Terça-feira, 11 de Março, 2014


Câmaras municipais educadoras, é só acender a luz e procurar o contador na sombra.

Está lá o gato do Schrödy!

Foster the People, Coming of Age

Saúde infanto-juvenil em processo de recessão «desolador»

«Esse desolador processo da recessão em saúde infantojuvenil já se vê bem no dia-a-dia dos profissionais de saúde, mas demora um pouco até chegar aos documentos e às estatísticas».

… e não ter ido uns meses fazer uma qualquer especialização lá fora, de preferência em cidade do primeiro mundo e vivendo em bairro protegido, leva a que eu não tenha uma mundivisão completa sobre como deve ser a Educação em Portugal, à semelhança das experiências fantásticas dos bairros wasp de Boston ou das vizinhanças posh de Londres.

Assim, estou limitado a uma visão paroquial e não consigo alcançar o alcance alcançado pela visão de quem sabe o quão bem funciona uma PTA em New Haven (acham que estou a brincar?) ou uma LEA em Cambridge (existe, claro que existe).

Oh, silly bugger!!!

oh-bugger-we-re-rather-screwed

… e não é por falta de aviso e demonstração dos maus resultados desse tipo de experiência em outras paragens ou da sua desnecessidade prática entre nós, um país com uma dimensão geográfica e demográfica que em nada justifica isto e muito menosn quando o alegado plano da troika era reformar – reduzindo – os municípios.

Mas temos um monte de iluminados que quer fazer experiências com coisas sérias e depois alguém que apanhe os destroços.

Ainda gostava de saber o que é que Poiares Maduro tem a ver com este assunto e se o MEC ainda existe ou se apenas já só funciona como repartição para assinaturas e carimbos.

Governo quer dez municípios responsáveis por educação

Ou então percebi mal o noticiário de hoje.

… algumas pessoas se dessem ao trabalho de analisar as propostas do novo mayor de Nova York (eleito há poucos meses) para a área da Educação, em especial no que se relaciona com o combate às desigualdades, por exemplo, no acesso ao pré-escolar?

The De Blasio Record on Education

 

A forma como o homem sacode a água do capote é notável. Quando o ouvia no noticiário da TSF a enterrar o Gaspar e a Maria Luís Albuquerque – e independentemente do que ache de ambos – percebi até que ponto um gajo pode ser sacana com quem aceita estar ao lado no Conselho de Ministros.

Na Comissão Parlamentar que está a analisar a subconcessão dos Estaleiros de Viana do Castelo, Aguiar-Branco recordou que Vítor Gaspar e Maria Luís Albuquerque estiveram envolvidos em negociações com Bruxelas a propósito desta questão.

 

Neoliberal Education and StudentMovements in Chile: inequalities and malaise

Na sua deriva em busca de “reformas de sucesso”, alguns defensores da liberdade de escolha a todo o custo voltaram a lançar mão ao exemplo do Chile.

Não apresentam dados sobre a experiência, nem qualquer balanço das suas consequências. Que foram dramáticas ao ponto da ruptura:

Chile’s student protest leaders hope to dismantle the system from the inside

Camila Vallejo among those expected to elected to congress two years after free education call precipitated nationwide shutdown.

Mas entre outros materiais, existem diversos relatórios, incluindo do Banco Mundial (que não parece ser uma instituição anti-escolha), que explicam as consequências mais óbvias da reforma introduzida nos anos 80, sob o regime de Pinochet e com larga influência ideológica dos liberais de Chicago:

Overall, the reform improved the efficiency of the education system, possibly at the expense of equity.

The results suggest that those who in 1981 switched to private subsidized schools were mainly urban “middle class” students leaving public schools, possibly in search of better peer groups. We find evidence suggesting that for students with such characteristics, who switched during their basic education, the labor market reward for an additional year of schooling is a measure of the non-cognitive return to schooling. This is not the case, however, for older cohorts (those in secondary education). The large secondary school expansion seems to have attracted a heterogeneous group of students who had earlier received their basic education in public schools. For this group of students the labor marker rewarded these skills significantly, while the non-cognitive component of the return to schooling for this group is rather small.

Anexo: wps4617.

Aliás, a vitória esmagadora de Michele Bachelet foi conseguida com uma plataforma dirigida, exactamente, contra as consequências de um sistema de ensino promotor de uma enorme desigualdade e que esteve na origem de violentas manifestações de estudantes.

“There is no question about it: Profits can’t be the motor behind education because education isn’t merchandise and because dreams aren’t a consumer good.”

In Chile, high-quality schooling is generally only available to those who can pay, and massive student protests – which sometimes turned violent – hurt the popularity of outgoing conservative president Sebastian Pinera.

Bachelet ran on a platform of social policies to address a deep divide between rich and poor. Chile, the world’s top copper-exporting nation, is ranked the most unequal country in the 34-member Organization for Economic Cooperation and Development.

Por cá, há quem tente apresentar o caso chileno como exemplar… mas só se for do fracasso de uma reforma desenhada para beneficiar ainda mais quem já era mais favorecido e que aprofundou a clivagem entre os centros urbanos mais ricos e o mundo rural mais pobre.

Pub11Mar14

Porque não adianta achar que a autoridade aparece do ar, ou em letra impressa, quando os dirigentes políticos se entretêm a amesquinhar material e simbolicamente os professores.

A autoridade dos professores não se cria apenas “no espaço escolar” mas perante a sociedade.

Vamos lá acertar uma coisa… o novo Estatuto do Aluno e da “Ética Escolar” falhou. Como falharam e falharão todos os estatutos criados de fora para dentro e preocupados apenas com a penalização, a jusante, dos comportamentos e não com a sua prevenção.

Porque é mais barato penalizar do que prevenir. E os tempos são de 2racionalidade económica”.

Porque a prevenção de comportamentos disruptivos passa, em grande medida, pela forma como os alunos chegam à escola.

Não significa que os comportamentos burocráticos não devam ser aligeirados, mas esses só são necessários depois das ocorrências.

O que se insiste em não fazer é tentar que eles sejam evitados… antes.

Todos sabemos o que isso implica. Algum investimento em meios humanos e em procedimentos que articulem a escola com a sociedade e outros recursos de apoio a famílias e alunos. Um investimento que é muitíssimo menor do que “limpar” a contabilidade tóxica da nossa banca privada “de sucesso”.

 

 

zz

“Não é a insultar pessoas que se conseguem consensos”

O antigo Presidente da República Mário Soares disse hoje que “não é possível” um entendimento entre os maiores partidos em Portugal envolvendo o PS, sublinhando que “não é a insultar pessoas que se conseguem consensos”.

O homem perceberá que está a falar dele mesmo?

E nem é que concorde, pois um insulto bem aplicado, na hora certa, pode produzir maravilhas. Se do outro lado existir uma faísca de inteligência, claro.

“Não há nenhuma escola no mundo sem bullying

E quantas vezes ele é perversamente dissimulado, insidioso, desgastante, cruel.

Foto2181

os prós & contras, aquele pugrama erretêpista em prime late time que acabou de perder o feicebuque que não interessava.

algo está para se devir.