Sexta-feira, 27 de Dezembro, 2013


OMC, How Bizarre

PÓS-GRADUAÇÃO EM SURF E PERFORMANCE

Candidaturas terminam a 15 de janeiro.

A Pós-Graduação em Surf e Performance na Universidade Lusófona encontra-se agora em período de candidaturas e tem um início de aulas previsto para a última semana de janeiro.

Com todo o corpo docente confirmado e o plano de estudos construído, o período de candidaturas termina a 15 de janeiro, altura em que a direção do curso irá analisar os dados de todos os candidatos e comunicar a composição final da turma.

Numa altura em que a formação para treinadores de surf é cada vez mais urgente e necessária para dar resposta ao actual crescimento da modalidade, a universidade e a obtenção de formação académica representam actualmente uma solução bastante credível e rica em conteúdos.

O que Nuno Crato disse é o que ele pensa e não apenas ele sobre muitos cursos de formação de professores, em ESE ou fora delas.

O problema nem está aí. Porque há bons cursos e maus cursos, é escusado andar a dizer o contrário. E há cursos universitários (se eu disser que os há em especial em algumas instituições privadas com corpos docentes muito in, fica mal?) bem piores do que o de algumas ESE.  O problema está no facto de ele ser MEC e ter sob a sua tutela a agência que certifica a qualidade desses cursos e tem certificado a maioria delas.

Ora… se Nuno Crato pensa o que disse… e ele disse efectivamente o que disse e não outra coisa que possa fazer crer a quem o ouviu com clareza… então é porque desconfia seriamente da qualidade do trabalho da A3ES e deveria implodi-la, reformá-la, fazer uma prova de acesso aos avaliadores que por lá andam, etc, etc.

Escolas Superiores de Educação exigem pedido de desculpa de Nuno Crato

Que as ESE tenham recuado do pedido de demissão para o pedido de desculpas é meia admissão de culpa, desculpem-me a mim que o diga assim, sem necessidade de me vir a tentar desmentir acerca do que estou a escrever.

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Já agora um detalhe pessoal… há coisa de dois anos, ano e meio, fiz parte de uma curiosa tertúlia mensal em que se pretendiam debater questões como, entre outras, a formação e avaliação de professores.

(um dia terei tempo de escrever sobre várias coisas bizarras que me aconteceram nesta última meia dúzia de anos… adiante…)

Na altura, verbalizei e cheguei a escrever num rascunho que a regulação dos cursos de formação de professores quase não existia. Que a qualidade dos professores começava pela forma como essa formação se fazia de modo escassamente monitorizado. Argumentou-me alguém – muito mais informado do que eu sobre a matéria – que a A3ES estava a fazer esse trabalho de certificação e que o estava a fazer com rigor.

A verdade é que a partir do terreno me chegaram outro tipo de apreciações… mas como é costume nestes casos, obtida a certificação que se julgava em risco, as pessoas fecharam-se em copas e não abriram mais a boca acerca da forma como a dita avaliação tinha decorrido.

(é impressão minha ou também já anda de voz aflautada e nasalada como o engenheiro…)

Carlos Abreu Amorim insiste que Passos Coelho teve razão ao anunciar a criação de 120 mil empregos este ano. O vice-presidente da bancada do PSD desvalozia assim a manchete do jornal i, que diz que o primeiro-ministro fez mal as contas.

O outro mentia de um modo delirante, este de um modo deprimente.

Eu quero mesmo acreditar que é o poder que lhe(s) queima o carácter e a vergonha… que outrora não era(m) assim.

Os 120 mil novos empregos de Passos que (afinal) são 22 mil

Outro momento marcante do ano foi a greve dos professores  às avaliações e aos exames, em grande parte resultante das normas para a distribuição do serviço lectivo para o ano de 2013-14, publicadas a 11 de Junho (DespNormat7de2013).

Seguiu-se um período em que a greve ultrapassou todas as expectativas, desde ministério a sindicatos, incluindo opinião pública, publicada e por publicar.

A coisa ameaçou um bocadinho o status quo pasmacento e era essencial que o pântano se recompusesse.

A 24 de Junho foi atingido um acordo (AtaNegocial), que uns acharam bem e assinaram (FNE) e outros acharam quase bem e não assinaram mas desconvocaram a greve (tenho pena por não ter gravado esta ida conjunta á RTP Informação).

No dia 10 de Julho foi publicado novo despacho normativo, teoricamente com o resultado do acordo negociado (DespNormat7Ade2013) mas que não correspondia ao que tinha sido publicamente anunciado. Trocaram-se acusações, fizeram-se ameaças, requereram-se as gravações das negociações, mas… a verdade é que nada se soube do que efectivamente se passou nas negociações (aquela acta é uma anedota), se alguém enganou alguém, se alguém se deixou enganar ou… se os enganados foram, de novo, apenas os do costume.

Não fosse o que se passou a 18 de Dezembro, este teria sido o episódio mais triste do ano em termos de Educação Não-Superior.

Antes de mais o relatório relativo ao Ensino Vocacional (RelEnsVocacional), pseudo-panaceia que se pretendeu generalizar no presente ano lectivo. O relatório foi divulgado a pedido do grupo parlamentar do PCP e é uma coisa ao nível de um trabalho de licenciatura, com a curiosidade de ser feito por uma equipa fortemente marcada por defensores do projecto, ligados directamente à sua implementação.

As evidentes carências (método de escolha e contexto das escolas envolvidas, comparação com os dados de experiências internacionais, inquéritos anedóticos, bibliografia minimamente adequada e apresentada segundo regras básicas de um trabalho deste tipo) do relatório parecem apropriadas a toda esta apressada e atrapalhada “experiência-piloto”.

Fica aqui como exemplo de 2013 como um ano que, na Educação, foi pleno de disparates e aplicação abusiva de medidas com deficiente preparação e avaliação. O que se vai conhecendo do que se passa em muitas escolas desde Setembro é muito complicado, aguardando-se que tipo de relatório será apresentado daqui a um ano.

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