Quarta-feira, 19 de Fevereiro, 2014


Eu nunca postei nada destes tipos? Não pode ser… a pesquisa do wordpress anda a falhar…

The Triffids, A Trick of the Light

no site da FFMS:

Liberdade na sala de aula?

Passemos então para questões mais práticas, do quotidiano escolar, que vai muito para além da gestão central ou local do sistema educativo numa perspectiva administrativa?

Há liberdade na sala de aula? Deve existir essa liberdade? Até que ponto?

Há muitos clichés sobre o que se passa nas aulas, sobre o poder do professor, sobre as atitudes dos alunos, sobre a falta de presença dos pais, nem que seja de forma indirecta, ao nível do apoio ao essencial trabalho de rectaguarda com os seus educandos.

Há quem diga que fechada a porta, o professor faz o que entende, esquecendo-se o facto de ter ali 25 ou 30 pares de olhos e ouvidos que podem multiplicar tudo o que é observado fora dessas portas, caso se passe algo menos correcto.

Há quem diga, na inversa, que existe um enorme facilitismo nas aprendizagens e que as aulas passaram a ser dominadas pelos alunos que delas fazem o que entendem, quando a abordagem pedagógica é de mais radicalmente construtivista.

Há quem diga, por fim, que os pais não têm qualquer presença na sala de aula, seja porque os professores não admitem interferências no seu trabalho, quer porque, por outro lado, cada vez há menor disponibilidade para acompanhar o trabalho de preparação das aulas por parte dos alunos, o qual praticamente não existe, apesar de polémicas por vezes descentradas em relação aos trabalhos de casa.

Raramente se refere que o que se passa na sala de aula é determinado exterior e superiormente ao minuto e, quantas vezes, quase ao nível da palavra pelas determinações que emanam dos serviços ministeriais ou de instruções directivas de proximidade.

Não sou apologista de uma total desregulação na condução das aulas pelos professores, nem do leave the kids alone em busca do seu conhecimento, nem sequer de imposições por parte dos pais quanto ao que pode ou deve ser ensinado numa aula de Ciências ou História. Acho que devem existir directrizes padronizadas acerca dos conteúdos programáticos, metas a atingirn em termos das aprendizagens a realizar pelos alunos ou das competências a desenvolver.

Mas vivemos um momento quase extremo na forma como tudo é regulado exteriormente, com uma retórica em trono da autonomia que falseia a realidade da vida das escolas e nas aulas. Os professores estão hiper-condicionados e por vezes a estratégia de sobrevivência passa por estratégias defensivas na abordagem do currículo e na sua prática pedagógica. Receiam desviar-se da norma padronizadora, por causa da vigilância da vigilância exercida pelos poderes administrativos de proximidade ou centrais. E receiam as queixas dos encarregados de educação e abordam um tema mais polémico ou um tema mais corrente de forma menos conservadora.

As aulas estão contadas ao minuto e os gestos estão pré-determinados. A avaliação do desempenho – apesar de em grande parte ficcionada – não aconselha aventuras e muito menos nas aulas assistidas. Opta-se pela fórmula que se sabe funcionar. Não há quase nenhum trabalho cooperativo, criação de abordagens e margens de liberdade a partir da base, não condicionadas pela cadeia hierárquica que impera na actualidade e que é partilhada – em nome de uma alegada responsabilização – por quase todos os últimos responsáveis pela pasta que desconfiam imenso dos professores.

A autonomia – que por vezes se pode associar à ideia de liberdade de escolher o que se faz- é uma piedosa mentira e por vezes ainda é maior nos “projectos” que se apresentam como inovadores, pois são tantas vezes o resultado de decisões centralistas, mesmo que ao nível da “unidade orgânica”, pública ou privada. A autonomia que temos não é partilhada na maior parte dos casos e raramente é pedagógica. O director é que tem autonomia, não são os professores ou os alunos. Quanto muito, há famílias que têm o poder de pressionar – em especial nas escolas privadas, mas não só – o que se passa, de fora para dentro, pois reclamam para si o direito de escolher o que deve ser ensinado aos seus filhos.

A autonomia enquanto liberdade só existe na sala de aula, em termos pedagógicos e de abordagem do currículo, do próprio espaço e tempo da aula, por conta e risco dos professores, sabendo que têm, mais hipóteses de ser criticados e chamados à atenção (incluindo pelos pares) do que elogiados ou reconhecidos pelo que fazem.

Liberdade na sala de aula?

Muitas vezes, só acontece em casos de abuso dessa mesma liberdade, aqueles casos que acabam nas páginas de jornal e com gente que nunca saberia dar uma aula a criticar os professores por permitirem que se passem “coisas daquelas”.

a derradeira última piada compete aos aparecidos ex-ministros:

“se fosse eu… coiso!”

Texto chegado por mail, permitindo-me destacar uma expressão que vem na legislação citada e que é o perfil habilitacional e competencial.

 

Caro Paulo

Como sabe foram criados os CQEP, como forma de colmatar a não existência de um plano de educação de adultos.  Por razões obvias não posso discutir este assunto em público, sob pena de ser alvo de represálias, no entanto deixo-lhe aqui algumas informações sobre o mesmo.

Vai-se realizar no Porto, num hotel de cinco estrelas, um dia de formação/informação sobre a implementação dos mesmos.  Não haveria nenhuma escola que tivesse um auditório para o efeito?

Pela análise dos documentos a seguir discriminados, constato que o objectivo do governo é de encaminhar os alunos, para ofertas formativas, essencialmente através dos CQEP, o que vai conduzir a que seja o privado a decidir para onde vão estes alunos.

A Portaria n.º 135-A/2013 de 28 de março define como funções:

Artigo 3.°

Atribuições

1 – São atribuições dos CQEP:

a) A informação, orientação e encaminhamento de jovens com idade igual ou superior a 15 anos ou, independentemente da idade, a frequentar o último ano de escolaridade do ensino básico, tendo por base as diferentes ofertas de educação e formação profissional, as possibilidades de prosseguimento de estudos e as oportunidades de emprego, procurando adequar as opções aos perfis, às necessidades, às motivações, às expectativas e capacidades individuais.

Da análise feita, no D.R.( parte C), constatei que a maior parte dos centros são privados ou de Câmaras Municipais, tendo-lhes dado as funções de

CQEP

Ora aos centros de escolas públicas tal foi negado

O Despacho n.º 1709-A/2014, regulamenta a forma de funcionamento dos centros nas escolas públicas:

3. Ao agrupamento de escolas ou escola não agrupada promotor do CQEP é atribuído um crédito horário semanal em cada ano escolar, através de despacho do membro do Governo com competência na área da educação, ponderados os relatórios de monitorização e de acompanhamento e avaliação do funcionamento do CQEP.

4. A distribuição das horas mencionadas no número anterior é da competência do diretor, devendo, para cada um dos docentes que constituem a equipa, salvaguardar a lecionação de, pelo menos, uma turma ou, quando não for possível, por ausência ou insuficiência de serviço letivo ou por se tratar de docente da educação pré -escolar ou do 1.° ciclo do ensino básico, a utilização de 6 horas da componente letiva para desenvolver atividades com alunos, com vista a promover o sucesso escolar e a combater o abandono escolar.

5. Para efeitos de constituição da equipa, atento o previsto na alínea b) do n.° 1 do artigo 10.° e no artigo 12.° da Portaria n° 135 -A/2013, de 28 de março, são afetos docentes de carreira em serviço no agrupamento de escolas ou escola não agrupada promotor do CQEP, pelo respetivo diretor, possuidores do perfil habilitacional e competencial adequado, prioritariamente de entre os docentes com ausência ou insuficiência de componente letiva.

6. O número de horas correspondentes à componente não letiva, a afetar ao exercício da função na equipa do CQEP, é determinado em proporção à componente letiva afeta a essa função.

7. A articulação entre os serviços de psicologia e orientação (SPO) do agrupamento de escolas ou escola não agrupada promotor do CQEP e a equipa deste, para os procedimentos de informação, orientação e encaminhamento, nos termos previstos no n.° 2 do artigo 3.° da Portaria n.° 135 -A/2013, de 28 de março, é assegurada mediante a disponibilização de vinte horas semanais do(s) elemento(s) da equipa técnica dos SPO para esse fim, sem prejuízo das horas necessárias à manutenção das suas atribuições.

8. Para o ano escolar 2013 -2014, ao agrupamento de escolas ou escola não agrupada promotor de CQEP é atribuído um crédito horário semanal de cinquenta horas letivas.

Ora 50 horas são manifestamente insuficientes para implementar o funcionamento dos centros.

A.

já emitiu o seu comunicado do comité central acerca da Ucrânia:

O povo ucraniano tem muitas razões de queixa. O fracasso das reformas económicas e políticas nos últimos 20 anos de restauração capitalista levaram ao aumento das desigualdades e da pobreza. Já vimos antes o que está a acontecer hoje. Vimos na “chamada” Revolução Laranja” a manipulação e aproveitamento dos descontentamentos da população, a criação de ilusões em torno da EU. O desfile de visitas, de ingerências externas, por parte de ministros, deputados, personalidades – agora da Sra.Baronesa – é flagrante. Vejamos que a UE está ao lado dos grupos ultra-nacionalistas e neo-fascistas e dos seus actos de provocação inaceitáveis. Não é certamente atiçando os nacionalismos e as divisões que a Ucrânia assegurará a paz e a soberania . Deixem o povo ucraniano decidir soberanamente, livremente e sem ingerências interesseiras, arrogantes e anti-democráticas.

Seja – como quem diz – deixem os gajos sob o poder do czariento puta in!

Escola “entroikada”

(…)

Paulo Guinote, professor e autor do blogue “A Educação do meu Umbigo”, diz que na área da educação o Governo foi muito para além da “troika”: “Uma coisa é cortar um dedo, outra cortar parte do cérebro. O que fizemos foi cortar numa área crítica para o desenvolvimento”. São políticas levaram a um grande desânimo entre os professores, considera.

Para o futuro, o professor receia que a “escola se torne esquelética” e funcione a três velocidades. “A primeira com as escolas de elite, da Parque escolar; depois as escolas com contratos de autonomia; e em terceiro, as escolas dos bairros problemáticos, abandonadas em guetos sócio-educativos”.

Na versão áudio as declarações eram (naturalmente) mais extensas e “densas”. 🙂

Antigo ministro David Justino considera que se deve apostar nos cursos profissionais, mas tendo em conta estudos prévios de viabilidade.

Governos contratam empresas cuja gerente é ex de Santana Lopes?

Protesters battle police in Kiev

Tribunal Constitucional chumba referendo à co-adopção e adopção por casais do mesmo sexo

A existência de duas perguntas podia levar “à contaminação recíproca das respostas, não garantindo uma pronúncia referendária genuína e esclarecida”.

O PSD, como este desgoverno, desrespeitam grosseiramente qualquer ideia vaga de legalidade que lhes desagrade.

Ou isso, ou têm pecados a pagar e andam a trabalhar para a absolvição.

As escolas do ensino básico, até ao 9º ano, vão perder quase 50 mil estudantes nos próximos quatro anos, segundo as estimativas da Direcção Geral de Estatística da Educação e Ciência (DGEEC).

A redução de professores já foi numa proporção muito maior…

Nem vale muito a pena dar conversa

Só se for para dizer que aumentar o número de alunos por turma é um paradoxo…

O acordo político entre Madeira, Açores e República está alcançado. Agora só falta passar a lei nos três territórios. A intercomunicabilidade dos professores dos três sistemas de ensino passa a estar garantido. O acordo foi alcançado hoje, numa reunião que juntou os secretários de Estado da Educação e da Administração Escolar e regionais da Educação.

… ganham uma actualidade que se desejaria perdida. E esse é o legado das políticas da última década, apesar de alguns ganhos nas aprendizagens.

Sistema de ensino português não consegue reduzir assimetrias sociais

Filhos de profissionais mais qualificados têm melhores resultados, revela análise da OCDE aos resultados do PISA 2012, publicada nesta terça-feira. Ao contrário de outros países, Portugal não consegue esbater diferenças.

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