Janeiro 5, 2014 at 3:40 pm
Sou benfiquista, não militante.
Mas, na altura, vivi intensamente toda a carreira de Eusébio.
Defendo que o Rei deve repousar no Panteão Nacional.
Ao lado de Amália.
Não consigo vislumbrar qualquer razão para que assim não seja
Um homem bom e que sempre quis viver intensamente cada momento. Cedo se distinguiu, pelas suas capacidades inatas, ao serviço do Sporting de Lourenço Marques. Mais tarde rumaria ao Benfica de Lisboa (nessa altura ainda não existia a Academia de Alcochete e o clube tinha de ir buscar os jogadores portugueses à academia de Moçambique) de onde nunca mais saiu, consta que por por intervenção directa do Dr. Salazar.
As suas qualidades de trabalho, abnegação e espírito de equipe, aliada a uma excepcional maestria e aos elevados índices físicos levaram-no aos mais altos patamares que alguém que tenha o infortúnio de nascer em território nacional poderá almejar. Na verdade, o seu maior feito foi, justamente, ter ultrapassado essas limitações.
Teve a desdita de morrer numa época em que nem no seu clube nem no seu país sobravam já homens dignos de lhe lavrarem o merecido epitáfio. Podemos pois, durante os próximos tempos, esperar o pior dos circos.
Para começar retenhamos as palavras de El Silva: “O país chora”. Chora pelos que partiram e chora ainda mais pelos que ficaram. E isso não há símbolo nacional que faça esquecer.
O que mais me intriga e dói na nossa morte, como vemos na dos outros, é que nada se perturba com ela na vida normal do mundo. Mesmo que sejas uma personagem histórica, tudo entra de novo na rotina como se nem tivesses existido. O que mais podem fazer-te é tomar nota do acontecimento e recomeçar. Quando morre um teu amigo ou conhecido, a vida continua natural como se quem existisse para morrer fosses só tu. Porque tudo converge para ti, em quem tudo existe, e assim te inquieta a certeza de que o universo morrerá contigo. Mas não morre. Repara no que acontece com a morte dos outros e ficas a saber que o universo se está nas tintas para que morras ou não. E isso é que é incompreensível – morrer tudo com a tua morte e tudo ficar perfeitamente na mesma. Tudo isto tem significado para o teu presente. Mas recua duzentos anos e verás que nada disto tem já significado.
Eusébio… vamos a separar as águas…. como jogador, GRANDE, ENORME, um craque, que deu muito a ganhar ao benfica e honrou a selecção nacional, alegrando a vida de tantos portugueses…
Como pessoa, os vícios privados são isso mesmo… privados, respeitáveis… agora, que ultimamente e sempre que falava, revelava uma azia, uma inveja e maus fígados, quer em relação a CR7, quer em relação ao Sporting, isso é incontestável….
Nada de desculpar com idade… Manoel de Oliveira, Albino Aroso…. foram e são exemplos de rectidão e ajuizamento até ao fim…
Panteão Nacional ??? Luto nacional ??? E os bombeiros que morreram no Verão ??? Houve luto ou declaração compungida e de gravata preta do nabo-mor da república???
Quando estiverem aflitos, não telefonem ao 112 nem aos bombeiros… Liguem ao Panteão….
Já agora, RIP ao GRANDE JOGADOR EUSÉBIO DA SILVA FERREIRA E AO HOMEM COM O MESMO NOME….
Nunca vi as televisões passarem dias inteiros a recordarem José Saramago, Nadir Afonso, Zeca Afonso,
e outros que se distinguiram por levarem ao mundo o nome de Portugal. Ninguém duvida do génio de Eusébio, mas endeusá-lo desta maneira é um escândalo…
A exacta glória é a póstuma, dizem. #6
Se podemos ir buscar ao desporto exemplos que podemos seguir na vida? Claro!, ao desporto como em qualquer lado. De Eusébio eu guardo a imagem de um homem de trabalho, daqueles que mesmo que pareça que vai cair, que nada há a fazer, coloca toda a energia e dá a volta por cima… apenas isso, e não é pouco!
(queria dizer que sou do Benfica, mas essa omissão não tem importância nenhuma…)
Vi jogar o Grande Eusébio ao vivo uma única vez – foi pela União de Tomar, num jogo da 2ª divisão, zona norte, contra o clube da minha terra. Era miúdo e fiquei com uma mágoa enorme pelos 15 minutos que esteve em campo e pelos comentários que ouvi à minha volta e jamais esquecerei. Até sempre, King!
É o que sempre foi…os heróis populares que chegam ao povo através do desporto dito rei..sim haveria outros o Zeca o Salgueiro ..por exemplo..já agora professor seja menos faccioso.. o Eusébio ganhou o que ganhou sem agente sem qualquer marketing e sem ganhar nem um décimo do que Ronaldo ganhou..se alguém hoje é endeusado é o Ronaldo..esse para ganhar o que Eusébio ganhou tem ainda de fazer pela vida e sentir mais a camisola da selecção e menos as vaidades pessoais..Enfim salta a vista a mesquinhez e a bipolaridade de que nós somos o expoente máximo na Europa quiçá no mundo.. excelentes…e por aqui me fico..
Eusébio ajudou a Seleção Nacional Portuguesa a alcançar o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1966, sendo o maior marcador da competição (recebendo a Bota de Ouro), com nove golos (seis dos quais foram marcados em Goodison Park) e tendo recebido a Bola de Bronze. Ganhou a Bola de Ouro em 1965 e ficou em segundo lugar na atribuição da mesma em 1962 e 1966. Eusébio jogou pelo Sport Lisboa e Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol, sendo associado principalmente ao clube português, e é o melhor marcador de sempre da equipa, com 638 golos em 614 jogos oficiais. No Benfica ganhou 11 Campeonatos Nacionais (1960-1961, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1970-1971, 1971-1972, 1972-1973 e 1974-1975), 5 Taças de Portugal (1961-1962, 1963-1964, 1968-1969, 1969-1970 e 1971-1972), 1 Taça dos Campeões Europeus (1961-1962) e ajudou a alcançar mais três finais da Taça dos Campeões Europeus (1962-1963, 1964-1965 e 1967-1968). Foi o maior marcador da Taça dos Campeões Europeus em 1965, 1966 e 1968. Ganhou ainda a Bola de Prata sete vezes (recorde nacional) em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970 e 1973. Foi o primeiro jogador a ganhar a Bota de Ouro, em 1968, façanha que mais tarde repetiu em 1973.
# 11, 12
Lá está o clubismo…. E se a seleção estiver a levar 3-0, é porque se pôs a jeito 🙂 e quando lhe estiver a dar um AVC ligue para o panteão… heróis são quem nos ajuda e salvam vidas… ESF foi grande dentro de campo, menos grande fora de campo, pelos menos nos últimos anos…
Digamos que não soube envelhecer com a mesma classe que espalhou nos relvados e pelados…
#8
O comportamento das televisões no dia de hoje dá-nos um indicador daquilo que vai na cabeça das redacções dos meios de comunicação social e daquilo que consideram importante neste país…
Uma pobreza de espírito, um fanatismo, uma visão enviesada…
Também por isso temos o país que temos.
Pobreza de todo o género!!!
Seguindo o raciocínio (???) de determinados aqui iluminados;
a) quando tiveres a casa a arder, chama a Amália;
b) chama o Manuel de Oliveira;
c) chama o Saramago;
d) chama o Eça;
e) chama o Vasco da Gama ou o D. João II;
f) chama o Pessoa;
g) chama a Paula Rego;
h) chama o «professor» que comentou acima…
#19
tb não percebi esse “raciocínio”… não há figuras impolutas nem insubstituíveis….. ESF libertou-se da lei da morte apenas e só…. os bombeiros falecidos tb, mas, ninguém se lembrou deles…. o #19 lembrou ?
Não há figuras insubstituíveis…há não se quer é admitir tal..mas que as há há.. e as que as substituem são na sua maior parte sombras das que partiram…não gostamos de admitir isso…dói…
#23, 24
Colega, não se enerve… há coisas bem mais importantes no dia a dia… Joaquim Agostinho, Amália, Egas Moniz, Saramago, etc, morreram e foram enterrados… a vida continua… com cortes nos vencimentos e pensões… 😦
não..apenas acho que a vida continua mas não é a mesma cosia..tão só..e a vida é o que é..no fundo caminhamos todos para o esquecimento mais cedo ou mais tarde…já dizia este e bem..fui boa semana..
O que mais me intriga e dói na nossa morte, como vemos na dos outros, é que nada se perturba com ela na vida normal do mundo. Mesmo que sejas uma personagem histórica, tudo entra de novo na rotina como se nem tivesses existido. O que mais podem fazer-te é tomar nota do acontecimento e recomeçar. Quando morre um teu amigo ou conhecido, a vida continua natural como se quem existisse para morrer fosses só tu. Porque tudo converge para ti, em quem tudo existe, e assim te inquieta a certeza de que o universo morrerá contigo. Mas não morre. Repara no que acontece com a morte dos outros e ficas a saber que o universo se está nas tintas para que morras ou não. E isso é que é incompreensível – morrer tudo com a tua morte e tudo ficar perfeitamente na mesma. Tudo isto tem significado para o teu presente. Mas recua duzentos anos e verás que nada disto tem já significado.
continuamos tão idólatras quanto os nossos antepassados, os quais zombámos da sua idolatria…
é desmoralizante considerar o valor coletivo do individuo apenas pela sua exposição mediática…
Janeiro 5, 2014 at 3:51 pm
O melhor, de sempre.
Janeiro 5, 2014 at 4:00 pm
Janeiro 5, 2014 at 3:40 pm
Sou benfiquista, não militante.
Mas, na altura, vivi intensamente toda a carreira de Eusébio.
Defendo que o Rei deve repousar no Panteão Nacional.
Ao lado de Amália.
Não consigo vislumbrar qualquer razão para que assim não seja
Janeiro 5, 2014 at 4:27 pm
Desaparece mais um imortal.
Janeiro 5, 2014 at 4:37 pm
Um homem bom e que sempre quis viver intensamente cada momento. Cedo se distinguiu, pelas suas capacidades inatas, ao serviço do Sporting de Lourenço Marques. Mais tarde rumaria ao Benfica de Lisboa (nessa altura ainda não existia a Academia de Alcochete e o clube tinha de ir buscar os jogadores portugueses à academia de Moçambique) de onde nunca mais saiu, consta que por por intervenção directa do Dr. Salazar.
As suas qualidades de trabalho, abnegação e espírito de equipe, aliada a uma excepcional maestria e aos elevados índices físicos levaram-no aos mais altos patamares que alguém que tenha o infortúnio de nascer em território nacional poderá almejar. Na verdade, o seu maior feito foi, justamente, ter ultrapassado essas limitações.
Teve a desdita de morrer numa época em que nem no seu clube nem no seu país sobravam já homens dignos de lhe lavrarem o merecido epitáfio. Podemos pois, durante os próximos tempos, esperar o pior dos circos.
Para começar retenhamos as palavras de El Silva: “O país chora”. Chora pelos que partiram e chora ainda mais pelos que ficaram. E isso não há símbolo nacional que faça esquecer.
Janeiro 5, 2014 at 4:37 pm
Contudo…é um facto que..
A Nossa Morte …
O que mais me intriga e dói na nossa morte, como vemos na dos outros, é que nada se perturba com ela na vida normal do mundo. Mesmo que sejas uma personagem histórica, tudo entra de novo na rotina como se nem tivesses existido. O que mais podem fazer-te é tomar nota do acontecimento e recomeçar. Quando morre um teu amigo ou conhecido, a vida continua natural como se quem existisse para morrer fosses só tu. Porque tudo converge para ti, em quem tudo existe, e assim te inquieta a certeza de que o universo morrerá contigo. Mas não morre. Repara no que acontece com a morte dos outros e ficas a saber que o universo se está nas tintas para que morras ou não. E isso é que é incompreensível – morrer tudo com a tua morte e tudo ficar perfeitamente na mesma. Tudo isto tem significado para o teu presente. Mas recua duzentos anos e verás que nada disto tem já significado.
Vergílio Ferreira,
Janeiro 5, 2014 at 4:39 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2014/01/05/a-exacta-gloria-e-a-postuma-ninguem-e-alguem-um-unico-homem-imortal-e-todos-os-outros-homens/
Janeiro 5, 2014 at 4:58 pm
Eusébio… vamos a separar as águas…. como jogador, GRANDE, ENORME, um craque, que deu muito a ganhar ao benfica e honrou a selecção nacional, alegrando a vida de tantos portugueses…
Como pessoa, os vícios privados são isso mesmo… privados, respeitáveis… agora, que ultimamente e sempre que falava, revelava uma azia, uma inveja e maus fígados, quer em relação a CR7, quer em relação ao Sporting, isso é incontestável….
Nada de desculpar com idade… Manoel de Oliveira, Albino Aroso…. foram e são exemplos de rectidão e ajuizamento até ao fim…
Panteão Nacional ??? Luto nacional ??? E os bombeiros que morreram no Verão ??? Houve luto ou declaração compungida e de gravata preta do nabo-mor da república???
Quando estiverem aflitos, não telefonem ao 112 nem aos bombeiros… Liguem ao Panteão….
Já agora, RIP ao GRANDE JOGADOR EUSÉBIO DA SILVA FERREIRA E AO HOMEM COM O MESMO NOME….
Janeiro 5, 2014 at 5:39 pm
Nunca vi as televisões passarem dias inteiros a recordarem José Saramago, Nadir Afonso, Zeca Afonso,
e outros que se distinguiram por levarem ao mundo o nome de Portugal. Ninguém duvida do génio de Eusébio, mas endeusá-lo desta maneira é um escândalo…
Janeiro 5, 2014 at 5:52 pm
A exacta glória é a póstuma, dizem. #6
Se podemos ir buscar ao desporto exemplos que podemos seguir na vida? Claro!, ao desporto como em qualquer lado. De Eusébio eu guardo a imagem de um homem de trabalho, daqueles que mesmo que pareça que vai cair, que nada há a fazer, coloca toda a energia e dá a volta por cima… apenas isso, e não é pouco!
(queria dizer que sou do Benfica, mas essa omissão não tem importância nenhuma…)
Janeiro 5, 2014 at 6:04 pm
Vi jogar o Grande Eusébio ao vivo uma única vez – foi pela União de Tomar, num jogo da 2ª divisão, zona norte, contra o clube da minha terra. Era miúdo e fiquei com uma mágoa enorme pelos 15 minutos que esteve em campo e pelos comentários que ouvi à minha volta e jamais esquecerei. Até sempre, King!
Janeiro 5, 2014 at 6:05 pm
# 7:
Quando a selecao estiver a perder 3-0, telefonem aos bombeiros.
Janeiro 5, 2014 at 6:10 pm
É o que sempre foi…os heróis populares que chegam ao povo através do desporto dito rei..sim haveria outros o Zeca o Salgueiro ..por exemplo..já agora professor seja menos faccioso.. o Eusébio ganhou o que ganhou sem agente sem qualquer marketing e sem ganhar nem um décimo do que Ronaldo ganhou..se alguém hoje é endeusado é o Ronaldo..esse para ganhar o que Eusébio ganhou tem ainda de fazer pela vida e sentir mais a camisola da selecção e menos as vaidades pessoais..Enfim salta a vista a mesquinhez e a bipolaridade de que nós somos o expoente máximo na Europa quiçá no mundo.. excelentes…e por aqui me fico..
Eusébio ajudou a Seleção Nacional Portuguesa a alcançar o terceiro lugar no Campeonato do Mundo de 1966, sendo o maior marcador da competição (recebendo a Bota de Ouro), com nove golos (seis dos quais foram marcados em Goodison Park) e tendo recebido a Bola de Bronze. Ganhou a Bola de Ouro em 1965 e ficou em segundo lugar na atribuição da mesma em 1962 e 1966. Eusébio jogou pelo Sport Lisboa e Benfica 15 dos seus 22 anos como jogador de futebol, sendo associado principalmente ao clube português, e é o melhor marcador de sempre da equipa, com 638 golos em 614 jogos oficiais. No Benfica ganhou 11 Campeonatos Nacionais (1960-1961, 1962-1963, 1963-1964, 1964-1965, 1966-1967, 1967-1968, 1968-1969, 1970-1971, 1971-1972, 1972-1973 e 1974-1975), 5 Taças de Portugal (1961-1962, 1963-1964, 1968-1969, 1969-1970 e 1971-1972), 1 Taça dos Campeões Europeus (1961-1962) e ajudou a alcançar mais três finais da Taça dos Campeões Europeus (1962-1963, 1964-1965 e 1967-1968). Foi o maior marcador da Taça dos Campeões Europeus em 1965, 1966 e 1968. Ganhou ainda a Bola de Prata sete vezes (recorde nacional) em 1964, 1965, 1966, 1967, 1968, 1970 e 1973. Foi o primeiro jogador a ganhar a Bota de Ouro, em 1968, façanha que mais tarde repetiu em 1973.
Janeiro 5, 2014 at 6:24 pm
Orbituário no The Guardian:
http://www.theguardian.com/football/2014/jan/05/eusebio?commentpage=1
Janeiro 5, 2014 at 6:37 pm
http://www.lux.iol.pt/nacionais/old-trafford-aplaudiu-eusebio-de-pe-eusebio-old-trafford/1524926-4996.html
Janeiro 5, 2014 at 6:46 pm
# 11, 12
Lá está o clubismo…. E se a seleção estiver a levar 3-0, é porque se pôs a jeito 🙂 e quando lhe estiver a dar um AVC ligue para o panteão… heróis são quem nos ajuda e salvam vidas… ESF foi grande dentro de campo, menos grande fora de campo, pelos menos nos últimos anos…
Digamos que não soube envelhecer com a mesma classe que espalhou nos relvados e pelados…
Janeiro 5, 2014 at 7:37 pm
#7
Subscrevo
Janeiro 5, 2014 at 7:38 pm
#11
Quando tiveres a casa a arder, chama o mantorras
Janeiro 5, 2014 at 7:40 pm
#8
O comportamento das televisões no dia de hoje dá-nos um indicador daquilo que vai na cabeça das redacções dos meios de comunicação social e daquilo que consideram importante neste país…
Uma pobreza de espírito, um fanatismo, uma visão enviesada…
Também por isso temos o país que temos.
Pobreza de todo o género!!!
Janeiro 5, 2014 at 8:49 pm
Seguindo o raciocínio (???) de determinados aqui iluminados;
a) quando tiveres a casa a arder, chama a Amália;
b) chama o Manuel de Oliveira;
c) chama o Saramago;
d) chama o Eça;
e) chama o Vasco da Gama ou o D. João II;
f) chama o Pessoa;
g) chama a Paula Rego;
h) chama o «professor» que comentou acima…
…
Janeiro 5, 2014 at 8:59 pm
#19
tb não percebi esse “raciocínio”… não há figuras impolutas nem insubstituíveis….. ESF libertou-se da lei da morte apenas e só…. os bombeiros falecidos tb, mas, ninguém se lembrou deles…. o #19 lembrou ?
Janeiro 5, 2014 at 9:05 pm
Foi quem me fez começar a gostar mesmo do futebol…
Faz parte incontornável do meu imaginário. Do de todos nós, uns mais outros menos.
Eusébio para sempre!
Janeiro 5, 2014 at 9:06 pm
É caso para dizer: A morte anda cega! Há pelo menos três que se têm ido em lugar do Eusébio era uma boa notícia para os portugueses!
Janeiro 5, 2014 at 9:10 pm
Não há figuras insubstituíveis…há não se quer é admitir tal..mas que as há há.. e as que as substituem são na sua maior parte sombras das que partiram…não gostamos de admitir isso…dói…
Janeiro 5, 2014 at 9:14 pm
E lembra-se dos de Armamar?? E dos que em África salvam vidas e ninguém sabe quem são??
Isso nem está em questão….haja pachaorra…
Janeiro 5, 2014 at 9:29 pm
#23, 24
Colega, não se enerve… há coisas bem mais importantes no dia a dia… Joaquim Agostinho, Amália, Egas Moniz, Saramago, etc, morreram e foram enterrados… a vida continua… com cortes nos vencimentos e pensões… 😦
Janeiro 5, 2014 at 9:33 pm
não..apenas acho que a vida continua mas não é a mesma cosia..tão só..e a vida é o que é..no fundo caminhamos todos para o esquecimento mais cedo ou mais tarde…já dizia este e bem..fui boa semana..
O que mais me intriga e dói na nossa morte, como vemos na dos outros, é que nada se perturba com ela na vida normal do mundo. Mesmo que sejas uma personagem histórica, tudo entra de novo na rotina como se nem tivesses existido. O que mais podem fazer-te é tomar nota do acontecimento e recomeçar. Quando morre um teu amigo ou conhecido, a vida continua natural como se quem existisse para morrer fosses só tu. Porque tudo converge para ti, em quem tudo existe, e assim te inquieta a certeza de que o universo morrerá contigo. Mas não morre. Repara no que acontece com a morte dos outros e ficas a saber que o universo se está nas tintas para que morras ou não. E isso é que é incompreensível – morrer tudo com a tua morte e tudo ficar perfeitamente na mesma. Tudo isto tem significado para o teu presente. Mas recua duzentos anos e verás que nada disto tem já significado.
Vergílio Ferreira,
Janeiro 5, 2014 at 9:34 pm
continuamos tão idólatras quanto aqueles que zombamos da sua idolatria há séculos atrás…
Janeiro 5, 2014 at 9:38 pm
continuamos tão idólatras quanto os nossos antepassados, os quais zombámos da sua idolatria…
é desmoralizante considerar o valor coletivo do individuo apenas pela sua exposição mediática…
Janeiro 5, 2014 at 9:52 pm
Chamem o Melício!
Janeiro 6, 2014 at 11:46 pm
para colono,
o osébio dá a matar,
que não falta jogadores ao níbel dele,
em Portugal, mas preto serve
à expiação branquela que nem
coelho de averel .
Janeiro 7, 2014 at 12:37 am
Bwana??!??