Terça-feira, 17 de Dezembro, 2013


Wild Cherry, Play That Funky Music

O apelo ao boicote e uma professora que ainda não sabe se a vai fazer.

Um dia antes da prova:
O que os sindicatos estão a pensar fazer, o que dizem Filinto Lima e Passos Coelho. A decisão dos tribunais de Coimbra e de Beja.
Uma professora sem colocação e com três empregos que vai fazer a prova.

A ver se nos entendemos: o combate à burrocracia não passa apenas pela “desmaterialização” da papelada, pois preenchê-la online não deixa de ser burrocracia e perda de tempo.

O essencial mesmo é aligeirar os procedimentos

É que em papel um tipo ainda preenche aquilo em qualquer lado… sendo online tem de haver pc disponível e com o programa ou aplicação certa e…

Aulas dadas. 96% do total. Mesmo com greve e uma tarde em que a falta de água levou ao encerramento das aulas, que não foram numeradas.

Por vezes em evidente esforço. Não sei quantas delas eu próprio consideraria boas.

Understanding Disappointing Charter School Results

Performance report shows mixed results for charter schools in York City

Charter schools’ failed promise

In Michigan charter schools, results no better than other public schools

The charter-school lie: Market-based education gambles with our children

… mais vale apagar e não falamos mais nisso.

Uma vez ou duas um tipo ainda acredita ser acaso, mas tanta coincidência, quando nada acontece à maioria?

Umb17Dez13

Posição assinada por algumas dezenas de professores.

Moção de apelo à adesão à greve a todo o serviço relacionado com a PACC

4ª feira – 18 de dezembro

1)      Sobre a prova de avaliação (PACC) não há muito a dizer.

2)      Muitos se pronunciaram, dizendo, e explicando porque o dizem:

a)      porque está cheia de ilegalidades na origem e aplicação,

b)      porque é injusta,

c)      porque desrespeita a dignidade docente e

d)      porque põe em causa o profissionalismo de pessoas devidamente habilitadas e com larga experiência (mesmo os que têm menos de 5 anos de serviço).

3)      Claramente esse é um balanço que não suscita dúvidas a nenhum professor português e que nem merece mais gasto de palavras.

4)      A pergunta que, no momento presente, se impõe é:

a)      O que vão fazer os professores/educadores do Agrupamento de Escolas Sidónio Pais perante a injustiça imoral, que está a ser praticada contra colegas profissionais como nós?

5)      Há dois caminhos:

a)      Um, colaborar em nome da suposta obediência e de uma falsa ideia de lealdade com o Governo e os seus interesses, contrários aos interesses da Educação e, no caso concreto, aos dos professores.

b)      O outro, fazer a escolha custosa, mas baseada em ideias de justiça e solidariedade, de recusar colaborar com o caminho escolhido para despedir de forma indigna centenas ou milhares de colegas.

6)      A escolha é simples, portanto:

a)      Colaborar com os mecanismos processuais que levarão ao despedimento definitivo de pessoas que trabalham connosco ou

b)      Lutar pela defesa de ideias de solidariedade e de proteção da dignidade e direitos de outras pessoas, professores como nós.

7)      Mesmo os que nunca fizeram greve ou têm dúvidas, devem olhar a escolha por este lado simples de entender e que ultrapassa o custo financeiro de umas horas de greve:

a)      Quem quiser colaborar com o desemprego de colegas ignora a greve e comparece para a vigilância.

b)      Quem quiser afirmar a sua dignidade como professor/educador e quiser, além disso, prevenir que, no futuro, lhe apliquem o mesmo tratamento indigno, faz greve e não colabora com o que se vai fazer na quarta-feira.

8)      Nós, os professores/educadores abaixo-assinados, fazemos a que achamos ser a escolha de consciência e justiça e, na quarta-feira, aderimos à convocação de greve para a hora da prova, recusando, por dever moral e solidário, colaborar com esse ato.

9)      Apelamos a todos que se juntem a nós e façam deste dia um momento elevado de defesa da dignidade da nossa profissão.

Carta Aberta Em Defesa Da Escola

O Ensino Público perdeu cerca de 30 mil professores desde que a Troika chegou a Portugal em 2011. Se é certo que uma parte está relacionada com professores que chegaram à idade da reforma, a grande fatia advém no entanto da redução de quadros levado a cabo pelo ministério da Educação.

Foram mais de 30.000, entre contratados, aposentados e desistentes.

A coisa vai muito para além do argumento demográfico ou orçamental. Há uma sanha muito especial contra o grupo mais numeroso de profissionais qualificados do Estado.

Até porque há demasiados interesses na degradação do serviço prestado nas escolas públicas.

Na Saúde já muita gente tem um pé em cada lado… e são muitos os milhões que escorregam… a Educação é, de há uns tempos a esta parte, a fatia mais apetecível.

Por enquanto. E amanhã?

Villas-Boas se deu mal pela ausência de fruta garantida.