Mesmo se devem andar com saudades do porreirismo do Constâncio.

Bancos obrigados a reforçar imparidades por grandes clientes

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A instituição liderada por Carlos Costa levou a cabo, no ano passado, uma inspecção ao crédito concedido pelos oito maiores bancos (Caixa Geral de Depósitos, BCP, BES, BPI, Santander Totta, Banif, Montepio e Crédito Agrícola) a 12 grupos económicos e cuja recuperação do valor emprestado depende da capacidade dos negócios desses grupos gerarem fluxos de caixa (‘cash flows’) suficientes para assegurarem o serviço de dívida.

O Banco de Portugal diz que entendeu ser necessária fazer esta avaliação para “confirmar a prudência dos valores estimados para os níveis de imparidades constituídos”. A análise, feita com referência a Setembro de 2013 e tendo em conta uma amostra de 8,4 mil milhões de euros associada a 227 entidades, obrigou os bancos a reforçarem as imparidades e provisões em 1.003 milhões de euros.

Neste valor está incluída a provisão de 700 milhões de euros que a Espírito Santo Financial Group, a ‘holding’ que detém o BES, foi obrigada a criar por imposição do Banco de Portugal para fazer face a riscos potenciais que possam surgir na área não financeira do Grupo Espírito Santo, ou seja, garantir de que os clientes BES que subscreveram papel comercial de empresas do grupo são reembolsados.