Sexta-feira, 14 de Fevereiro, 2014


Faith No More, Epic

Actualmente são os carroceiros que bingam a carroça, isto de sermos infelizes com a felicidade é um jogo.

Internet Trolls Really Are Horrible People

Narcissistic, Machiavellian, psychopathic, and sadistic.

Já sabia… tenho aturado tantos trolhas por aqui…

… a contratação de pessoal para escolas e centros de saúde e quiçá mesmo a sua gestão.

MP investigou mais de 80 casos envolvendo autarcas

Em causa, suspeitas «de crimes como corrupção, peculato, participação económica em negócio, prevaricação», entre outros.

É muito interessante como se passa da intenção de reduzir municípios (2011) para o aumento das suas responsabilidades…

E depois é só esperar pela criação de mais umas empresas municipais e tal…

Passos: “Eu como gestor sempre me dei bem com a avaliação de desempenho”

Não sei se fica bem falar agora da Tecnoforma

Teachers should be obliged to take part in extracurricular activities such as sport and drama, according to an influential MPs’ report out today.

Participation should be included as a formal aspect of a teacher’s contract of employment, says a report from the All Party Parliamentary Group on social mobility.

It embraces the idea that schools should be more than just “exam factories” and place greater emphasis on building their pupils’ character and resilience – as pledged by Labour’s Shadow Education Secretary Tristram Hunt in an interview with The Independent yesterday.

Por cá, já temos drama suficiente e quanto a desporto, já fazemos bastante para escapar à saraivada de disparates com que somos brindados, semana sim, semana assim-assim.

Alcatruz e efeito de estufa!

Concurso para três vagas de cientista do regime

NeswletterFev

Associação dos Bolseiros de Investigação Científica

Aos Bolseiros de Investigação Científica
Comunicado da ABIC:

Chegou ao conhecimento da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) que muitos bolseiros estão a receber informação por parte das suas instituições de acolhimento referindo que, ao abrigo da Lei n.º 83- C/2013 de 31 de dezembro, Orçamento de Estado para 2014, serão aplicadas reduções remuneratórias a bolseiros a partir de 1 de Janeiro de 2014.

Sobre isto a ABIC gostaria de efetuar algumas considerações que nos parecem da maior pertinência:

1. Em primeiro lugar, importa salientar que, de acordo com a referida Lei, no nº 9, do seu artigo 33, onde vêm referidos todos aqueles que serão abrangidos por esta redução remuneratória, em nenhum momento são referidos os bolseiros de investigação. Assim, esta Lei exclui os profissionais que, apesar de serem trabalhadores a tempo inteiro, nunca tiveram da parte do Estado e dos Governos o seu reconhecimento enquanto trabalhadores com deveres, mas também com os direitos que existem num contrato de trabalho.

2. De facto, os bolseiros de investigação nunca tiveram acesso a contratos de trabalho, a uma segurança social estável, a subsídios de Natal e de férias, a acesso ao subsídio de desemprego ou a terem uma carreira onde lhes fosse dada a possibilidade de progredir. Além de tudo isto, o valor das bolsas de investigação encontra-se congelado desde 2001, o que já representou uma perda de poder de compra superior a 25% considerando a evolução da inflação.

3. Assim, como nunca fomos considerados trabalhadores, por recusa do Governo a aceitar as nossas reivindicações nesse sentido, parece-nos que há uma interpretação claramente abusiva da definição de “contratos”, quando o próprio Governo e a FCT têm considerado em muitas situações que nós apenas auferimos de um “subsídio de manutenção”. De facto, na página da FCT é referido que “os contratos de bolsa não geram relações de natureza jurídico-laboral nem de prestação de serviços”.

4. Esta situação faz lembrar outras situações no passado, onde, sem qualquer justificação legal, se procurou condicionar a vida dos bolseiros, no sentido de conseguir, por via da confusão e do medo, fazer com que muitos acabassem por acatar algumas das medidas que estavam a tentar implementar (mesmo quando ilegais), como aconteceu recentemente com o pagamento do IRS.

5. A ABIC não deixará passar em claro esta tentativa de atentar contra os direitos dos bolseiros, pois é inaceitável que o Governo ou os Centros de Investigação nos considerem como profissionais sem quaisquer direitos laborais mas, simultaneamente, tenhamos que suportar todos os deveres que decorrem da existência de um vínculo de natureza laboral. Assim, a ABIC já solicitou pareceres jurídicos para aferir da legalidade desta situação.

Por fim, a ABIC sempre se pautou pela não discriminação dos bolseiros em relação aos restantes profissionais do nosso País. No dia em que nos forem concedidos contratos de trabalhos e que nos reconheçam os nossos direitos e a nossa importância no Sistema Científico e Tecnológico Nacional, os bolseiros passarão a pagar IRS, a possuir direitos e deveres com a Segurança Social, a ter direito a um horário de trabalho, e ,inclusivamente, a ter os aumentos e reduções que todos os outros trabalhadores da Administração Publica tiverem. Isto sempre foi a nossa luta e continuará a ser.

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(c) Francisco Goulão

Suspensão da prova pode travar entrada de professores no quadro

Proposta para vinculação de dois mil docentes contratados já foi enviada aos sindicatos. Mas a batalha jurídica em volta da prova de acesso à profissão impede a realização do concurso.

Este ano entrou em vigor a vocação forçada dos maus alunos aos 13 anos.

Para o anos teremos as vocações à saída do 1º ciclo, para os alunos cujas famílias já tenham escolhido a sua futura profissão. Dá-se-lhe 20 horas de Matemáticas, Ciências e Tecnologias, 6 horas de Português e outras 6 distribuídas pelas restantes disciplinas, que é para a acriança ficar imersa na sua vocação e não ter quaisquer dúvidas sobre o que deseja ser.

Sei que pode ser ao contrário, mas a aposta nas STEM é a menina dos olhos do Rodrigo, do Nuno e de todos os desenvolvimentistas e piresdelima que colocam a criança no centro das suas atenções.

A bem das Empresas e da Pátria!

 

Com 45 minutos, mesmo tendo DT, há professores que precisarão de 20 turmas para ter horário completo.

Mas é tudo em nome das crianças, meu Deus!

Se as disciplinas podem vir a ser consideradas acessórias e reduzidas a 45 minutos semanais?

O Rodrigo Queiroz e Mello quando diz boa parte do que pensa é um espectáculo, embora sirva para percebermos como funcionam certos ambientes mentais.

O documento permite roubar até 25% da carga curricular de algumas disciplinas para reforçar outras, que sejam consideradas mais relevantes. “No limite, permite começar a preparar uma criança para entrar em Medicina desde o 5.º ano”, exemplificou nesta quinta-feira o director executivo da Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), Queirós e Melo.

Claro que há famílias em que, desde o óvulo, a criança já está destinada a ser médica ou outra coisa assim ao nível das expectativas m/paternas, sendo que muito pouco pode fazer contra tal predestinação.

Mas o que é mais ridículo – e no seu entusiasmo destrambelhado RQM nem sequer se apercebe da contradição, mas eu aprendi que nem toda a gente consegue imaginar o outro lado da lua – é que se considera que isso é colocar a criança no centro das preocupações e afrontar os interesses dos adultos, quando o que se passa é, exactamente, pré-determinar destinos das crianças desde um momento na vida em que elas não têm ainda capacidade para ter certezas sobre profissões futuras, quanto mais construir matrizes curriculares em cima disso.

O que se estará a fazer é a ceder aos interesses exactamente de alguns adultos e a quebrar o princípio da universalidade da formação ainda em idade muito tenra.

O texto da portaria, apresentado nesta quarta-feira pelo ministro da Educação, apanhou de surpresa os representantes dos directores das escolas públicas. Mas não surpreendeu os dirigentes da AEEP, frisou Queirós e Melo ao PÚBLICO, congratulando-se por a decisão do MEC “estar na linha do que a associação propõe há anos” e elogiando “a coragem do Governo” por “afrontar os interesses dos adultos e colocar no centro os das crianças”.

Quanto ao resto, aquele entusiasmo desmedido com os “momentos transformadores” (faltou recorrer ao chavão da “mudança de paradigma”) só esquece que em muitos sítios é impossível fazer tal especialização, por falta de uma verdadeira rede de estabelecimentos escolares, pois a sua concentração triturou a diversidade dos projectos educativos.

Que a ideia é potencialmente interessante?

Sim, é… e até poderia conduzir a experiências como as das magnet schools americanas.

Mas os moldes nunca poderiam ser estes de reduzir algumas disciplinas a uma presença residual. Os 25% de acréscimo a uma dada área deveriam ser atribuídos de forma autónoma e não totalmente à custa da formação em outras áreas.

Assim como tal especialização nunca deveria acontecer tão cedo… pois – tal como no vocacional – o estreitamento das opções da miudagem é algo que só os prejudica, mesmo se os papás e as mamãs podem ficar entusiasmad@s com o potencial doutorzinho, como antigamente se sonhava com o engenheiro.

Porque o que assim criamos é seres potencialmente mais pobres em termos intelectuais, unidimensionais e especializados desde uma idade tão precoce quanto um qualquer atleta de alta competição que só sabe nadar ou bater bolas para o lado de lá da rede.

Claro que esta é uma cedência óbvia à AEEP – e não estranho que o Conselho de Escolas pareça nem ter sido ouvido – que pretende criar escolas completamente direccionadas para as expectativas de um lote específico de “famílias” que agora só esperam que ainda lhes caia um cheque no regaço para pagar boa parte dos seus “projectos”, nos quais a criança é um mero veículo e raramente o centro.

Desde o início deste mandato que este lobby específico tem os dois pés metidos no MEC, nem que seja pelas poderosas ligações estabelecidas por lá na última década.

Ainda me interrogo se era para isto que o jovem RQM foi direccionado desde o 5º ano…

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Assumo publicamente não ser gay, compreendam.