Quinta-feira, 23 de Janeiro, 2014


Cage the Elephant, Take It or Leave It

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A melhor (ugh!) música para ouvir enquanto se vê o recibo e se imagina o empalamento de certas e determinadas criaturas.

Até o acender da vela ou isqueiro se adequa, pois a conta da edp chinesa upa-upa!

Foste entrando sem pedires
E marcaste os teus sinais
Tatuaste a minha vida
Ferro e fogo e muito mais
Vasculhaste os meus segredos
E eu deixei
Sem reservas nem pudor…

Invadiste os meus sentidos
O que não fiz por amor
E deixaste a minha vida
Meio perdida
Neste beco sem saída..

Tiraste-me quase tudo
E quase tudo foi demais
Tiraste-me quase tudo
Leva agora os teus sinais…(2x)

Obrigaste-me a quebrar
Todas as leis
E deixaste-me ao sabor
Na loucura
Dei-te os dedos e os anéis
E o que tinha de melhor…

Tiraste-me quase tudo
E quase tudo foi demais
Tiraste-me quase tudo
Leva agora os teus sinais…

A REDE ESCOLAR NOS CONCELHOS MERCANTILIZADOS

O que nos limparam no salário deste mês não se compara com o que recebemos em Dezembro…

Isso é assumir que o salário de Dezembro não era ele próprio fruto de furto e de uma prolongada limpeza

Vamos lá a não perder tão facilmente o sentido das coisas, pode ser?

EstePais

Sinceramente, gostava de ir ao lançamento deste livro, mas dou aulas até às 18.30,o que o torna impossível.

E gostaria de ir pois, para além de conhecer os autores mesmo se de forma algo superficial, discordo do que deduzo da tese central, a partir do que os autores têm declarado para efeitos promocionais. E porque gosto imenso de observar “liberais” em sã confraternização. É a minha faceta David Attenborough

A ideia central parece-me ser a de que os grisalhos de hoje são egoístas e ao quererem manter os seus direitos adquiridos estão a hipotecar as gerações futuras, os seus netos ou mesmo filhos.

Eu sei que é um livro de combate, propositadamente destinado a provocar polémica e por isso mesmo acho que a leitura é linear de forma propositada, pois parece ignorar que estes filhos e netos já foram criados e educados pelos pais e avôs, com recurso aos seus meios e que talvez a solidariedade devida seja mais lógica a partir dos que estão em idade mais activa e com capacidade para mudar as coisas e desenvolver o país, sendo – digo eu – ser seu dever tranquilizar os seus ascendentes acerca do seu direito a uma velhice protegida.

É uma falácia dizer que o peso das obrigações sociais sufoca a sociedade civil por causa dos impostos. Quem é sufocado é o trabalhador por conta de outrem. Basta comparar as taxas do fisco para os grandes negócios e os pequenos contribuintes.

O que os jovens deveriam exigir era uma elite política que respeitasse os mais velhos, aqueles que conquistaram liberdades que não existiriam sem a sua acção.

O que os jovens deveriam exigir era uma governação que não estimulasse activamente a emigração e combatesse o pântano dos interesses instalados (os das negociatas, não os dos aposentados com 1000 euros mensais) em vez de se ter rendido à hipótese de um emprego futuro, depois do exercício domesticado do poder.

O que os jovens deveriam saber era protestar e avançar as conquistas, não alinhar em estratégias de retrocesso social. Deveriam era combater as redes de tráfico de influência, nepotismo e apropriação dos meios do Estado por interesses particulares anti-solidários.

Porque a solidariedade intergeracional não se faz na base do sacrifício dos mais fracos e dependentes, mas sim na da construção de um futuro mais desenvolvido, com recurso a vercdadeiro empreendedorismo e inovação, os quais não dependem da relação preferencial com um secretário de estado ou chefe de gabinete.

Metade dos concursos para dirigentes do Estado tiveram de ser alterados

(…)

Dos concursos públicos enviados pelos diferentes ministérios à Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (Cresap), metade já tiveram de ser alterados por este organismo por conterem erros ou parecerem feitos à medida para um determinado candidato, noticiou nesta quinta-feira o Diário de Notícias.

O jornal refere que, nos concursos abertos nas últimas semanas para recrutar dirigentes do Estado, encontram-se casos em que é dada preferência a quem tenha desempenhado “cargos de dependência directa de membro do Governo” ou prestado “apoio técnico especializado aos membros dos gabinetes do Ministério das Finanças”.

O perfil associado a estes concursos é sempre definido pelo membro do Governo que tem o organismo sob sua alçada. De acordo com informações prestadas pelo presidente da Cresap, João Bilhim, ao Diário de Notícias, foram já “alterados cerca de 50% dos perfis”. Estas mudanças têm ocorrido em casos em que existem “erros grosseiros, como querer tornar obrigatório o grau de doutor ou mestre numa área de formação que a lei orgânica do organismo não obriga”. Mas há também situações em que o perfil definido “cheira a fotografia”, ou seja, em que parece feito à medida, referiu.

 

Acho pilhérico alguém aparecer a demitir-se muiiiiiiiiiiiiiito após o motivo enunciado para a demissão.  Sei, a investigação consome tempo…

 

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