Sexta-feira, 7 de Março, 2014


Kylie Minogue, Into the Blue

Anúncios

Escolas particulares e cooperativas: regras publicadas

Vão poder oferecer disciplinas complementares e alterar tempos letivos, mas mantêm a maioria das normas nacionais no ensino da Matemática e Português.

As praxes e a liberdade individual

O argumento mais forte que tem sido: a pessoa, num acto de liberdade, decide ser praxada, podia ter dito que não queria e não disse; a pessoa num acto de liberdade decide praxar, integrar uma organização, submeter-se a um código, cumprir ordens de um “ditador”, andar com sapatos rotos até ao indescritível, remendados com fita adesiva preta (a cena dos sapatos que uma jovem da Lusófona mostrou na televisão, e a justificação dada para esta e outras coisas: “são parte de mim, da minha história…”, mostra, à evidência, não apenas o absurdo, mas também a perigosidade do que aqui está em causa). Que valores são estes? Em nome de quê?

Também, o reitor dessa universidade usou o argumento da liberdade: “vamos lá proibir! É lá isso possível! A liberdade é um valor intocável, no tempo do fascismo e das ditaduras é que se proibia a expressão da liberdade…”

Então, em nenhum momento, cai o argumento da liberdade individual? Não cai, quando estes jovens estão submetidos à mais pura das hierarquias? Não cai, quando se expõem fragilidades, lavam mentes, exploram sentimentos, humilham pessoas, violam direitos…?

Claro que cai, claro que se violam direitos. Aliás, a praxe é em si mesma a violação de uma liberdade. Ao colocar-se o praxado numa situação de absoluta incapacidade de fazer ou de dizer o quer que seja, a não ser o que o lhe é exigido, quebra-se a reciprocidade eu-tu, há, desde o início, uma liberdade anulada, por isso, a humilhação pode estar a uma curta distância, não apenas nas praxes violentas, mas nas coisas mais inócuas, do ponto de vista dos danos físicos.

Relacionado com isto, discute-se a dificuldade em saber onde está a fronteira entre o aceitável e o não aceitável, pois o que para uns é humilhante e susceptível de ferir a sua dignidade, para outros é uma brincadeira, e portanto ninguém está em condições de determinar o que é ou não uma prática indigna.

Isto é certo. Ninguém pode falar sobre a dignidade de ninguém, por ser um valor intrínseco à própria pessoa, mas cada um sabe onde está o limite que, uma vez ultrapassado, deixa marcas, no mais profundo de si; portanto, ninguém pode pôr em causa a sua dignidade ou deixar que outros a ponham.

Acabamos de assistir a isto: pensaram (podiam) os jovens que morreram no Meco recusar-se a ir à praia nessa noite de temporal no mar? O que os impossibilitava de tomar uma atitude? Por que perderam a autonomia, por que perderam a vontade própria? É por isso que as praxes são uma indignidade e não apenas nas situações limite, como esta; são-no sempre, porque se trata de algo que é da sua própria natureza.

Maria Rosa Afonso

… acerca da dieta tradicional mediterrânica. Desculpem ter andado arredio, mas foi por óptimas causas.

Foto2166Foto2177

Bolsa de contratação: Mudar o nome à m…… para agradar às moscas que se deleitam nela….

Do Boletim Informativo do CIREP:

Diplomas para Publicação em Diário da República
Gabinete do Ministro da Educação e Ciência

— Despacho – Designa o Doutor Ramiro Fernando Lopes Marques, como membro do Conselho Nacional de Educação.

… basta ver como foi com os profes. A sua situação melhorou imenso e o PSD nem sequer continuou a fazer o mesmo e mais fundo do que o PS.

O problema é que há quem ainda não tenha percebido que o “paradigma” da relação dos políticos com a “rua” mudou há uns bons anos e aqueles limitam-se a esperar que a coisa passe. E como ela acaba sempre por passar ou desaguar em entendimentos e acordos, mesmo que muito parciais, tudo continua como dantes.

Ou então continua pior, porque o “não ignorar2 significa vingar a afronta que se diz não ter sido recebida.

Protesto das polícias não vai ser ignorado pelo Governo

O mesmo se passa com a própria imprensa, que até pode investigar e divulgar umas coisas sobre coisas facilitadas, que eles fingem que não foi nada e recuperam o facilitador para o topo da lista.

O que eu gostava mesmo era que certos empresários de sucesso, em vez de desancarem no mexilhão, tivessem coragem para dizer o que sabem sobre as facilitices, mesmo que ficassem mal vistos para facilidades futuras.

 

 

Página seguinte »