Quarta-feira, 26 de Fevereiro, 2014


estava tão tristonho quando ela apareceu
seus olhos
que fascinam

logo estremeceu

os meus amigos falam que eu sou demais
mas é somente ela que me satisfaz

é somente ela que me satisfaz
é somente ela que me satisfaz
você só colheu o que você plantou

por isso é que eles falam que eu sou sonhador

me diz digo o que ela significa p’ra mim

se ela é um morango aqui do nordeste

tu sabes, não existe – sou cabra da peste
apesar de colher as batatas da terra
com essa mulher eu vou até p’ra guerra
ai, é amor,
ai

ai

ai

é amor

[Frank Aguiar] Morango Do Nordeste (interpretação livre)

Inspiral Carpets, This Is How It Feels

Agora com o texto completo disponível de que destacarei três nacos.

O primeiro não me choca especialmente e penso mesmo ser uma forma correcta de abordar a questão da opção pelo ensino privado:

DJ26fev14

Quanto à prova de ingresso, não aceito a teoria do mal menor.  Aceito a validade do período probatório, embora não para gente com 15 anos de exercício da carreira.

DJ26fev14b

Por fim… o essencial… querendo os melhores há que tornar a profissão atractiva e não repulsiva. Neste momento, tornou-se repulsiva para muitos dos melhores. E esse é o grande problema.

DJ26fev14c

Diário Económico, 26 de Fevereiro de 2014

PE acha que comprar sexo deve ser crime

Quer dizer que, se pagar o jantar à morcega, é para perpétua?… E se com factura?

Asneira da grossa em preparação.

Será que a UE e os EUA aprovam o modelo musculado?

Esplendor na relva.

AS FOTOS DA EXPOSIÇÃO DE JOSÉ RUY NO CONSULADO DE PORTUGAL EM PARIS

Com um punhado de textos, lá pelo meio, que fiz há coisa de meia dúzia de anos…

Feminae

 

Mas quem é que raio convenceu este homem que é tudo em um? Basta levar uns ameaços de tabefes para um tipo se sentir uma espécie de sol da democracia?

Que pena, o Bloco ter uma candidata para encher agenda e o PCP não ter um nome mais conhecido e este tipo desaparecia da esquerda, do centro (onde o Rangel se instala sem problemas quando fala pouco) e de qualquer outra paragem.

A minha candidatura é do bloco central e estruturante da esquerda

Para que não existam dúvidas, este modelo de PS, assim em forma de coisa pastosa que se estende para todos os lados, como uma mancha de óleo, não me convence nem um bocadinho.

Inclusão: um Direito Humano Emergente

… que os nossos especialistas ramiristas é que sabem.

Grade 8 too young for kids to choose between applied, academic streams, report says

”Upper secondary” grades better time to offer such choices to teens, says People for Education and OECD

… enquanto alimenta negócios de operadores privados com quem não estabeleceu um laço contratual de longa duração.

Sei que David Justino gosta de provocar com este tipo de afirmações, mas também penso que ele não é favorável a outsourcings desnecessários, na base da negociata de contornos estranhos. Já o ouvi, várias vezes, criticar publicamente essa opção.

Quanto à municipalização das colocações, estou completamente em desacordo e também não acho que a “autonomia” se deva resumir a dar o poder de mando aos directores. Já expliquei bastantes vezes porque discordo e é uma posição baseada no que observo ser a regra – e não a excepção – nas colocações municipais aos mais variados níveis. Aposta-se na “confiança”.

Quanto às negociações ao nível de escola por parte dos directores acho que se são grandes líderes, não precisam de fazer contratações directas, devem saber motivar aqueles que estão ao seu dispor, como qualquer professor deve trabalhar e motivar os seus alunos, que muitas vezes são 150, 200 ou 250.

Ex-ministro da Educação acredita que a redução de docentes vai continuar. E defende que as colocações passem a ser competência das escolas e autarquias

“O papel da escola não é empregar professores. O papel da escola é formar alunos”. É assim que David Justino, presidente do Conselho Nacional da Educação, ex-ministro da Educação e consultor de Cavaco Silva olha para o sistema educativo português. Um sistema que, defende, tem vindo a ser “remendado” com falta de “visão estratégica de futuro”.

Quanto aos “remendos”, eu diria duas coisas:

  • Quem é responsável pela torrente legislativa de enxertos são os governantes e mais ninguém. Não são os sindicatos, os professores, as famílias, os alunos, os “assistentes operacionais”.
  • Quando há bons resultados, leio sempre os ex-MEC a sublinharem a continuidade das políticas estruturantes desenvolvidas nos últimos 15 anos.

O que lamento mais? Que mesmo sendo opção editorial do jornal destacar este tema (não li ainda a entrevista toda), exista material para reacender a cada momento uma fogueira anti-professores, que são os que começaram a pagar mais cedo e de modo mais forte o buraco em que os governantes nos enterraram.

É que não foram outros a fazê-lo, a autorizar as PPP, os contratos swap, as estradas caríssimas para levar os governantes às suas terras natais ou os hospitais construídos em cima uns dos outros para satisfazer os autarcas que agora querem colocar com poder de mando sobre os professores.

Os professores parecem continuar a ser os maus da história da nossa Educação e isso é algo que me confrange, por ser injusto, maniqueísta e cansativo.

O argumento “demográfico” já não colhe, assim como é muito limitada a capacidade explicativa dos desequilíbrios na distribuição dos professores (que estarão em excesso nuns locais e em falta em outros). Afinal, quem teve a obrigação de prever as necessidades e quem teve o poder de abrir vagas ao longo dos anos?

Os professores?

Não!

Ahhhh… já sei… foram os infiltrados dos sindicatos. Se calhar, tão infiltrados como os que saíram do ministério para assessores, consultores e directores de instituições privadas com contratos estabelecidos com o mesmo ministério que antes lhes dava emprego.

David Justino sabe disso… e talvez fosse tempo de apontar baterias a outros alvos que não os do costume.

Esta é uma posição corporativa?

Tanto quanto as dos ministros que se defendem entre si… ou menos, porque de um lado temos 100.000 profissionais e do outro uma meia dúzia de preclaros políticos.

Como no caso dos romanos, estamos (os professores) em clara desvantagem. 😎

… não é a pessoa não viajada e ignorante do cosmopolitismo, mas aquela que fez uma viagem ou duas e daí extraiu toda uma mundivisão, que considera alternativa e melhor do que a nacional.

Encontra-se muito em gente que fez semestres, visitas ou pós-coisas lá fora e pensa que Florença, Londres, Genebra, Georgetown, Chicago, quiçá Paris, esgotam tudo o que existe de relevante a saber sobre como deve funcionar a sociedade.

É mais grave se andaram por Boston, Nova York, Harvard ou Oxbdridge. Nesse caso, a estreiteza do olhar é agravada pela imensa arrogãncia com que tratam os que não partilharam tão ditosa formação.

Há em dois modelos:  o anti-fascista dos anos 60-70 e o liberal do século XXI.

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