… mesmo se as projecções assumem que a tendência demográfica regressiva não será contrariada, em especial ao nível dos fluxos migratórios.

É verdade que o 1º ciclo corre o risco de perdas na ordem dos 10%, mas esta redução poderia permitir melhorar as condições de aprendizagem de muitas crianças, mas já sabemos que estas projecções – úteis – se destinam principalmente a justificar cortes ou mecanismos de “mobilidade”. Ou seja, esta redução nunca deveria estar associada a um aumento do número de alunos por turma, o que é um absoluto contra-senso.

Por fim, estes números já são conhecidos há mais de um mês.

Primeiro ciclo perde 40 mil estudantes em sete anos

Em termos regionais, o Alentejo é a região mais afectada. Até 2018, deve perder 15% da população estudantil inscrita no ano lectivo 2011/2012.

Claro que, se a lógica é a de continuar a fechar serviços públicos, dificilmente se inverterá um processo de perda mais grave no interior do país.

E, claro, penso que seria quase desnecessário sublinhar que a redução do número de docentes nos últimos anos foi, em termos relativos, superior. Só entre 2007-08 e 2011-12 a redução do número de professores do 1º ensino público foi de 32.105 para 27.264 e desde essa altura não parou…

Não venham, portanto, com as conversas do costume.