… ter dito que este seria um dos maiores problemas a marcar o ano lectivo. Na altura, muitos foram os que fingiram que estava tudo beeeemmmm. Não estava, não está e não poderia estar, não apenas em matéria de subsídios mas igualmente de meios humanos.

“O número de beneficiários no período entre 2011 a 2014 aumentou, estando neste momento em processamento cerca de 25 mil subsídios de educação especial”, garante o Ministério da Educação e Ciência e o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social em comunicado conjunto enviado  às redacções.

No documento, garantem ainda que “não há qualquer alteração nos critérios de atribuição, apenas uma maior articulação entre as escolas e o Instituto da Segurança Social (ISS)”. Assim, sublinham, “o protocolo estabelecido entre a antiga Direcção Regional de Lisboa e Vale do Tejo e os Centros Distritais do ISS foi alargado para abranger todo o país, passando a ser estabelecido entre a Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares e o ISS”, acrescentam.

Já esta sexta-feira de manhã, à margem da inauguração da casa Bento XVI, da Santa Casa da Misericórdia do Porto, o secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Agostinho Branquinho, tinha sublinhado que era “completamente falso” terem “mudado as regras do jogo”.

O governante adiantou, aliás, que “o número de crianças envolvidas e os montantes envolvidos nestes apoios à educação especial têm vindo aumentar paulatinamente ao longo dos últimos três anos”.

Porém, de acordo com os dados consultados pelo PÚBLICO no portal da Segurança Social na Internet, na estatística referente às prestações pagas para estes apoios, verifica-se que entre 2012 e 2013 houve, de facto, uma quebra. Em 2012, 15 387 crianças beneficiavam deste apoio, enquanto em 2013 o número baixou para 13 527.

Aliás, parta início de conversa… por diversas razões, não dou qualquer credibilidade a declarações deste governante em particular, cuja palavra tem para mim o valor de uma nota de 500$000 em 1925.