Quinta-feira, 20 de Fevereiro, 2014


Dire Straits e Eric Clapton, Sultans of Swing

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Paulo Fonseca: «Acredito que podemos ir lá vencer»

Já os lampiões até lá por fora encontram capelas.

Sim, vá lá… perguntem pelo resultado do Sportengue, não se acanhem.

sinto-me ucraniano de oposição a par de português de oposição, que aqui também são os transmissores de multas que corporativamente ordeiramente detêm uma bolita encarnada a esconder a ínsula nasal: pela Terceira Lei de Newton…

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… aqui não vamos lá.

Escolas profissionais acusam o estado de estar a descriminar os alunos no acesso ao ensino superior

Aluno da escola Camilo Castelo Branco, Vila Real, ameaça funcionária com uma faca

Alunos da secundária de Ponte de Lima boicotam as aulas em protesto pela falta de condições

… se a vida der voltas.

E já se percebeu que o objectivo é empurrar o máximo de pessoas para fora, como se não bastasse o que já fizeram, enquanto cobriam os prejuízos dos amigos das negociatas.

Função Pública: Governo corta suplementos em Junho e faz nova revisão de salários em Dezembro

Porque os brioches, mesmo quando ficcionados, caem mal em quem vai ficando sem pão.

… que os muito digitais andam a regredir para neandertais. Papel é que é!

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Visão, 20 de Fevereiro de 2014

… caso tivesse oportunidade, que é coisa que nunca terei… 🙂

Política geral:
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– Até que ponto muitas das políticas actuais do MEC não se limitam a retomar políticas anteriores (avaliação do desempenho, prova de ingresso, modelo de gestão, retórica da autonomia, manutenção da Parque Escolar), contrariando muito o que o analista Nuno Crato afirmou durante anos?
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– Que balanço faz da experiência vocacional e porquê o desejo de largar tão rapidamente essa via em detrimento de outras? O acesso a essa via, sendo para alunos repetentes, não a menoriza e a torna claramente uma via de 2ª ordem?
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– Não seria prioritário apostar no apoio aos alunos mais desfavorecidos (economicamente ou em termos de capacidades de aprendizagem) em vez de dificultar esse apoio?
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– As imposições da troika justificam todas as políticas desenvolvidas de redução salarial e congelamento das progressões dos professores, levando-os a uma atitude de hostilidade que dificulta o sucesso de quaisquer reformas, como está demonstrado há muito em diversos estudos?
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Funcionamento do sistema:
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– Até que ponto pensa o ministério avançar com a municipalização da Educação, para além do que se prepara em Óbidos, atendendo a que os autarcas do PS até parecem aceitar a ideia?
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– Que sentido faz essa fragmentação num país com a população e a área de Portugal?
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– Essa municipalização, em especial quando se traduz na criação de novas escolas, não significa uma duplicação da oferta pública e um aumento dos encargos?
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– Está o MEC a preparar o fim dos concursos nacionais para colocação de professores, transferindo  as suas competências para as autarquias? Considera que estão reunidas as condições para que isso aconteça?
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Gestão/Autonomia:
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– Para quando a legislação específica para as escolas com contrato de autonomia? Até que ponto essa autonomia vai passar apenas pelo reforço do poder dos directores?
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– Não será que a actual orgânica do MEC reforçou as práticas de centralismo das decisões, seja a nível local, seja a nível central, em vez de apostar numa partilha de responsabilidades?
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– Qual o balanço da experiência de “autonomia” da última geração de escolas TEIP, que não se traduziu em melhores resultados dos alunos?
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– Não terá sido prematuro o anúncio de medidas tendentes à liberdade de escolha e aumento do apoio a escolas privadas num contexto de contracção da rede pública e de crise orçamental?
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– Em que experiências internacionais se baseia a crença que a “liberdade de escolha” ou o “cheque-ensino” conduzem a uma melhoria do desempenho dos alunos?

Acto I – O profissional não é para chegar aos 50%, é apenas natural que chegue lá.

(importa-se de repetir, para que se perceba a diferença?)

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Acto II – Vamos vincular mil e picos para fingir que fazemos o que a lei manda…

(e que é algo muito diferente, que é vincular não um número específico, mas quem cumpre o que está na lei que se quer harmonizada entre público e privado numas coisas, mas não em outras…)

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Acto III – Nós cortámos esmagadoramente mais por assumida opção e o MEC sente-se bem com isso.

(mas nesse caso para que precisamos de um ministro da Educação?)

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Jornal de Negócios, 20 de Fevereiro de 2014

Salários em Portugal ainda deveriam baixar entre 2% e 5%, defende Bruxelas

Cerca de 80% dos pensionistas recebem reforma média de 364 euros

Mais de quatro meses depois de apresentar o OE, o Governo publicou o “Orçamento Cidadão”. Onde é gasto o dinheiro dos contribuintes? Como se distribuem as pensões? Síntese das Finanças dá algumas pistas.

Novos cortes nas pensões entram em vigor em Abril

Governo espera que a nova Contribuição Extraordinária de Solidariedade comece a aplicar-se a partir de Abril.

 

FMI diz a Portas que milagre das exportações pode ser miragem

Portas desvaloriza FMI: “Acredito mais na realidade económica”

Mas quando se trata de atacar a função pública e os docentes, os dados do FMI (mesmo comprovadamente erróneos) já servem.

… acerca dos gastos por parte de escolas e professores com materiais de apoio para preparação dos exames made in Cambridge. Porque eram sem custos, mas os materiais disponibilizados pelo MEC, assim como a formação, são risíveis.

Como nunca comprei materiais adicionais para o apoio aos exames made in Lisbon, estranho e não entranho (mesmo se percebo a reacção) o que que se vai passando em torno de mais uma área em que são os professores e as escolas a pagar o negócio.

Não é que Francisco Assis alguma vez me tenha despertado uma centelha de interesse, mas é sempre bom confirmar como se converteu num dos auto-considerados valores puros da nossa enfarruscada democracia, com pinceladas de intelectualismo bacoco. Veja-se este naco da sua potente análise encomiástica ao livro-rio de Vitor Gaspar acerca de dois anos da sua imaculada condução das finanças nacionais, em que se percebe que ele – seria de espantar – admira muito a sua acção, mesmo que “errada”.

Entre o erro da inteligência e o erro da mediocridade

Resulta bem claro da leitura da entrevista de Vítor Gaspar a Maria João Avillez que há um antes e um depois da crise do Verão passado.

(…) acabei de ler a entrevista que Vítor Gaspar concedeu a Maria João Avillez e que foi publicada sob a forma de livro.

A iniciativa em si mesma merece ser saudada. Maria João Avillez, a quem devemos alguns dos mais interessantes textos produzidos pelo jornalismo português das últimas décadas, conduz com subtileza o antigo ministro das Finanças pelos labirintos da sua vida pública e da sua inteligência. O resultado revela-se deveras interessante. Permite, desde logo, aceder à parcial compreensão de fragmentos relevantes da nossa história nacional recente, revela a complexidade de uma personalidade onde se associam a busca de uma racionalidade pura e a explanação de contradições intelectuais humanizantes e não deixa de apontar para as insuficiências da presente solução governativa.

Há uma coisa que Assis parece ainda não ter entendido, ao contrapor a tão exaltada inteligência de Gaspar à mediocridade de outros políticos… não me parece (e estou a hiperbolizar, claro) que os responsáveis por algumas das maiores atrocidades da História fossem pouco inteligentes. Faltavam-lhes era qualidades de empatia, de compreensão para com as diferenças, de respeito para com os que consideravam adversários. Muitos dos teóricos das maiores barbaridades dos últimos séculos eram pessoas com um nível intelectual bem acima da média. O problema era que para eles as pessoas não passavam de detalhes numéricos nas suas equações.

Como em Gaspar.

Quanto a Assis…  é apenas penoso lê-lo, mesmo que uma só página.

Que não me parece errada por causa da inteligência.

Nos últimos dias tem sido Pires de Lima a explanar com generosidade o seu pensamento para o país, enquanto Paulo portas, o PM em funções esta semana, negoceia com o FMI.

Hoje é o seu secretário de Estado com o pelouro da Educação para as Empresas a merecer destaque.

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Jornal de Negócios, 20 de Fevereiro de 2014

O pensamento vai definhando e estreitando-se cada vez mais em torno de uma concepção esquelética de Educação, acusando-se agora de “preconceitos intelectuais” quem discorda dessa visão tristonha e truncada…

Quanto à adaptação do ensino profissional às necessidades locais de emprego e aos interesses dos jovens é das coisas mais divertidas que ouvi nos últimos tempos… 🙂

… naquel@s colegas com muito maiores preocupações do que eu com a qualidade do ensino que exigem que a miudagem leve as partes 1 e 2 do manual (porque nunca se sabe que matéria pode vir a ser dada), o caderno de actividades, o caderno e demais material, tudo a multiplicar por 4 ou 5 num dia.

Porque de pequenin@ é que se retorcem as vértebras e se domestica a verticalidade da coluna, na base das faltas de material que depois não é usado ou é usado por sorteio diário.

Eu sei que há trolleys, que se puxam assim tipo cachorrinho e que são excelentes para os pisos suaves dos pátios e as rampas de acesso que marcam, em profusão, a paisagem das nossas escolas.

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Anunciei-o ontem às turmas, à revelia dos idiotas. E está dito!

Agora vamos ver quem é que manda.