Domingo, 9 de Fevereiro, 2014


Arctic Monkeys, Do I Wanna Know

The myth of markets in school education

Mais informação aqui.

Como as escolhas podem reproduzir o insucesso.

High School Choice in NYC: A Report on the School Choices and Placements of Low-Achieving Students (2013)

(…)

The findings show that low-achieving students attended schools that were lower performing, on average, than those of all other students. This was driven by differences in students’ initial choices: low-achieving students’ first-choice schools were less selective, lower-performing, and more disadvantaged. Overall, lower-achieving and higher-achieving students were matched to their top choices at the same rate. Importantly, both low- and higher-achieving students appear to prefer schools that are close to home, suggesting that differences in students’ choices likely reflect, at least in part, the fact that lower-achieving students are highly concentrated in poor neighborhoods, where options may be more limited.

Os Livros e o Magno Problema dos Marcadores

Nem vou comentar…

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“No limite da dor” 40 anos depois

 

Sábado, 1 de Fevereiro, 9h30. Em trânsito, ligo a Antena 1 e sou surpreendida pelo programa “No limite da dor” de Ana Aranha tendo como interlocutor o padre Luís Moita, que recorda os seus tempos de preso político, sujeito a intermináveis torturas físicas e psicológicas e a meses de isolamento em terríveis circunstâncias, em que nem direito havia a ter papel e caneta, um jornal, fosse o que fosse.

As suas palavras atingem-me como um murro no estômago. De repente, a mente faz a ponte para os últimos acontecimentos relacionados com os fenómenos de bulling  e de praxe universitária em Portugal. A violência parece ter-se instalado na Escola, com contornos perversos, e quase com um perfil de inevitabilidade, agora também entre jovens adultos.

A palavra tortura ganha todo o seu sentido nas palavras graves de Luís Moita: ”O prazer em fazer mal ao nosso semelhante é dos maiores enigmas da condição humana”.

Promover a indignidade humana a tradição que (aparentemente) não se pode abandonar ou proibir, parece-me um péssimo sinal de futuro.

A tortura não é um jogo, não é um ritual de passagem ou de crescimento, não pode converter-se em estratégia para qualquer pretensa subida hierárquica num edifício repleto de vazio e de inconsistência. É assustador constatar a existência de fenómenos vindos de uma geração que não só se dispõe a aceitar, como a procurar, experiências de subserviência cega e acrítica ao ponto de se deixar morrer… por nada!

O que terá falhado na passagem do testemunho da geração da revolução para os seus afortunados filhos nascidos em liberdade? O que parece ter ficado esquecido foi, afinal, o fundamental: noções básicas de direitos humanos, capacidade crítica, o dever/direito de recusar a injustiça.

Que desilusão devem sentir todos aqueles que, como Luís Moita, lutaram por valores que os jovens de hoje, de ânimo leve, desprezam!

De súbito, surge-me a ideia desconfortável de que esta geração aguarda apenas que um líder mais carismático e persuasivo nos atire a todos de novo para uma ditadura. E quem sabe se, nesta imagem de ficção (?), não serão os mesmos lutadores de Abril que se levantarão para dizer: NÃO!

Helena Martinho

Educadora de Infância

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