O relatório está no novo site do CNE. Tem outros dados interessantes, mas vou concentrar-me em dois, avisando desde já que os intervalos temporais são demasiado curtos. No entanto, permitem detectar e medir o que já nos era óbvio.

Em primeiro lugar que as eleições de 2009 foram o campo privilegiado para a demagogia de Sócrates e que isso se reflectiu no aumento da despesa, mesmo se esse acréscimo não foi totalmente atípico para esse período. Em segundo, que o ajustamento que se seguiu a 2010, ainda com Sócrates, foi acima de qualquer outro entre os países analisados. Se entre 2008 e 2010 os gastos cresceram mais 9 pontos do que a média, o ajustamento que se seguiu foi de 11 pontos acima da média.

Faltam dados para 2012 e 2013 que demonstrarão que esse ajustamento se tornou absolutamente brutal e dificilmente comparável com qualquer outra realidade próxima.

Monitor2013a

Para 2012 temos alguns dados, desde logo os relativos aos níveis de emprego dos recém-licenciados. A evolução é demolidora. Portugal é o país, depois da Grécia e Croácia, em que a sua empregabilidade caiu mais, quase 15 pontos em apenas 3 anos.

Monitor2013Esta tendência, que continua a acentuar-se, retira muito do sentido numa aposta familiar e individual na extensão da Educação. O que é trágico, visto que de acordo com os dados do relatório de 2012, os benefícios públicos, mas em especial privados, dessa aposta são muitos altos para a sociedade.

Ou melhor, eram… antes da Educação ter passado a ser uma não prioridade.

Monitor2012