Sexta-feira, 14 de Março, 2014


Rolling Stones, Get Off Of My Cloud

Há palavras que alguns dizem ser conceitos que se tornaram uma espécie de vacas sagradas do debate em torno da Educação.

Quem é contra ou ousa criticar é porque é fascista, estalinista, retrógrado, centralista, arcaico, etc, etc, etc.

É o caso de estribilhos como “descentralização”, “autonomia”, “proximidade”, “municipalização”, “liberdade” mesmo quando surgem desligados de qualquer substância concreta correspondente ao seu conteúdo semântico.

Fala-se em “descentralização” quando se quer falar de concentração de poderes ao nível local, recorre-se à “autonomia” sem revelar que é para se aplicar apenas a uma minoria dirigente, exalta-se a “liberdade” que se destina apenas a reforçar privilégios instalados e mesmo a “proximidade” significa que os centros de decisão se vão afastando dos mais directamente interessados.

Usam-se palavras que se pretendem corresponder a conceitos incontroversos quando na realidade se destinam a legitimar práticas que são o seu inverso.

E lançam-se anátemas morais contra quem não vai na conversa.

Contra quem não aceitou um completo relativismo da linguagem e não abdicou de confrontar a retórica com a prática.

As transversalidades não são exclusivo da esquerda ou da direita, na Educação ou fora dela. estou um bocado farto das agendas “transnacionais”, da “transglobalização” e de outras transcoisas da treta que passaram a polvilhar certos discursos pseudo-pós-modernaços, seja na versão neo-marxista (que tem forte implantação em vastas áreas das Ciências Sociais da Parlapatice e na Educação), seja na versão neo-liberal (com maior insidência nas Ciências Obscuras da Economia).

No fundo, são teorizações internacionalistas destinadas a legitimar inevitabilidades internas.

São cortinas de fumo que nos seus requebros linguísticos pouco ou nada querem dizer.

 

9Ano – Preparação Teste Intermédio

Via Hugo’s Peep Box:

Interview with Álvaro Siza Vieira – What’s a “good student”?

Interview with António Câmara – Creativity vs. Literacy (Part 1)

 

Independentemente do resultado, é sempre interessante quando os deputados votam (nem todos, nem todos) de acordo com a sua consciência e convicções.

Deveria ser sempre, mas…

Projecto do PS sobre co-adopção chumbado por escassos votos

Repito… não estou a afirmar-me acerca do sentido da votação, apenas que o parlamento deveria ser mais assim e menos de outras maneiras.

Em torno dos 40 anos do 25 de Abril – apesar do desagrado da generalidade dos nossos actuais governantes, que notoriamente prefeririam que a coisa passe despercebida – vão existir muitas iniciativas, das quais uma parte importante será apenas fancaria e comércio.

Mas este caso parece-me uma das boas excepções.

Para além de que escolheram um excelente dia para o lançamento…

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