Estão a decorrer negociações para a regulamentação dos concursos de professores. Não tenho dado grande atenção ao assunto porque perdi, num passado mais ou menos recente, qualquer interesse num processo que é uma formalidade que pode ser torpedeada por despacho ou portaria a qualquer momento.

Sei que isso não me ganha muitos amigos, mas se existir novo processo de vinculação extraordinária sem ser integrado num concurso nacional com regras claras, apenas se acrescenta distorção a algo que o MEC pretende desregular e localizar com argumento pífios.

Aliás, o MEC nem sequer está muito interessado em negociar, mas apenas em cumprir o preceito legal de ouvir os sindicatos e seguir em frente. A FNE protesta mas daí não tira consequências, enquanto a Fenprof se mantém onde sempre esteve, neste caso com boas razões.

Já não tenho grande paciência para isto. Há uns anos iria ler as propostas e contra-propostas e tentar apontar as incongruências (como exigir aos contratados a classificação mínima de Muito Bom para efeitos de renovação de contrato, quando eles não podem ter mais do que essa classificação), as armadilhas, as omissões.

Neste momento, tudo isso é escusado porque nenhum documento é mais do que um simulacro, a desmentir à primeira curva do caminho.

E a vida é demasiado importante para se perder tempo com palhaçadas.