Sábado, 18 de Janeiro, 2014


Kings of Leon, Family Tree

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Being a Teacher

More focus on personal professionalism

(…)

The teacher is a central factor in the quality of education and ranks highly on all (policy) agendas. Various initiatives are being taken to strengthen the professionalism of teachers. These measures are chiefly aimed at upgrading the status and respect enjoyed by the occupational group, and less at the attitude and practice of the individual teacher. The Education Council undertakes here to explore this personal professionalism of teachers.

Isto por cá seria impensável… o que interessa é amesquinhar em geral e no particular.

Seja por actos da desgovernação, seja pelo discurso das suas âncoras opinadoras em jornais e blogues blasfémicos.

Reforms

What reforms and major changes is the Government proposing?

(…)

  • As far as possible, municipal and independent schools are to have a common regulatory system. The point of departure is for the same rules to apply regardless of the responsible body. At present, the same rules apply in principle only when this is specifically stated. In order that independent schools can continue to have special educational profiles, certain limited exceptions will be possible.
  • As far as possible, all types of school are to be governed by common regulations where this is appropriate. The creation of a more uniform structure will make it easier for those interpreting and applying the Act.

Education in Sweden

The quality of Swedish education has been keenly debated over the past decade. As a result, Sweden has implemented school reforms in recent years to improve results and raise the status of the teaching profession.

… pois era a quinta ou sexta essência da mentalidade submissa aos poderosos, capaz apenas de chatear a vida aos pares, em especial os próximos que com ela tinham de se cruzar ou conviver, por pouco que fosse, pois a mentalidade tacanha é coisa que – acreditem ou não – tem enormes poderes peganhentos.

ToinoEm nada se destacava do infeliz anonimato numa multidão, excepto pelo ar patusco do marido Tóino que ela atazanava sem parar acerca das suas incapacidades – ao ponto de o fazer emigrar em contra-ciclo, nos anos 70, até ao homem voltar da Alemanha com uma größe grippe que o ia deixando maleitado para o resto dos tempos – ou pela gritaria associada a cada refeição da sua filha (ainda viva, da minha geração e ainda com voz estridente) que insistia em não engolir a comida e guardá-la na boca, junto ao maxilar inferior, provavelmente pela razão de ser pouco comestível.

Mas não nos afastemos do essencial da mensagem dessa minha vizinha sábia, entalada entre gente proletária que trabalhava nas grandes unidades industriais da margem sul e era assustadoramente comunista e gente mais prudente e temerosa, dependente dos pequenos comércios e unidades fabris de bairro ou freguesia.

A sua mensagem era que não se deveria contestar os patrões pois eram eles que nos davam o pão, através do ordenado. Os empregados deveriam estar agradecidos a quem lhes pagava – nos tempos de hoje chamam-se job creators – pois o que interessava era ter um empregozinho e era muito pior não ter nada, pelo que a obediência era muito bonita e aqueles cartazes todos nas paredes em meados de 70 uma coisa incompreensível, a par das greves e manifestações que só gente mal educada e ingrata poderia fazer ou apoiar.

A minha vizinha, que não me lembro alguma vez ter trabalhado em algo a não ser a infelicidade do próprio marido Tóino, era inflexível na condenação de tudo o que lhe cheirasse a comunista, mesmo quando o marido foi posto na rua sem indemnização já em idos dos anos 80 (após a fracassada aventura alemã), por falência pouco transparente da fábrica de cortiça onde trabalhava, tamanha a sua fúria com os restantes colegas de trabalho do Tóino, incapazes da inabalável subserviência que ele sempre manifestara, não fazendo greves, aceitando como tenças as migalhas que lhe davam e agradecendo, no fundo, que o deixassem descansadinho.

Nessa altura, quando a sobrevivência familiar ficou dependente de uma aposentação conseguida ainda em idade útil, com alegadas razões de défice respiratório que o médico adequado conseguiu entrever de forma oportuna, graças à legislação conseguida pelos arruaceiros esquerdistas anos antes, a tal minha rica vizinha deveria ter-se recusado a receber dinheiro não dado directamente pelos patrões, muito pelo contrário, mas sim dinheiro da Segurança Social, conseguido com o pagamento de todos para valer aos que dele necessitavam.

A minha vizinha seria, nos tempos que correm, a cidadã ideal do país idealizado pelos nossos liberais de ocasião: submissa ao patrão, encorajadora da emigração em detrimento do desenvolvimento interno, aproveitadora dos dinheiros públicos quando os privados optam pelo incumprimento das suas obrigações.

Penso que, a título póstumo, Pires de Lima Júnior lhe deveria atribui uma qualquer medalha de mérito.

Porque ele tem uma visão para o mundo, as coisas em geral e particular, a cultura e a investigação científica, a educação e a formação, tudo ao serviço da economia, do progresso, do desenvolvimento, quase como se fosse um crente marxista nos poderes supremos da infra-estrutura económica para condicionar tudo o mais, que ao serviço dela devem estar, numa base de pensamento realista e não mágico e confortável.

Pires de Lima contra bolsas científicas “longe da vida real”

Ministro da Economia diz que não se pode “alimentar um modelo que permita à investigação e à ciência viverem no conforto de estar longe das empresas e da vida real”.

Se ele fosse o Deus Todo Poderoso da Humanidade seríamos certamente imensamente desenvolvidos, com uma economia vibrante e nada daquelas coisas desnecessárias que resultam de investigação científica e produção artística ou cultural sem uma ligação directa ao “sucesso” das “empresas”.

Se ele tivesse apanhado pré-históricos em Lascaux ou Altamira a rabiscar coisas que não fossem panos de caça ia tudo logo lá para fora raspar pedras e aguçar ramos.

O Sócrates (o grego) teria vivido muito mais porque nunca poderia ter levado a vida com filosofias, muito menos críticas e incitadoras ao questionamento das verdades adquiridas. Tinha ido para os campos lavrar ou então que tivesse montado um projecto empreendedor de escola em articulação com a Ática Incorporated, a maior empresa da época de tapetes e vasos.

A Odisseia ficaria por passar a escrito, a menos que houvesse colocação garantida nas grandes superfícies do Peloponeso e de toda a Hélade, pois teria de garantir uma tiragem que justificasse o investimento e çá interessa agora andar a escrever histórias de lendas e mitos que não sejam os da produção e exportação da cervejola prós trópicos?

O Renascimento teria sido uma coisa muito mais simples de ensinar na escola, pois se a Terra anda à volta do Sol ou vice-versa era irrelevante para as letras de câmbio e desperdícios de mármore como o David ou de tintas como O Nascimento da Primavera não seriam aceitáveis e muito menos seriam elegíveis para financiamento por mecenas públicos. Que raio estavam a pensar os governantes de Florença para encomendarem uma treta daquelas com mais de 5 metros de boa pedra que poderia ser usada com muito mais vantagem para a actividade produtiva?

E que raio interessa o sfumato na Mona Lisa – ou a própria obra toda – para o avanço da Humanidade, quando o Leonardo poderia ter estado a dedicar-se à descoberta de um melhor método para fabricar pedras da calçada em formas mais ergonómicas que permitissem poupar tempo e reduzir a remuneração mensal dos calceteiros e ladrilhadores ?

E de que se queixavam, afinal, o Van Gogh e todos aqueles pintores cheios de minhoquices e pintelhismos por não venderem todos os quadros que faziam? Há coisas bem mais simples para cobrir as paredes de uma sala. E o gajo em vez de andar a cortar orelhas, mais valia que fosse ceifar as searas em vez de as andar a desenhar e mal, que aquilo não parece nada real.

E esses inventores e teóricos que perderam tempo – sendo que tempo é dinheiro – a tentar compreender o universo, a sua origem e expansão ou como se formam e desaparecem as estrelas, ou mesmo a origem da vida e a evolução, se nada disso ajuda a fazer parafusos ou chips electrónicos mais baratos? Se o universo está em expansão ou contracção interessa exactamente a quem? Certamente que não será ao Fagundes de Lima e Repolho, o maior produtor de cutelarias do Ribatejo Litoral.

Pires de Lima é um visionário.

Ou é isso ou é apenas um grunho, thick as a brick, mas não nos devemos levar pelas aparências e evidências de que ser assim é caminho certo para o sucesso político e ser-se considerado o melhor ministro pelo painel de jornalistas do Expresso.

Pires de Lima é mesmo um visionário.

O mundo com ele seria bem mais simples… trabalho de sol a sol e quem quisesse distracções que catasse piolhos e quem quisesse estimular o neurónio que fosse rachar lenha que isso passava num instante.

Exp18Jan14

A análise dos quadros é muito elucidativa das diferenças culturais e dos equívocos que existem acerca destas matérias.

Por exemplo…. os finlandeses têm excelentes resultados mas isso não os faz felizes.

A posição de Portugal é bastante equilibrada…

Where In The World You Can Find The Best Schools — And The Happiest Kids

HappyTests

Agradeço a referência à Teresa Almeida.

 

A cultura de direita em Portugal.

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