Quarta-feira, 18 de Dezembro, 2013


Seis colegas partilharam um jantar para comemorar os dez anos de fim de curso. Decidiram dividir o custo do jantar entre todos, de acordo com o ordenado de cada um: quem ganhasse de mil a dois mil euros pagava duas vezes mais do que quem ganhasse menos de mil euros; quem ganhasse mais de dois mil euros pagava três vezes mais do que quem ganhasse menos de mil.

R: Isso deve ser lá entre colegas de gabinete de assessorias d’ordenado mentiroso au air conditionné, aqui são contas do porco – todos iguais, todos professores.

No último mês, os livros mais lidos da biblioteca de uma turma foram: A Menina do Mar, A Lua de Joana, Os Animais Fantásticos e Uma Aventura no Castelo.

R: Lidos? Como é que sabem que os livros requisitados foram lidos? Além disso, ninguém lê o que comece por Uma Aventura

Já que acham normal que políticos e técnicos estrangeiros (incluo nessa categoria o cherne barroso) se pronunciem sobre as decisões do nosso TC, seria bom ouvi-los a pronunciarem-se sobre a jurisprudência alemã sobre este tema e sobre a necessidade de rever a Constituição alemã.

O Tribunal Constitucional alemão equiparou as pensões à propriedade, pelo que os governos não podem alterá-las retroactivamente. A Constituição alemã, aprovada em 1949, não tem qualquer referência aos direitos sociais, pelo que os juízes acabaram por integrá-los na figura jurídica do direito à propriedade. A tese alemã considera que o direito à pensão e ao seu montante são idênticos a uma propriedade privada que foi construída ao longo dos anos pela entrega ao Estado de valores que depois têm direito a receber quando se reformam. Como tal, não se trata de um subsídio nem de uma benesse, e se o Estado quiser reduzir ou eliminar este direito está a restringir o direito à propriedade. Este entendimento acabou por ser acolhido pelo Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Uma escola pretende atribuir professores de cinco disciplinas a uma das turmas do 6.º ano. Uma turma do 6.º ano tem, no seu horário semanal, 6 tempos letivos de Português (PORT), 6 de Matemática (MAT), 3 de Ciências Naturais (CN), 3 de História e Geografia de Portugal (HGP) e 3 de Inglês (ING).

R: É disponibilizar um programa informático de horários que funcione.

Quase metade dos professores inscritos não fizeram a prova

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Chegara a França como qualquer dos outros. Sem carta de chamada além da gana que o expelira dum útero…

A razão que motivou a viagem da personagem Matos foi

R: Ter sido mandada emigrar.

A prova nos 3 noticiários do almoço.

Gostaria apenas de lhe deixar um “breve” testemunho do que se passou hoje na escola básica de Canidelo, sede do AE D.João I de V.N. de Gaia, onde nenhum professor inscrito realizou a prova.
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Chegado à escola às 9:20 sou recebido pela visão de uma carrinha das forças policiais. Um pouco mais adiante outra viatura estacionada. Deve ser para a entrega das provas, penso eu inocentemente. Mas uma carrinha de 9 lugares?
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Os colegas apresentam-se em fila na entrada para serem confirmados nas pautas por um membro da direcção. Até parece que mais ninguém se quer ali.
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Vamos para o velhinho bloco A onde se situa a Direcção para ser-mos informados do nosso destino. Adiante, no igualmente velhinho bloco C, ao lado do qual se encontram dois contentores/salas de aula, esperamos até serem 9:50 para descobrirmos que só há professores vigilantes para duas salas. Abençoados aqueles que possuem decência.
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Os infelizes colegas cujos pais decidiram dar-lhes nomes iniciados pelas letras A, B e C são chamados para as salas. Eu e os restantes ficamos de fora a curtir uma breve chuvada que se lembrou de cair naquele momento.
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Por algum motivo cinco polícias entram no bloco. Não levavam as provas com eles.
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Pelas 10:15 o Sr. Director da escola vem ter connosco anunciar que não realizaremos a prova pois não existem vigilantes para tal. Pede para assinarmos a pauta indicando a nossa presença. A mesma da fiscalização aquando da entrada.
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Por sugestão repetida, para não dizer forçada de dois colegas, o Sr. Director acede a que todos os professores se dirijam à secretaria de modo a obter uma declaração de presença e não realização da prova.
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Começo a ver pares de polícias a andar em nossa volta. Malta simpática, conheço alguns de vista pois vivo na freguesia a que pertencem.
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As salas designadas para a prova encontram-se no rés-do-chão, pelo que nos concentramos junto às suas janelas. Bendito o mau planeamento. Seguem-se cantorias, cânticos, assobios e apupos que se prolongam uma hora depois do suposto início da prova.
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Os polícias surgem e desaparecem e tornam a surgir.
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Alguns dos colegas, poucos devo salientar, manifestam-se exageradamente  batendo nalgumas persianas fechadas das salas. A polícia entra agora sim em acção, movida por ordens superiores, e formando um cordão afasta-nos do bloco.
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Falando com um policial que me afastava pacificamente, pude perceber que nenhum deles o fazia por querer. Aparentemente foram convocados às cinco da manhã por email para ali estarem, sei-o de uma colega casada com um que só ali não estava devido a uma mudança de turno.
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Continuamos a ser afastados, curiosamente estar a dez metros ainda é pouco. Mais cantorias, cânticos, assobios e apupos. Os polícias continuam a ser simpáticos apesar de gostarem de empurrar.
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Pelas 11:30 as colegas na sala abrem as janelas e dizem que devido às condições a prova não será realizada, surgem palmas de lado a lado e lágrimas também.
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Dos 180 professores inscritos na escola nenhum realizou a prova. Estou imensamente agradecido àqueles que fizerem greve. Um obrigado não será suficiente.
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Quando fui aluno desta escola no 5.º e 6.º ano nunca imaginei que isto poderia acontecer no meu futuro. Enfim. O dia podia ter sido bem pior. Felizmente não foi.
Cumprimentos, 
Ricardo Lopes

Cenas da “Prova” em Imagens da Minha Terra

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… em que, pelas informações que me foram chegando, a direcção declarou entrar em greve quando um apparatchik qualquer do MEC mandou os seus elementos vigiar a prova perante a adesão total do corpo docente ao protesto.

A existirem represálias por parte da tutela o caso configurará evidente castigo político, pois o que se passou foi o legítimo exercício do direito à greve por quem ainda é professor.

O que lamento? Que outr@s não tivessem tal verticalidade e coragem, acagachando-se.

Nem sequer falo da defesa institucional a cargo do SE Grancho, apenas mais um que mudou de posição logo que se chegou ao poder.

Falo da trincheira amiguista e da trincheira pragmática.

  • A primeira move-se por amizade a Nuno Crato, tem alguma representação na comunicação social, mas vai minguando. Defenderá a prova e a postura do ministro, demonizando os professores e a resistência à prova associando tudo à nefasta influência da Fenprof. Esquecerá que níveis de adesão acima de 90% significam a irrelevância absoluta da FNE e uma incapacidade total do MEC dialogar com os professores, tendo optado – como Maria de Lurdes Rodrigues – por usar @s director@s como elos de uma cadeira hierárquica que exige submissão em vez de adesão. Foi o que fez, por exemplo, José Manuel Fernandes hoje de manhã na SICN.
  • A segunda move-se por pragmatismo político e de bom grado prescindiria desde já de Nuno Crato se percepcionasse que isso seria vantajoso para o Governo. De forma mais ou menos explícita falará em erros de forma e de comunicação, mas elogiará a prova e os seus objectivos. será uma postura à Marques Mendes, que lamentará que uma ideia tão boa tenha sido aplicada de forma inábil. Deixará no ar a ideia de que Nuno Crato falhou de algum modo, embora estivesse cheio de boa intenções. Também aqui veremos um esforço enorme por colar toda a resistência à acção de Mário Nogueira e por insinuar que os professores não querem ser avaliados, apesar de serem os profissionais mais avaliados do país, certamente mais do que opinadores avençados por terem o cartão ou filiação certa.

E depois há ainda os idiotas militantes, mas esses andam acantonados em 2 ou 3 blogues.

Nuno Crato e o Governo por terem fracassado na realização de uma prova injusta e idiota e por terem aliciado muit@s director@s para se esquecerem que são professores e não meros elos numa cadeia hierárquica de modo a fazer entrar polícia nas escolas como se estivéssemos no tempo do outro senhor. Absolutamente vergonhoso e uma certidão de óbito para o actual MEC que, como uma das suas antecessoras, deve ficar até final do mandato para completar a sua obra, mas ficando também desde já disponível, em virtude dos evidentes serviços prestado à causa, para uma comenda ou uma recompensa à frente de uma qualquer fundação privada com forte posição do Estado nas nomeações. Acho justo como recompensa por um dos episódios mais tristes e lamentáveis da História da Educação em Portugal, e não falo apenas do pós-25 de Abril, incluindo o período de 74-76 em que muitos dos defensores desta prova já se tinham esmerado no disparate.

Ao lado, Maria Ferreira chorava convulsivamente: “Não acredito que passei por cima dos meus colegas que estão a manifestar-se por nós, que estão a defender-nos”. Dizia que” partir do momento em que um entra têm de entrar todos” mas garante que não se perdoará.

Duarte, um dos que estavam sentados no chão, dificultando a entrada aos colegas, também não tem vínculo, também não tem cinco anos de serviço, pelo que, não fazendo a prova, não se poderá candidatar a dar aulas para o ano. Passada a confusão levantou-se. “Ficar aqui, não entrar, foi talvez a decisão mais difícil da minha vida”, disse, não conseguindo continuar a falar. Chorava, também.

João Dias da SIlva e a FNE como rosto da UGT e Carlos Bigodes Silva que fracassaram de forma fragorosa no seu papel de muleta do Governo pois o acordo que assinaram só serviu para o MEC tentar operacionalizar de modo mais simples a prova. Se com 13.500 candidatos foi o que foi, o que seria com 40.000? A UGT/FNE foram, como tantas vezes, o parceiro ideal para que a derrota do Governo e do MEC fosse ainda mais vergonhosa. Aliás, a estratégia de dizer que assinavam o acordo mas estão contra a prova é de um ridículo atroz, ultrapassando mesmo o caso da Fenprof que não assinou o acordo de Junho mas mandou desconvocar a greve às avaliações. A FNE enquanto sindicato de professores é uma ficção, podendo ser encarada como aqueles directores que se sentem já “outra coisa” que não professores, aceitando lançar a polícia sobre estes.

Como figurantes de passagem, ficam ainda os esparguetes, os tais que aceitaram ir vigiar a prova. Não merecem qualquer adjectivação, porque deles nunca rezará a História. Não vale a pena perder qualquer tempo a qualificá-los.

Vai o actual MEC exigir às escolas privadas com contrato de associação que tenham todos os professores contratados com menos de cinco anos de serviço aprovados pela PACC?

Afinal não é serviço público de Educação por cuja qualidade é responsável?

Ou isto é apenas mais uma forma de tentar degradar a imagem dos professores das escolas públicas?

… pelo menos desde as 11.30.

Pacóvia

No Barreiro, anda pelas ruas.

Pacóvia1

José Manuel Fernandes no Opinião Pública da SICN a comentar a prova de avaliação para os professores contratados.

Só faltou levar o próprio MEC.

O arranque foi o costume… nas primeiras frases só se ouviu “sindicatos”, “sindicatos”, “sindicatos”.

Phosga-se, pá!

Ainda não percebeste que as coisas não são assim a preto e branco?

Grande pirueta desde os tempos em que, como discípulo de Crato, eras contra todo e qualquer exame nos Liceus de Lisboa e do país.

E agora comparas os professores aos médicos em matéria de carreira? A sério? Estás a gozar connosco?

Toda a conversa em redor da injustiça de existirem notas diferentes em universidades diferentes é uma falácia para quem se afirma liberal. Quanto ao resto, enfim, é apenas uma fuga para esconder a realidade de ser esta prova uma raridade a nível internacional.

Vão-se conhecendo casos de não realização da prova.

  • No Agrupamento de Escolas de Ponte de Lima houve 100% de adesão à greve.
  • Em Setúbal no Agrupamento Barbosa do Bocage também não se está a fazer a prova.
  • No Porto, Gaia, Coimbra e Lisboa várias escolas onde apenas algumas salas estão a funcionar ou mesmo apenas uma.

Quem souber de mais casos, vá deixando o relato…

A vergonha maior é ver a polícia dentro das escolas e o MEC a insitir numa conversa da treta.

A vergonha menor é ver o João Dias da Silva com cara para prestar declarações por estes dias, sem ser mergulhado num barril com alcatrão e penas.

… agora foram convocados para as escolas básicas e secundárias. Não deixa de ser patético que seja gente que há 40 anos contestou a entrada da polícia nas universidades que agora tenham criado as condições para vermos polícias a entrar nas escolas para domesticar os professores.

Absolutamente vergonhoso e com a conivência activa e submissa de muit@s director@s.

Nem tod@s, felizmente.

NaoAProva

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