Tenho a sensação que se tentasse desmontar todas as incongruências e disparates ficaria com o meu (já de si baixo) QI a um nível residual, tamanhas as contorções lógicas que a “argumentação” tem.

Uma boa dica para o senhor SE Casanova é: quando não se tem nada para dizer ou se a situação é demasiado complexa é melhor ficar calado.

Porque 600 chegavam, mas agora fazem falta 2000 porque saíram ou vão sair quase 800.

Não, caraças, são necessários muito mais nas escolas com horários completos e o argumento da legalidade e do “corpo especial” só serve nestes casos…

Eu resumo facilmente a essência desta entrevista: temos que fingir para a UE que estamos a fazer o que a moralidade e legalidade exigem, mas vamos fazê-lo de um modo manhoso.

‘Os docentes que entrarem não terão horário-zero’

(…)

Por que se vai fazer um concurso extraordinário e uma alteração para que ao sexto contrato consecutivo com horário completo se passe aos quadros em vez de tornar a lei igual à que existe para os outros trabalhadores?

É preciso separar a vinculação extraordinária deste processo, que nós herdámos e do qual estamos a fazer a gestão. Este processo da queixa à Comissão Europeia (CE) vem de muito antes deste Governo. O que propomos é rever a legislação para sanar a situação dos professores que, durante anos sucessivos, têm horários anuais e completos. E reposicionar salarialmente os professores contratados. Isso é que nós estamos a fazer, é a nossa estratégia de superação.

Essa é a resposta à CE e não o concurso de vinculação?

Exactamente. A nossa preocupação com a racionalização dos recursos humanos começou em 2011. O trabalho feito permitiu em Janeiro de 2013 a entrada para os quadros de 600 professores. Abrimos 600 lugares porque entendemos que era o número que correspondia aos horários anuais e completos que se mantiveram entre 2009 e 2013. Essa era já uma preocupação antes de qualquer notificação da CE.

Porquê cinco anos para entrar no quadro e não três como na lei geral?

Porque a lei permite-nos que assim seja. Os professores são um corpo especial e isso permite definir um prazo até seis anos.

No ano passado, abriram 600 vagas e agora são duas mil. Porquê?

Porque agora ficou concluído o processo de agregação de agrupamentos de escolas. E isso faz com que consigamos gerir melhor os nossos recursos. Ficou também concluído neste ano lectivo o alargamento territorial dos Quadros de Zona Pedagógica (QZP). Essas duas medidas complementadas com as rescisões por mútuo acordo…

… que até agora são apenas 700.

Neste momento, estamos muito mais perto das 800 do que das 700, mas a nossa expectativa era menor. E há também o ano excepcional de pedidos de aposentação que, em conjunto com o que já referi, permite agora abrir mais vagas.