Segunda-feira, 6 de Janeiro, 2014


Gnars Barkley, Gone, Daddy, Gone

Resta convencer uns certos e determinados senhores a irem para Chamonix ou algo assim. Se há quem parta a bacia, eles podem partir os alguidares e os tachos.

FALTAM 15 DIAS PARA O FIM DO PRAZO ESTABELECIDO PELA COMISSÃO EUROPEIA

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Subsídios de férias e de Natal: como começou a trapalhada e as razões que a fazem durar

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(c) Patrick Mc Donnell

Só que eu ontem já escrevi algures que não tenho nenhum testemunho pessoal relevante sobre o Eusébio, mesmo se reconheço o seu papel de símbolo maior de um país numa década muito complicada.

Nasci em 1965, não havia dinheiro em casa para fazer romarias à Luz e eu cedo preferi o verde do Sporting (na minha Primária eram os tempos da passagem de testemunho do Eusébio ao Artur Jorge e das goleadas do Yazalde), pelo que seria hipócrita entrar numa de histeria colectiva. O Eusébio (como a Amália ou o Pessoa)é um dos vultos maiores de uma História Pátria que eu reconheço e estimo, tendo ultrapassado os limites estritos da sua área de acção (o Futebol, o Desporto), mas apenas isso, o que já é muito.

Ontem, acompanhei parte da transmissão televisiva da exibição do corpo de Eusébio em câmara ardente e vi gente a tirar fotos com o tm ao cadáver num acto que não considero de recolha de uma última memória mas de voyeurismo macabro.

Isto não é qualquer intelectualismo ou rejeição de uma manifestação popular de devoção quasi fatimista. É apenas a minha visceral incapacidade para entrar neste tipo de comoções.

Quanto a imortais? Tomara eu que existissem fora da nossa memória…

Quanto ao Panteão? Por mim, pode ir já para lá sem necessidade de aprovação por parte de quem se anda já a encostar à situação.l

Perfect Storm of Charter School Scandal in DC

The burgeoning scandal involving the Options Public Charter School is an all-in-one composite of everything that might go wrong with private, for-profit “educators” trying to make more than a buck from public education under the guise of charter school management.

(continua)

Agradecendo a referência ao Luís Braga.

Tanto ouvi dizer (e li) que foi o melhor livro de 2013 em língua inglesa que lá me rendi… O começo não vai mal…

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O texto da peça de há cerca de um ano da Anabela Mota Ribeiro:

Emília, Miguel e Sérgio

A Emília, o Miguel e o Sérgio ouvem dizer que a crise é uma castração do seu futuro. É um muro que se interpõe entre eles e a vida. Que lhes tolhe os movimentos, a possibilidade de escolher, a liberdade. São filhos de pessoas que vivem do ordenado, família estruturadas, equilibradas. Vivem no Barreiro, na Baixa da Banheira, em Palmela. Têm 12, 13 anos. Não pensam o futuro sem uma nuvem pesada em cima da cabeça.

Logo SNESup

Professores do Ensino Superior e investigadores defendem mudanças na reorganização da rede e no modelo de financiamento das instituições

70% dos inquiridos concorda com a necessidade de reorganização da rede de Ensino Superior

O SNESup – Sindicato Nacional do Ensino Superior – lançou um inquérito sobre a reestruturação da rede de Ensino Superior com objectivo de promover a participação activa dos docentes e investigadores na discussão sobre “As Linhas de Reforma do Ensino Superior” sugerida pelo Secretário de Estado do Ensino Superior.

O inquérito realizado entre 18 de Novembro e 1 de Dezembro de 2013 contou com a participação de 3.609 docentes e investigadores, 56,2% dos quais do ensino superior universitário e 43,8% do ensino superior politécnico, revela que a maioria, um total de 70%, concorda com a reorganização da rede sendo que 30% não concordam.

Em relação ao actual modelo de financiamento das instituições de Ensino Superior um pouco mais de ⅔ dos inquiridos entende ser necessário proceder a uma mudança e ¼ defende dever existir uma diferenciação a nível do financiamento entre subsistemas universitário e politécnico, sendo essa opinião mais frequente entre os respondentes do primeiro subsistema.

No que diz respeito aos modelos de associação ou cooperação que possam vir a presidir a um eventual cenário de áreas de coordenação regional 15,1% escolheram mais que um modelo de associação. De todos os modelos escolhidos, a fusão alcançou 13,1%, a integração representou 17,7%, o consórcio atingiu 57,4% e outras formas de associação mereceram a escolha de 11,8% dos respondentes.

O inquérito realizado mostra ainda que a opinião dos docentes sobre a pertinência da actual divisão binária do Ensino Superior é distinta. Dos 2.253 respondentes que se pronunciaram sobre esta questão, 68,3% concordam e 31,7% não concordam com a divisão binária no Ensino Superior. Mas a percentagem de respostas concordantes é maior no Ensino Superior Universitário (75,7%) que no Ensino Superior Politécnico (59,9%).

De salientar, que na questão relativa à necessidade de reestruturar o funcionamento das Instituições de Ensino Superior, em termos gerais, num universo de 2.410 respostas, 73,6% concordam (8,6% não concordam e 17,8% afirmou não saber/não ter a certeza).

Dado o curto prazo que foi indicado pela tutela para esta discussão, o inquérito teve que ser elaborado e divulgado num prazo igualmente curto. “Este facto impediu uma auscultação prévia sobre as dimensões de inquirição, não permitiu a realização de um pré-teste para recolha de sugestões e fez com que nem todas as questões pertinentes tivessem sido incluídas no questionário” afirma António Vicente presidente da direcção do SNESup.

No entanto, o sindicato considera o balanço da iniciativa foi francamente positivo dado que houve uma adesão muito significativa, o que revela o interesse da comunidade de docentes e investigadores por este tema e irá divulgar em breve o relatório completo do estudo onde consta de forma detalhada, entre outros aspectos, a opinião dos docentes e investigadores sobre as questões do financiamento.

SNESup – SNESup, Intervenção permanente no Ensino Superior

O Sindicato Nacional do Ensino Superior foi fundado em 1989, não filiado nas federações de professores, frentes da função pública e confederações sindicais, sendo a maior organização sindical do ensino superior. O SNESup defende, em particular, os interesses sócio-profissionais dos docentes e investigadores do ensino superior independentemente da natureza do seu vínculo, da sua categoria profissional e do seu regime de prestação de serviço.

Para mais informações, por favor contacte:

Parceiros de Comunicação

Tel.: 218 922 858

Mónica Coelho – monica.coelho@parceiros.pt

Anexo: SNESup Sumario-Executivo

O ano de 2014 não vai ser bom, este início de semana não vai dar origem a um período lectivo agradável para a larga maioria dos professores, mas não apenas, pois alunos e famílias muito dificilmente terão razões para se alegrarem. O futuro próximo nem sequer é cinzento claro e vamos ter de continuar a aguentar isto, com a esperança que o tempo médio ou longo varra esta gente da nossa vista. E por esta gente nem falo apenas do governo mas de todos aqueles que só esperam uma oportunidade para revelar o que (não) são.

Pessimismo?

Não! Até porque quem pensa assim sempre encontra alegrias em pequenas coisas boas e sabe que é preciso fazer alguma coisa pois, deixadas a si mesmas,  e a estas cáfilas, as coisas não melhoram.

Hoje é um bom dia!

Hoje é um bom dia não só porque depois de um merecido descanso regresso ao trabalho, mas porque a minha filha volta à escola com um horário (mais) decente.
Passo a explicar:
Porque em Faro ainda não há escolas do 1º Ciclo suficientes para todas as crianças (deve quem manda estar à espera que a pirâmide demográfica ainda fique mais esbelta) na escola da minha filha (e de mais 400 outras crianças) existe o horário duplo. A minha filha está no 3º ano e desde o 1º ano, entrava às 8 da manhã, tinha 30 minutos de intervalo e saía às 13h. Um horário puxado para quem tinha 6 anos, mas lá se foi habituando…
No entanto, este ano, após uma inspecção que, numa visão restricta da legislação, detectou que os alunos da escola dela não prefaziam o que seria necessário para uma correcta leccionação dos conteúdos necessários a cada ano lectivo (sobre isto poderia tecer alguns comentários…mas não me apetece..hoje estou contente!). Depois disto a Direção (por livre iniciativa ou a mando da Inspecção, ainda não percebi…) decretou que o novo horário seria para o turno da manhã das 7h50 às 13h10 (e um intervalo de 20 minutos) e para o turno da tarde das 13h20 às 18H40 (também com um intervalo de 20 min).
Os pais não gostaram e a Associação de Pais mexeu-se. Marcou uma Assembleia Geral para saber a opinião dos outros pais e encarregados de educação (por sinal muito concorrida); marcou reuniões com a Direção da escola, com a Delegação Regional dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), com a Câmara Municipal; fez exposições ao Ministro, aos Secretários de Estado, aos Deputados eleitos pelo Algarve (distrito de Faro para ser mais correcto) na Assembleia da República, ao Presidente da Câmara Municipal de Faro, aos partidos políticos representados na Assembleia Municipal (vá lá que e-mail não paga selo); organizou duas manifestações (uma à porta da escola, outra na sede do agrupamento que culminou com um mega protesto no livro amarelo da escola), consultou um advogado…nunca desistiu…. nunca desistiu mesmo quando ouviu alguns dizerem: “isso não vai dar em nada”, ” só estão perder tempo!”, “Eles decidiram, está decidido” (nunca gostei muito de “Eles”, essa entidade que ninguém sabe quem é, só se sabe que não somos “Nós”!)
Os pais,em nome individual, também se mexeram…fizeram queixas no livro amarelo da Escola e da Delegação Regional da DGEstE), escreveram cartas à diretora, iam levar e buscar os filhos no horário inicial (entre as 18h15 e as 18h40 era um corropio de saidas que não havia aula de aguentasse) e até houve alguém que, por dois dias consecutivos, meteu cola nas fechaduras dos portões da Escola.
Em Dezembro chegou a boa nova: 39 dias depois da mudança de horário, uma carta do chefe de gabinete de um Secretário de Estado abria a porta para o horário inicial…mesmo assim foi preciso um Conselho Geral, já no ponto final dos Outros Assuntos e por iniciativa da Associação de Pais, dar a indicação à Diretora para estabelecer contacto com a Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares de forma a estes poderem ser repostos o mais rapidamente possivel, de preferência, no início do próximo período letivo.
Hoje estou contente porque é um bom dia: a democracia funcionou!
Dia a dia faz-se uma democracia 🙂

André Lara

P.S.1. Para quem quem quer seguir a novela sugiro este blogue http://apaisaltorodes.blogspot.pt/

PS2. E já agora…a carta do chefe de gabinete do Secretário de Estadoabre a porta para que TODAS as escolas do 1º ciclo que foram obrigadas a mudar de horário possam voltar ao horário inicial…também por isso escrevo aqui…a democracia tem destas coisas…é solidária!

Antero131

(c) Antero Valério

 

… o soares velho conhecia bem o Eusébio, aquele que já foi professor  em… algures.