Terça-feira, 4 de Fevereiro, 2014


Arctic Monkeys, One for the Road

Miró é acessório, o que interessa é divagar.

Tentem isto:

… e não aprendi nada de especial, excepto umas coisas sobre absinto e que a canse-o continua sem melhoras nenhumas, armada em tuiteira.

… do que ser autor do raio do livrinho. É ridículo, mas optei por encomendar dois para ver se lhe ponho as mãos e os olhos em cima…

New Research Says There Are Only Four Emotions

Conventional scientific understanding is that there are six, but new research suggests there may only happy, sad, afraid/surprised, and angry/disgusted.

 

Comadres!

 

Os profetas fundadores de religiões partidos adoram veneram os estados ditos laicos.

 

E dá mais, até os descrentes pagam.

Pena suspensa para condutor acusado de dois homicídios por negligência

Juíza considerou que a favor do arguido pesou “o tempo decorrido” e a “ausência de antecedentes criminais”. O condutor, de 25 anos, “tinha ingerido bebidas alcoólicas” e circulava com tempo bom.

O Tribunal Judicial de Pombal condenou o condutor que, em Abril de 2011 provocou a morte a duas pessoas e ferimentos em 11, à pena única de três anos e 11 meses de prisão, suspensa por igual período.

A suspensão da pena está condicionada à obrigatoriedade de o arguido, de 25 anos, cumprir um plano de reinserção social e entregar à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima 3.600 euros.

O tempo decorrido? Mas que raio de fundamentação jurídica é esta? Matam-se duas pessoas com os copos e fica tudo na mesma, pagando-se 3600 euros?

Mesmo para os tempos que correm, as vidas humanas estão ao nível de uma very black friday.

E fico sem perceber que raio de coerência têm estas coisas todas.

Despacho n.º 1709-A/2014. D.R. n.º 23, Suplemento, Série II de 2014-02-03, do Ministério da Educação e Ciência – Gabinetes do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar e do Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário. Determina a afetação de recursos humanos aos CQEP.

E se deixassem a Escola em paz?

A educação é um projecto de cultura e de humanização que a obriga a determinar valores e objectivos que toda a comunidade envolvente deve cumprir. Isso exige uma grande abertura aos novos horizontes, às novas solicitações, às novas oportunidades, para que não sejam, mais tarde, oportunidades perdidas. É por isso que para os educadores a compreensão da mudança controlada dos valores que cada nova geração transporta para a escola, deve ser uma das formas de dar sentido à realidade do que fazem, clarificando a dimensão social e ética das suas práticas.

A sociedade do século XXI necessita de profissionais que sejam capazes de transformar os obstáculos em desafios, e estes em processos de inovação, e que saibam também identificar as suas características específicas, potenciando-as através da identificação das funções e competências que esse impulso renovador lhes irá exigir.

Mas, para que esse investimento pessoal e profissional resulte em eficiência organizacional, torna-se, a nosso ver, indispensável que se conjuguem seis condições, ou objectivos básicos de intervenção: 1ª- Conceder aos educadores autonomia de decisão quanto à elaboração de projectos curriculares, a partir de um trabalho sistemático de indagação, partilhado com os seus colegas. 2ª- Prestar especial atenção à integração da diversidade dos alunos, num projecto de educação compreensiva, que atenda às características e necessidades individuais. 3ª- Manter um alto nível de preocupação quanto ao desenvolvimento de uma cultura de avaliação do trabalho individual e do funcionamento organizacional das escolas. 4ª- Associar a flexibilidade à evolução, face ao reconhecimento que os professores detêm diferentes ritmos para atingirem os objectivos que os aproximem dos indicadores sociais da mudança. 5ª- Manter uma grande abertura às propostas e às expectativas de participação de todos os elementos da comunidade educativa, enquanto condição para promover a ruptura que conduz à renovação. 6º- E, finalmente, terminar com a política de terrorismo contra os professores e contra a escola pública

Infelizmente, os tempos que correm não têm permitido alimentar este tipo de optimismos. Razões alheias ao crescimento profissional dos docentes, como o são as ancoradas na crise demográfica e, sobretudo nas irracionais e conservadoras medidas de política educativa que visam a mudança pela mudança com o objectivo de implodir a escola pública, democrática e inclusiva; que privilegiam os números do orçamento e a estatística por medida, à promoção do desenvolvimento pessoal dos educadores e dos seus alunos; tudo isto, dizíamos, anunciam tempos de ruptura e contestação pouco favoráveis à reflexão serena sobre o futuro da escola.

Pode ser que o pesado calendário de consultas eleitorais que se presta a iniciar obrigue, demagogicamente, como vai sendo habitual, os responsáveis por este medíocre Ministério da Educação a agirem mais com as pessoas e menos, como também vai sendo costume, contra elas.

João Ruivo
ruivo@rvj.pt

Reunião com a SEEAE / MEC

Education’s Berlin Wall: the private schools conundrum

Does a better social mix make these schools acceptable? The left has been silent on this issue for the past 40 years.

Performance-Related Pay Will Be A Débacle

Havia um, grande, junto a um dos descampados onde jogávamos à bola em putos. Na época das laranjas era habitual que uma ou duas vezes por jogo se chutasse a bola lá para dentro, para pedir aos donos que nos abrissem o portão e ir buscá-la, aproveitando para lançar umas quantas laranjas sobre o muro para consumo dos futebolistas do momento.

O chato mesmo é quando os donos só davam por isso quando iam lá dentro os menos malandros de todos, aqueles que raramente faziam a marosca e acabavam com um alarido de queixas em casa por andarem a roubar a fruta que outros sacavam às mãos cheias.

A vida tem destas assimetrias.

Foto1994