Sábado, 8 de Fevereiro, 2014


Kraftwerk, Neon Lights

‘Fuck the EU’: US diplomat Victoria Nuland’s phonecall leaked – video

O Governo prepara também os «vistos-talento», que terão como objetivo captar empreendedores, investidores de curta duração, artistas ou investigadores. Tratar-se-ão sempre de vistos temporários e nunca visarão uma «venda de cidadania», como acontece em Malta.

Eu proponho um visto para a Anastasia… que é uma grande artista…

Caro Paulo Guinote,
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Envio a carta do IAVE instando-me para ser classificadora de exames Key for schools. Peço-lhe que a  divulgue considerando que o governo:
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– faz negociatas com Bancos como o BPI e cujo lucro dos certificados pagos pelos alunos, conforme foi divulgado por responsáveis do ministério da educação (num encontro realizado na Maia a que fui instada a ir a troco de 11 cêntimos por km), reverte a favor da Fundação Bissaya Barreto. 
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A que propósito será esta fundação beneficiada?
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– os professores “examiners” de institutos como a International House são pagos a 30 € a hora de correção enquanto que os professores do 9º ano que foram instados a serem classificadores recebem custas das viagens a 11 cêntimos, o km. Está justíssimo!
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– O exame terá início em março – abril e a formação decorre a 11 de fevereiro, perfeitamente a tempo para se ajustarem todos os mecanismos para tal exame que irá desdobrar-se em três partes distintas e com um alto grau de complexidade. Não há problema… um professor de Braga pode ir a Viana do Castelo, é mesmo ali ao lado, a 63 km de distância, sem se saber se terá viatura, tempo ou até transporte público (dificilmente o comboio, que neste caso serão dois) chegará às 9 e meia em ponto!
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– Devem supor que é uma honra para um professor ser “instado” a comparecer! Pode até haver temporal…but who cares?
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Obrigada colega
Cara….
O Key for Schools Portugal é um projeto que tem como principal objetivo a aplicação nos estabelecimentos de ensino de um teste de língua inglesa concebido pelo Cambridge English Language Assessment, entidade da Universidade de Cambridge responsável pelo desenvolvimento de instrumentos de avaliação no domínio da língua inglesa.

O IAVE, I. P., é o organismo que irá assegurar a gestão do respetivo processo, garantindo o rigor e a fiabilidade da sua aplicação e da sua classificação.

Para este projeto contamos com a colaboração de cerca de 1000 professores/as de Inglês, que irão assegurar o processo de classificação dos testes e a aplicação da componente oral dos mesmos.

Estes/as professores/as classificadores/as serão acompanhados/as por cerca de 50 supervisores/as ou Team Leaders, que tiveram formação específica orientada por uma equipa do Cambridge English for Schools.

Cada Team Leader irá acompanhar no terreno um grupo de classificadores/as (Examiners), transmitindo a formação recebida e acompanhando durante o processo de classificação dos testes.

Temos o gosto de lhe comunicar que foi escolhido/a para ser Examiner, no âmbito do Key for Schools Portugal.

Assim, indicamos em seguida a informação referente à ação de formação em que irá participar.

Turma: 15

Nome do/a Formador/a: Maria Manuela Soares da Costa

Local da Formação: Escola Secundária de Monserrate

Morada da Escola: Av. do Atlântico 4904-860 Monserrate

Telefone da Escola: 258801800

Data da Formação: 11 de fevereiro de 2014

Horário da Formação: 9h30 – 17h30

Mais informamos:

1. Foi autorizada, pelo Senhor Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, a dispensa da componente letiva e não letiva no período em que decorre a formação. Esta informação encontra-se disponível para as direções das escolas na Extranet do IAVE.

2. Para pagamento de eventuais despesas de deslocação, de acordo com a legislação em vigor, deverá:

– Preencher o boletim itinerário mensal e juntar os originais de todos os recibos

– Enviar por correio, ao Conselho Diretivo do IAVE, no prazo de 15 dias após a realização das tarefas, sendo estas reportadas ao mês em que foram efetuadas.

Antecipadamente gratos pela sua colaboração, enviamos os melhores cumprimentos.

Sendo que, como seria de esperar, o jantar foi o evento principal… 🙂

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É ler os nomes que apadrinham a “obra” sobre a obra de Vítor Gaspar.

É ler os nomes, estabelecer as devidas conexões, presentes ou pretéritas.

É perceber que Gaspar como, por exemplo, MLR sempre tiveram em sua defesa (visível ou invisível) muito do establishment mais profundo do país, aquele que governa mesmo quando não vai ao ministério.

António Vitorino já foi, em tempos, o que António Costa é agora para o PS. Ou Rui Rio para o PSD. Uma esperança… que preferiu a segurança dos negócios, a estabilidade das opções seguras porque estão sempre dentro.

Oliveira Martins dá o toque de respeitabilidade à teoria do ajustamento (empobrecimento) para ficar. A tia Avillez apenas faz o seu papel costumeiro… tarefeira-chic…

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Expresso, 8 de Fevereiro de 2014

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Expresso, 8 de Fevereiro de 2014

Pelo contrário. Apenas revela que ainda há mais gente imbecil do que parece e que está bem distribuída pelo arco da governação, reforçando-se a noção de continuidade no cavar do abismo nacional.

A reacção do desgoverno actual à polémica sobre os quadros de Miró foi mandar circular informação sobre a responsabilidade dos desgovernos anteriores em relação à mesma matéria.

Não há que enganar: isto não é resultado de investigação jornalística activa… é apenas a divulgação de informação disponibilizada para tentar neutralizar as acusações do “outro lado”.

O que falha nisto tudo?

Que o que está em causa vai muito para além das polémicazinhas de cabeceira entre rosa e laranjas. Basta analisar o currículo político do actual SEC para se perceber que se sempre floresceu em tempos de laranjal, nunca perdeu oportunidades em tempos de roseiral.

A questão não é uma polémica entre PSD/CDS e PS. Filisteus são todos eles e dos hipócritas, pois mudam de posição conforme o seu posicionamento e fingem sensibilidade cultural apenas quando convém. Ouvir uma canavilhas sobre esta matéria dá um certo enjoo, por exemplo, que não me lembro de um contributo relevante dela como governante seja para o que for.

Isto é uma questão entre quem tem algum bom senso e a clique que nos governa em modelo de rotativismo, unida na sua forma coreográfica de encenar um olhar diferente sobre a Cultura ou o País.

Os quadros de Miró podem sem um “luxo”, mas já sabemos que tudo o que não sirva aos piresdelimadacervejola são coisas espúrias e desnecessárias no entender desta malta grunha.

Mas são mais um símbolo de uma forma de conceber o interesse público como mera contabilidade, sem visão de investimento e valorização patrimonial.

Por exemplo, o que escreve hoje Avillez Figueiredo no expresso é uma falsidade… se não se venderem os quadros não teremos de os pagar. Eles já estão pagos e, pelo contrário, podem ser valorizados.

Exp8Fev14dO que Avillez Figueiredo não, nem nunca ousaria por evidfente falta de frontalidade, é apontar claramente o dedo à origem do buraco do BPN e aos que o motivaram e continuam sem, como devedores à SLN, pagar os empréstimos que sacaram em seu tempo e são muito mais onerosos do que os quadros de Miró.

Chamar míopes a esta gente é ofender-me, que sou mesmo míope.

Quanto à jogada mediática, porreiro, pá, que o Expresso alinhou, mas a verdade é que nada disso interessa quando o que está em causa é muito mais importante do que os falsos arrufos entre montenegros&zorrinhos, jovens sóifertes&galambas, a discordar nos intervalos entre almoços e jantares em conúbio.

Nuno Crato: os exames electrónicos são o futuro

Eu não quero – muito sinceramente – parecer que estou contra tudo e mais alguma coisa, do tipo ludita sem travões, só que…

… lamento, mas discordo e discordo muito. Testes deste tipo só como complemento. Nunca como ferramenta principal da avaliação. Quem defende isso pode estar convencido de estar a ver o futuro, mas…  a ver outra coisa, uma nova forma de tele-escola pois a conclusão óbvia será que os meios electrónicos também poderão substituir grande parte das aulas presenciais.

O e-learning tem as suas potencialidades e as suas (evidentes) limitações. Mesmo o b-learning mais não é do que uma forma de reduzir custos, disfarçada de avanço tecnológico.

Nuno Crato parece ter-se tornado um autómato que defende um ensino despersonalizado, automático, mecânico, em que o factor humano é uma chatice.

Os indivíduos reduzidos a peças, a cliques, a códigos binários. Sempre fui crítico das teorias da conspiração que encaram a escola como uma fábrica, um mecanismo, uma engrenagem.

Mas…

Para quando a defesa do regresso ao ensino doméstico, com testes nestes moldes?

Como se vai começar pelo Inglês, que tal o homeschooling que tão atrai algumas bases do tea party, receosas que qualquer influência impura afecte o espírito das suas criancinhas?

Porque este modelo de ensino e avaliação, não há que enganar, pode ser o “futuro” em termos cronológicos mas… conceptualmente pode estar ao serviço de um dos modelos mais retrógrados e anacrónicos de educação.

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