Sexta-feira, 28 de Março, 2014


Queen, One Vision

… de uma taxa qualquer, dizendo que, afinal e apesar das rescisões e despedimentos de funcionários, os serviços são muito caros.

Serviços públicos: Atendimento digital será mais barato que o atendimento presencial

Claro que a banda larga fica por conta dos contribuintes, porque o “mais barato” é sempre na perspectiva de ser o cidadão a pagar.

Mesmo se devem andar com saudades do porreirismo do Constâncio.

Bancos obrigados a reforçar imparidades por grandes clientes

(…)

A instituição liderada por Carlos Costa levou a cabo, no ano passado, uma inspecção ao crédito concedido pelos oito maiores bancos (Caixa Geral de Depósitos, BCP, BES, BPI, Santander Totta, Banif, Montepio e Crédito Agrícola) a 12 grupos económicos e cuja recuperação do valor emprestado depende da capacidade dos negócios desses grupos gerarem fluxos de caixa (‘cash flows’) suficientes para assegurarem o serviço de dívida.

O Banco de Portugal diz que entendeu ser necessária fazer esta avaliação para “confirmar a prudência dos valores estimados para os níveis de imparidades constituídos”. A análise, feita com referência a Setembro de 2013 e tendo em conta uma amostra de 8,4 mil milhões de euros associada a 227 entidades, obrigou os bancos a reforçarem as imparidades e provisões em 1.003 milhões de euros.

Neste valor está incluída a provisão de 700 milhões de euros que a Espírito Santo Financial Group, a ‘holding’ que detém o BES, foi obrigada a criar por imposição do Banco de Portugal para fazer face a riscos potenciais que possam surgir na área não financeira do Grupo Espírito Santo, ou seja, garantir de que os clientes BES que subscreveram papel comercial de empresas do grupo são reembolsados.

Compensa prevaricar?

Talvez.

PR diz nada saber sobre novos cortes

Estado dá 220 milhões a colégios investigados por corrupção

Os Governos de José Sócrates e de Passos Coelho deram mais de 220 milhões de euros aos colégios do grupo privado GPS que está a ser investigado por corrupção.

 

Mais do que o caso em concreto, é interessante que se perceba como tudo é feito. Não é novo e, como dizia André Macedo na TSF, o problema é quando é one-on-one e o governante desmente depois, porque sabe que é difícil provar-se que disse o que efectivamente disse.

Os canais de informação funcionam desta forma e é assim que se preenchem muitos títulos e páginas de jornais, em alegre convívio e não como resulytado de investigação.

Há casos, em especial na área da Economia e da pequena política, em que os cordelinhos ficam mesmo todos à vista de quem não seja distraído.

Numa nota intitulada «Sigilo sobre a fonte e não sobre o assunto», os diretores do Diário Económico, Público, DN, JN, Correio da Manhã, Dinheiro Vivo e da agência Lusa afirmam ter cumprido «todas as regras da profissão, bem como o acordo feito, em coletivo e na presença de todos, com o membro do Governo que convidou os jornalistas» para um encontro, na quarta-feira, no Ministério das Finanças, e que resultou na notícia de estar a ser ponderado um corte permanente de pensões.

«O tema da reunião seria a convergência de pensões. Durante o encontro, foi referido que os temas abordados e discutidos poderiam ser noticiados, mas sem serem atribuídos a nenhum responsável, apenas a fonte do Ministério das Finanças. Os temas tratados, com embargo de divulgação até à meia-noite de quarta-feira, acabaram por fazer a manchete da maioria dos títulos de imprensa de quinta-feira», lê-se no texto.

A forma como os governantes, de hoje e ontem, procuram manipular a opinião pública, através da selecção de jornalistas e órgãos de comunicação social preferenciais para dar “notícias” é um dos maiores atentados à transparência do funcionamento da democracia.

A manipulação tem origem no poder e visa enganar os cidadãos através da fuga selectiva da informação que se considera conveniente, no timing escolhido.

Era a velha ideia da “central de comunicação” do governo Santana/Portas e que Sócrates desenvolveu com escasso pudor.

Aliás, qualquer “notícia” que começa com um contacto por parte de um governante ou um seu emissário deveria ser assim caracterizada, sem os eufemismos da “fonte oficial” que ocultam o processo de recvolha da informação.

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