Poupar nos amigos e sacrificar as bestas negras dos liberais de aviário, por forma a degradar os serviços públicos e justificar a transferência dos seus utentes com mais meios para as empresas privadas por onde depois passearão os governantes de hoje, seja como consultores ou administradores.

Tudo sem rever a Constituição, beneficiando da ausência de um Presidente da República a sério, de uma oposição entre o vazio Seguro), a erosão (BE) e o orgulhosamente sós (PCP, MRPP), mais os penduricalhos em busca de lugar nas listas do PS (Livre, 3D), de uma comunicação social dependente dos humores de investidores institucionais ou publicitários que fecham a torneira se o noticiário desagradar muito. E vai daí, é Pires de Lima em tudo o que é primeira página, para ver se dá resultado.

Um país entregue aos bichos, que alguns dizem estar melhor, não percebendo eu como pode uma país estar melhor, se apenas uma minoria de pessoas o estará.

Vivemos um processo de refluxo em relação ao alargamento das liberdades e da justiça social que marcou a História Contemporânea desde as revoluções liberais atlânticas. E não há articulista sobredotado a apelar à fé no Governo (como o Aavviilleezz também no Expresso de hoje com uma prosa verdadeiramente delirótica) que faça a retoma surgir para a larga maioria da população como um segundo Cristo a descer à Terra.

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Cada vez se vê um maior do reforço do poder minorias privilegiadas em detrimento dos direitos dos menos favorecidos, com um discurso hipócrita e demagógico, que acusa os que ainda mantêm emprego de e3goísmo, apagando a responsabilidade daqueles que enviaram centenas de milhar para o desemprego e emigração, enquanto dão visto dourados a imigrantes que pretendem ter como parceiros nas suas negociatas em que despojam, em interesse próprio, o bem comum das suas últimas riquezas.

A violência é equivalente à do PREC, só que exercida sobre muito mais gente.

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Expresso, 22 de Fevereiro de 2014