Sobre os resultados do PISA 2012, o programa de avaliação de alunos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), que motivaram o requerimento potestativo do PS e a presença de Nuno Crato hoje no parlamento, o ministro afirmou que “há limites para o aproveitamento político das coisas”, sublinhando que não se pode atribuir ao programa de Matemática introduzido por Maria de Lurdes Rodrigues em 2007, e revogado por Crato, a melhoria de resultados de Portugal na avaliação do PISA 2009.

O ministro referiu, tal como a deputada social-democrata Maria José Castelo Branco, que só em 2010 o programa da ministra socialista de Sócrates teve efetiva aplicação nas escolas, defendendo ainda que a evolução do país nos indicadores da OCDE resulta de uma década de trabalho e não da intervenção específica de um ministro ou um Governo.

Mas depois estraga tudo, pois 2015 está quase aí e então é que eu quero ver os resultados e quem os reclama porque não será um programa introduzido em 2013 que, segundo a lógica anterior, vai ter efeitos nesse ano…

Nuno Crato disse ainda que a média da OCDE não pode ser o objetivo do país e que “em 2015 Portugal tem condições para estar no pelotão da frente” da lista de nações com melhores resultados neste programa de avaliação.

Porque das duas uma: ou há bons resultados e então esses não são resultado da actual mudança, ou são maus e então lá se foi uma década de trabalho por água abaixo e ninguém aparecerá a reclamar a paternidade da coisa.