites que lhes interessam.

A presidente do Banco Alimentar Contra a Fome considera que “não se podem impor mais cortes a quem já não aguenta mais” e que “as redes sociais são os piores inimigos dos desempregados”, já que estes “passam demasiado tempo agarrados ao Facebook e vivem uma vida que é uma total ilusão”, quando se deviam empenhar na procura de emprego.

E se usarem as redes sociais para procurar emprego?

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