Sexta-feira, 13 de Dezembro, 2013


Genesis, Follow You, Follow Me

Videovigilância na escola, 1200 escolas, 19 milhões de euros. A escola Gonçalves Zarco quer ir mais além.

Mãe acusa professora de agredir o filho e utiliza gravador escondido

… pelo que não alinho muito nessa coisa das grelhas para legitimar a avaliação dos alunos, pois nada me garante que elas os conheçam e depois ainda acabam por dar notas disparatadas.

Por isso, eu faço a avaliação e depois logo se vê…

Até agora tem resultado.

 

… do que aceder a fazer uma aula ao ar livre de verificação de cadernos diários, nos degraus do pátio, enquanto o sol se punha atrás das nuvens?

Nem quem pediu estava à espera.

A temperatura estava morninha, avançou-se pela avaliação final do período e despedimo-nos com um sorriso para o fim de semana, como deve acontecer sempre entre quem se respeita.

Porque há turmas assim.

Ainda as há , mesmo quando nos torram a paciência em boa parte do tempo.

Não se tirou foto de grupo, porque não é permitido.

Mas é este tipo de liberdade para gerir o espaço (e tempo) da minha aula que eu sempre reclamarei, desde que no fim os meus deveres para os alunos sejam cumpridos.

 

… agora que a cadeia hierárquica das convocatórias está  cair pelas escolas, ver no dia 18 os contratados com mais de 5 anos a vigiar os colegas com menos de 5 anos só para ver se garantem uma recondução, caindo nas graças da direcção.

Quanto aos professores dos quadros, não arriscam nada, a não ser a consciência (a menos que já a tenham perdido há muito).

UM CÊNTIMO PARA OS QUE SE VENDEM

Plano de redução do Estado não teve o impacto anunciado pelo Governo

Tribunal de Contas critica aplicação do PREMAC, o plano de redução dos serviços do Estado lançado pelo Governo em Setembro de 2011. Diz que foi mal preparado, com resultados previstos empolados e terá um impacto muito reduzido.

A propaganda é muitas vezes assim.

Até porque a “redução do Estado” tem sido encarada do ponto de vista da varridela e não de uma reorganização dos serviços e alteração de procedimentos.

Vai ser uma sessão muito concorrida por empreendedores liberais dependentes do Estado.

Haverá beija-mão na abertura e no fecho.

Sessão Oficial de Lançamento do H2020

A sessão oficial de Lançamento do Horizonte 2020 (H2020) em Portugal realiza-se a 13 de Dezembro, no Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa.

Esta sessão contará com a presença do Ministro da Educação e Ciência, do Ministro da Economia, da Secretária de Estado da Ciência, do Secretário de Estado da Inovação, Investimento e Competitividade, da Secretária de Estado da Ciência de Espanha, do Presidente da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e de uma delegação de alto nível da Comissão Europeia, presidida pelo Diretor Geral da Investigação e Inovação.

O H2020 assenta em três grandes prioridades, Pilar I, Ciência Excelente; Pilar II, Liderança industrial e o Pilar III, Desafios Societais assim como em instrumentos de financiamento transversais.

Pilar I – Acções Marie Curie, European Research Council (ERC), Infraestruturas de Investigação e Tecnologias Futuras Emergentes, FET,

Pilar II – Liderança em Tecnologias Industriais Facilitadora, LEIT, (TIC, as Nanotecnologias, os Materiais, as Biotecnologias, a Produção Industrial e o Espaço); medidas de apoio ao Acesso ao Financiamento de Risco e; Programa de Inovação para as PMEs.

Pilar III – Desafios Societais (DS): DS1, Alterações Demográficas e Bem-estar; DS2, Bio economia, Alimentação, Agricultura e Agua; DS3, Energia Segura, Limpa e Eficiente; DS4, Transportes Inteligentes, Verdes e Integrados; DS5, Ação Climática, Ambiente, Gestão Eficiente de Recursos e Matérias-primas; DS6, Sociedades Inclusivas, Inovadoras e Reflexivas e, finalmente, DS7, Sociedades Seguras.

… nem é sequer o dos alunos pior comportados que dão nas vistas sem grande esforço.

É o daquelas criaturas que desde pequenin@s são idiotas – afinal, o húmus de adultos muito idiotas – que levam o seu tempo em registo contínuo de enfernizamento de outr@s colegas, apostando na impunidade do “eu não fiz nada”, “não fui eu” ou “não fui só eu” e no cansaço d@s professor@s para resolver problemas que acham menores no contexto global, mas que podem ser decisivos à micro-escala individual.

Quem defende que no seu tempo teve turmas maiores esquece-se que “nesse tempo” ou as aulas eram muitas mais (auto) disciplinadas ou, no fim do ano, a malta chumbava que nem tordos em dia de caça livre.

As maiores vítimas: @s alun@s que tentam cumprir as coisas de acordo com as regras e são vítimas dessa combinação terrível entre a jovem estupidez cruel e o cansaço e desânimo adultos.

O Estado das Coisas/ As Coisas do Estado/Serralves/ 2ª Conferência/12.12.2013

 

Neste novo Ciclo de Conferências em Serralves, a 2ª intitulada Que Justiça? com António Lobo Xavier e José Miguel Júdice , moderada por David Pontes..

Pelas 21h30 no Auditório da Fundação de Serralves.

Comissário de mais este Ciclo: Paulo Cunha e Silva.

Depois das oportunas intervenções de Luís Braga da Cruz sobre a generalidade deste novo ciclo, e de Paulo Cunha e Silva rapidamente referir o que será cada conferência, seguido da introdução ao debate por David Pontes, falou José Miguel Júdice.

Começou por dizer, que o estado da Justiça está num conflito entre sermos tratados como cidadãos ou consumidores. Os juízes vêem-nos unicamente como cidadãos, mas somos também consumidores. A Justiça está muito abstrata e imóvel, num tempo em movimento e moderno. Onde tudo muda e muito depressa. E é avessa à mudança, como, de resto, somos todos nós. É indispensável uma enorme modéstia intelectual, o direito não é um fim em si mesmo, este sistema judicial tem que olhar e resolver os problemas da Sociedade.

António Lobo Xavier, falou de seguida, dizendo que o sistema financeiro público tem que ser visto como um conjunto de receitas e despesas, com justiça. Com base num princípio da proibição de privilégios, em favor da equidade. Nos sistemas fiscais cada vez se fala mais em eficácia e menos em Justiça. A propósito do Tribunal Constitucional disse que é um último rácio na igualdade financeira, como está instituído, mas criando por vezes dificuldades e não sendo necessariamente a igualdade bem analisada, por exemplo, nos subsídios quanto a públicos e privados.

No debate foi sendo repetido que, como portugueses, somos avessos à mudança, o que nos dificulta evoluir quando tudo evoluiu. Claro que vários países europeus estão com dificuldades várias, mas nós, olhamos ainda demasiado para o Estado como um protector. Muitas mães, criam os seus filhos sobre um manto protector que fica para a vida.

Mais uma agradável conferência, onde foram apontadas situações, que vamos sentindo e vivendo, com vontade de tentar, ficar melhor. Veremos!

Estão de parabéns, os Oradores, o Moderador, o Comissário, e claro Luís Braga da Criz e Odete Patrício e toda a Equipa de Serralves.

Há mais 5ª feira, 09.01.2014 às 21h30.

Augusto Küttner de Magalhães

13.12.2013

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